Hora do balanço, por Fernando Henrique Cardoso

Artigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso publicado nos jornais “O Globo” e “O Estado de S. Paulo”

As eleições municipais foram um prato cheio para análises, avaliações, distorções e apostas. Os resultados eleitorais foram muito dispersos. Dão margem para tudo: ganhou o PT, pois levou São Paulo; perderam Lula e o PT, pois no Norte e no Nordeste o PSDB e o DEM ganharam várias capitais e cidades importantes. Ou ainda: o PSDB foi “dizimado” no Sudeste. Ao que replicam os oposicionistas: quem perdeu foi Lula, derrotado em Salvador, Campinas, Manaus, Fortaleza etc.

Se o PSDB era um partido “do Sudeste”, expandiu-se no Norte e Nordeste. O próprio DEM, candidato à extinção, segundo muitos, derrotou o lulo-petismo em Salvador, Aracaju e Mossoró. Juntos PSDB e DEM levaram sete das 15 maiores cidades da região: no bunker petista das eleições presidenciais, a oposição encontra agora fortes bases de apoio. O mesmo se diga sobre o Norte.

Continuar lendo

Anúncios

As eleições em Minas Gerais – Artigo do deputado João Leite

Artigo do deputado estadual João Leite (presidente do PSDB de Belo Horizonte) publicado no jornal Estado de Minas – 31/10/12

 

Os resultados das eleições em Minas apontam, mais uma vez, para a vitória do projeto defendido pelo PSDB e, em especial, pelo senador Aécio Neves, e o enfraquecimento do PT. Cerca de 80% dos prefeitos eleitos no estado pertencem à base do governo Anastasia. Nas 59 maiores cidades, aliados venceram em 40 e a oposição em apenas 19.

No embate entre PSDB e PT, os petistas perderam o comando de cidades importantes como Betim, Congonhas, Varginha, Itaúna, e, com o nosso apoio, foram derrotados em municípios também estratégicos como Divinópolis, Barbacena, Passos, Teófilo Otoni. O resultado do segundo turno confirmou essa tendência com o PT sendo derrotado em Juiz de Fora, Montes Claros e Contagem.

Se a perda de posição do partido na região metropolitana chama a atenção, emblemático mesmo foi o resultado de Belo Horizonte, onde as eleições foram decididas em primeiro turno numa inequívoca demonstração da vontade da cidade.

O surpreendente nessas eleições não foi a vitória de Marcio Lacerda, mas a incapacidade do PT, com todas as suas lideranças, ministros e ex-ministros, presidente e ex-presidente, de levar a eleição para o segundo turno.

Continuar lendo

Marcus Pestana afirma que PSDB sai fortalecido e com bases sólidas para enfrentar futuras eleições

Marcus Pestana: O PSDB e o Aécio são os grandes vitoriosos: Aécio com sua liderança revigorada e o PSDB com raízes profundas para as eleições de 2014

O presidente do PSDB de Minas Gerais, deputado federal Marcus Pestana, afirmou nesta segunda-feira (29/10) que o PSDB e o senador Aécio Neves são os grandes vitoriosos das eleições municipais de 2012 no estado. Com 142 prefeitos eleitos, 878 vereadores, e uma base de apoio formada por cerca de 80% das novas prefeituras, Marcus Pestana avalia que o partido garantiu força e solidez para disputar as eleições em 2014.

“O PSDB e o Aécio são os grandes vitoriosos. Isso quem diz não sou eu, é a realidade. Vencemos em 142 municípios. O PSDB é o partido que tem mais prefeitos em Minas Gerais. As forças aliadas que nos acompanham no projeto liderado por Aécio Neves desde 2002, que passou por sua reeleição em 2006, e pela eleição de Anastasia em 2010, esse conjunto de forças ganhou 80% das prefeituras de Minas Gerais. Aécio sai com sua liderança inconteste em Minas, revigorada, e o PSDB criou bases sólidas, raízes profundas para as eleições de 2014”, afirmou.

