Aécio ressalta união do PSDB e diz que partido está preparado para ajudar o Brasil a superar crise

Foto George Gianni
Foto George Gianni

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves, afirmou neste domingo (05/07) que o partido está preparado para ajudar o país a superar a grave crise política e econômica que atravessa. Em entrevista coletiva após a convenção nacional que o reelegeu para mais dois anos no comando do partido, o senador ressaltou que a união dos tucanos será essencial para propor alternativas para corrigir os erros do atual governo e recolocar o país no rumo de desenvolvimento e da geração de empregos.

“Não existe um partido político hoje no Brasil mais pronto e preparado para conduzir o destino desse país, e mais rapidamente possível corrigir os equívocos desse governo, do que o PSDB. A nossa unidade e a nossa coragem para enfrentar os desafios serão as duas palavras mágicas que vão nos acompanhar daqui até o desfecho de todo este processo”, afirmou Aécio Neves em entrevista coletiva ao lado do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Aécio Neves avaliou que as denúncias que recaem sobre o governo Dilma, como as suspeitas de uso de recursos desviados da Petrobras na campanha à reeleição e as infrações à Lei de Responsabilidade Fiscal, caminham para um desfecho que pode ter consequências graves.

“O que vejo, curiosamente, é que alguns partidos que hoje apoiam o governo têm esse sentimento até mais aflorado do que o nosso. É preciso que a presidente tome as rédeas, se é que ela ainda tem condições de fazer isso, porque senão, não teremos o desfecho de 2018. Ele poderá ser antecipado, mas repito: não por ação do PSDB, mas pelas inúmeras frentes que a presidente criou, descumprindo a Lei de Responsabilidade Fiscal, fraudando a prestação de contas, utilizando, segundo os últimos depoimentos de delatores, dinheiro da propina na sua campanha eleitoral”, disse.

União do PSDB

Aécio Neves foi reeleito presidente nacional do PSDB com 99,34% dos votos em convenção que reuniu 3 mil pessoas em Brasília. O evento reuniu as principais lideranças da legenda, entre elas o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o senador José Serra .

Para o tucano, o evento entra para a história como uma das mais importantes convenções já realizadas pelo partido em 27 anos. “Essa 12ª Convenção Nacional do PSDB talvez seja a mais importante dos nossos 27 anos de fundação. Só comparada àquela que lançou a candidatura de Fernando Henrique Cardoso como Presidente da República. Mas como já se passaram 27 anos da nossa fundação essa talvez seja ainda mais relevante, pois mostra um partido revigorado e claramente sintonizado com setores importantes da vida nacional. É um partido que está atento às expectativas e esperanças de milhões de brasileiros”, afirmou o presidente tucano.

Assista a trechos da coletiva

Unidade do PSDB

Sobre crise do governo Dilma

 

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PSDB realiza convenção nacional no dia 5 de julho, em Brasília

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O PSDB promove no dia 5 de julho, em Brasília, sua XII Convenção Nacional. O evento será realizado no Centro de Convenções do Hotel Royal Tulip, entre 8 e 14 horas. No encontro, será escolhida a nova Direção Nacional do partido.

Além do presidente nacional do PSDB, a Convenção definirá os novos vice-presidentes, e os membros da Executiva, do Diretório Nacional, do Instituto Teotônio Vilela (ITV) e do Conselho de Ética e Disciplina, do Conselho Fiscal, do Conselho Político do partido.

Composição

A Executiva é composta pelo presidente e por seis vice-presidentes, secretário-geral, primeiro e segundo secretários, tesoureiro e tesoureiro-adjunto, dez vogais, bem como os líderes na Câmara e no Senado e o presidente do ITV. Já o Diretório Nacional é formado por 236 nomes, entre 177 titulares e 59 suplentes.

Encerrada a eleição, o presidente, os integrantes do Diretório Nacional e da Executiva tomam posse automaticamente. O mandato tem duração de dois anos.

Serviço
XII Convenção Nacional do PSDB
Data: 5 de julho
Horário: das 8 às 14 horas
Local: Centro de Convenções do Hotel Royal Tulip (SHTN, Trecho 1, Conjunto 1 C, Brasília-DF)

Aécio Neves – Convenção Nacional e os novos rumos do PSDB

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) quer que a Convenção Nacional do PSDB, que ocorre no próximo sábado (18/05), marque uma nova fase do partido. Para isso, o senador, reafirmando a importância da unidade tucana, convocou todos os setores do PSDB a participar do evento e das discussões que ocorrerão nos próximos meses para elaboração de propostas que o partido quer apresentar à população para se construir um novo Brasil.

 

Convenção Nacional do PSDB será transmitida pela internet

LOGO CONVENCAO

A XI Convenção Nacional do PSDB neste sábado, dia 18, terá transmissão pela internet.

Os discursos serão transmitidos, ao vivo, em streaming, no site do partido (www.psdb.org.br).

Na ocasião, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) será eleito para a presidência da legenda, em substituição ao atual presidente, o deputado federal Sérgio Guerra (PE).

A expectativa é que cerca de 1,5 mil convencionais, entre delegados dos estados e do Distrito Federal, deputados e senadores e integrantes do atual Diretório Nacional, compareçam ao Centro de Eventos Brasil 21, no Setor Hoteleiro Sul.

As atividades começam às 9 e prosseguem até às 14 horas.

SERVIÇO:
Convenção Nacional do PSDB – eleição da Comissão Executiva Nacional
Data: 18 de maio
Horário: das 9 às 14 horas
Local: Centro de Eventos Brasil 21, (SHS Quadra 6, Lote 1, Conjunto A – ao lado da Torre de TV)

Rodrigo de Castro e a participação dos tucanos mineiros na Convenção Nacional

O secretário-geral do PSDB, deputado federal Rodrigo de Castro, fala da importância da participação dos tucanos mineiros na Convenção Nacional do partido, que será realizada no sábado (18/05), em Brasília, para escolha do senador Aécio Neves como presidente da legenda. Confira o vídeo

Confira artigo de Marcus Pestana no jornal O Globo: A melhor saída

Assistimos nas últimas semanas à precoce crise do governo Dilma. Logo após o período conhecido como “lua de mel”, Dilma se viu em situação preocupante que combinava ameaça de descontrole inflacionário, desastrosa condução na votação do Código Florestal e conflitos com a bancada evangélica. Para agravar o “inferno astral”, o principal ministro do governo foi colocado em xeque, quanto a práticas questionáveis no período em que Palocci era deputado, coordenador da campanha de Dilma e da transição governamental.

Considero Palocci o melhor quadro do PT depois do ex-presidente Lula. Foi ele o grande fiador da equipe econômica para que, numa brusca virada em relação ao programa histórico do PT, fossem mantidas as bases do Plano Real. Um quadro mais experimentado inclusive que a própria presidente Dilma, que chegou ao poder fruto de uma série de acidentalidades da era pós-mensalão. Se não fossem José Dirceu e Francenildo, Palocci provavelmente ocuparia a cadeira presidencial.

As informações de que Palocci teria multiplicado por vinte seu patrimônio, realizado compras imobiliárias milionárias e faturado cerca de R$20 milhões só em 2010 caíram como bomba num quadro já explosivo. O silêncio eloquente e retumbante, por três semanas, agravou a situação. A entrevista ao “Jornal Nacional” pouco ajudou. Não é crime ficar rico. O problema é a prática incestuosa e não republicana misturando público e privado. Uma coisa é vender cimento, carros ou alimentos. Outra é vender serviços de consultoria. Como faturar R$20 milhões em consultoria, quando coordenava uma campanha, e R$10 milhões, de novembro a dezembro, quando, como coordenador da transição, tinha acesso a informações estratégicas e sigilosas? Houve ou não tráfico de influência e lobby ilegítimo?

Some-se a isso a intervenção desastrosa do ex-presidente Lula, que em dois dias em Brasília minou a autoridade de Dilma e aguçou as dúvidas sobre sua real aptidão para a Presidência da República.

Ressalte-se que não falamos da discussão levantada sobre os conselhos de Maquiavel ao Príncipe: “Os fins justificam os meios.” Nada a ver com o que nos fala Weber sobre ética de responsabilidade e ética de convicções. Bobbio clareou que o caráter amoral da política introduzido por Maquiavel tem a ver com objetivos de Estado e com conquistas da sociedade, e não com enriquecimentos individuais e objetivos particulares. A licença moral dada aos poderosos é para realizar grandes feitos. Não para incrementar faturamentos improváveis ou para a compra de apartamentos milionários. Em nome da ética e em favor da governabilidade o afastamento de Palocci foi importante. Foi bom para o país, para a sociedade e para o próprio governo Dilma.

MARCUS PESTANA é deputado federal e presidente do PSDB-MG.

Fonte: O Globo  – edição do dia 12/6/11