Marcus Pestana destacou que no primeiro turno das eleições, o PSDB saiu vitorioso em importantes cidades, muitas delas administradas pelo principal adversário, o PT. Segundo o presidente tucano, o PSDB e os partidos aliados ganharam força na Região Metropolitana com a reeleição de Marcio Lacerda (PSB), em Belo Horizonte, e a eleição do tucano Carlaile Pedrosa, em Betim. No segundo turno, venceram três dos quatro candidatos apoiados pelo PSDB: Carlin Moura (PCdoB), em Contagem; Bruno Siqueira (PMDB), em Juiz de Fora; e Rui Muniz (PRB), em Montes Claros.

“Tivemos vitórias significativas. O PT foi varrido da Região Metropolitana nas três maiores cidades. Em Belo Horizonte, tivemos uma vitória expressiva contra o maior líder do PT de Minas Gerais que é Patrus Ananias, ex-ministro e ex-prefeito. Ganhamos em Contagem e ganhamos em Betim. Ganhamos em cidades importantíssimas no Sul de Minas que estavam com o PT, Guaxupé, Alfenas e Varginha. Ganhamos em Montes Claros, ganhamos em Diamantina, a porta do Jequitinhonha. Ganhamos em Almenara, ganhamos em Teófilo Otoni”, afirmou.

Força das alianças

O presidente do PSDB-MG ressaltou que as alianças promovidas pelo partido em Minas se tornaram uma marca do partido e que elas são resultado da boa articulação do senador Aécio Neves, hoje a principal liderança tucana.

“Em Minas, revelamos a solidez da nossa posição, das forças aliadas. É preciso diferenciar o PSDB do PT. O PSDB tem uma cultura política generosa, aliancista, ampla. O PT não. Como disse o Ciro Gomes, o PT é venha a nós, ao vosso reino nunca. Então é uma cultura exclusivista, fechada. É tudo para eles. É tudo para o PT. Nós não. Nós temos uma cultura ampla. Aécio mostrou sua versatilidade, sua mobilidade, sua destreza política, sua característica maior que vem de Tancredo, de JK, dos políticos mineiros, a capacidade de conversar com atores diferentes”, concluiu.

Eleições presidenciais

O presidente do PSDB de Minas afirmou que as eleições municipais fortaleceram o PSDB para disputar as eleições presidenciais com maior competitividade. No entanto, ele considera que, até as eleições de 2014, o partido tem vários desafios pela frente como criar um novo programa, escolher com antecedência o seu candidato e construir as alianças.

“O partido precisa passar por um realinhamento programático e ideológico e criar um conjunto de ideias que empolgue a sociedade. O segundo passo é definir a escolha do candidato à Presidência da República, seja através de prévias ou convenção nacional. Em seguida, criar estratégias para massificar o nome do candidato e construir alianças entre os vários partidos”, disse.

Desempenho do PSDB nas eleições municipais confirma força do partido, afirma Rodrigo de Castro

O balanço geral do desempenho do PSDB nas eleições municipais mostra a força do partido, na avaliação do secretário-geral da legenda, deputado Rodrigo de Castro (MG). Ao todo, a sigla elegeu 701 prefeitos. O PSDB venceu na maioria das cidades onde concorreu no domingo. Das 17 disputas, foram nove vitórias. O partido é o que mais elegeu prefeitos no segundo turno.

O parlamentar destacou a vitória tucana em capitais importantes do Norte e do Nordeste como Manaus (AM), Belém (PA) e Teresina (PI). A sigla também conquistou a prefeitura de Campina Grande (PB), com o deputado Romero Rodrigues (PB).

“Assistimos a vitórias importantes nesse segundo turno, mostrando uma entrada do partido nas regiões Norte e Nordeste. Isso mostra que o PSDB está no rumo certo, tem força para sensibilizar os brasileiros e apresentar uma nova proposta ao país muito mais moderna, com mais vantagens para a população e com ética”, disse nesta segunda-feira (29).
Manaus será administrada por Artur Virgílio, ex-líder tucano no Senado. Belém ficará sob o comando do deputado Zenaldo Coutinho (PA). Teresina terá como prefeito o deputado estadual Firmino Filho. A quarta capital conquistada pelo PSDB é Maceió (AL). O deputado Rui Palmeira (AL) foi eleito no primeiro turno.

Nos 701 municípios conquistados, vivem 18,3 milhões de eleitores, de acordo com o Instituto Teotônio Vilela (ITV). São 700 mil a mais do que no pleito de 2008. Para Rodrigo de Castro, o número é motivo de comemoração. “É um momento bom que nós temos que comemorar e, é claro, trabalhar firmes no projeto de cada vez mais fazermos um partido mais ousado, com a cara do Brasil, um partido que fale com os brasileiros, os sensibilize e aponte caminhos para o futuro”, ressaltou.

O PSDB terá 15 cidades com mais de 200 mil eleitores sob sua gestão a partir de janeiro. Dessas, quatro são capitais. As demais deste porte são Betim (MG), Piracicaba (SP), Santos (SP), Ananindeua (PA) e Jaboatão dos Guararapes (PE), com vitórias em primeiro turno. Em 2008, o partido conquistou nove prefeituras desse grupo. Pelotas (RS), Blumenau (SC), Franca (SP), Taubaté (SP) e Sorocaba (SP) também serão administradas por tucanos.

O líder do PSDB na Câmara, deputado Bruno Araújo (PE), destacou o resultado alcançado pelo partido. “Temos de comemorar os resultados nas regiões Norte e Nordeste, onde tivemos um crescimento e nos fortalecemos em relação às eleições anteriores”, declarou.

Fonte: Diário Tucano

Rodrigo de Castro: A vitória da aliança

Artigo publicado no jornal O Tempo – 22/10/12

O que diz a aritmética das urnas

Rodrigo de Castro, deputado federal e secretário-geral do PSDB

Os resultados das recentes eleições em Minas Gerais consagraram a grande aceitação em nosso Estado de uma ampla aliança política, estabelecida em 2002, sob a liderança do senador Aécio Neves, aprofundada nos pleitos seguintes e cimentada pelas realizações de um modelo de gestão de reconhecida eficácia. Por mais inventivas que sejam as maneiras de se fazer as contas, a aritmética das urnas aponta para uma realidade inescapável: cerca de 80% dos prefeitos eleitos nos 853 municípios pertencem à base do governo Anastasia.

Estamos falando de uma aliança duradoura, movida pelo casamento de objetivos estratégicos e não pelos interesses fortuitos da conjuntura e pautados pelo toma-lá-dá-cá da política tradicional. Há um projeto em Minas, visível pela sua unidade e coerência cristalinas. Em torno dele, somam-se aliados de um lado, e perfilam-se os adversários de outro. É da democracia – e é simples assim.

Continuar lendo

Um balanço das eleições municipais em Minas, por Marcus Pestana

 

Publicado no jornal O Tempo – 22/10/12

O PSDB fez o maior número de prefeitos

Marcus Pestana, deputado federal e presidente do PSDB-MG

As eleições municipais de 2012 marcaram mais um passo na consolidação da democracia. Já é possível visualizar os resultados alcançados pelas diversas forças políticas. Há uma procura obsessiva por um suposto “recado das urnas” ou a tentativa forçada de extrair uma leitura nacional e estratégica. Esforço vão.

A primeira coisa a registrar é que, desde a plena redemocratização em 1985, é a 15ª eleição livre e democrática no país. Todos têm voz e vez. Fala o PMDB, o PSDB, o DEM e o PT. Falam as minorias ideológicas radicalizadas (PSTU, PSOL, PCO, PCdoB). O processo é imperfeito, como imperfeitos são o ser humano e a sociedade. Demagogia, poder econômico, baixo nível de informação, falta de enraizamento partidário, tudo influencia. E do “liquidificador mental” da população nascem as conclusões e as decisões. Como disse o estadista inglês: “a democracia é o pior sistema, exceto todos os outros”.

Continuar lendo