Para Azeredo, denúncias contra Ministério dos Transportes não podem prejudicar obras

Eduardo Azeredo (PSDB/MG). Foto Beto Oliveira/Ag.Câmara

A crise no Ministério dos Transportes não pode prejudicar ainda mais o andamento de obras rodoviárias essenciais. A afirmação foi feita pelo deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG), em pronunciamento no Plenário da Câmara, nesta terça-feira, dia 2. Ele citou o exemplo do Anel Rodoviário de Belo Horizonte, cujas melhorias foram novamente adiadas. “Há uma ineficácia neste setor, uma falta de interesse em realizar as obras necessárias. E a crise no Ministério não pode piorar ainda mais este quadro”, disse.

Azeredo também cobrou o andamento das obras de duplicação na BR-381, na região do Vale do Aço. O deputado lembrou que o trecho desta rodovia que liga Belo Horizonte a São Paulo foi totalmente duplicado durante o governo do PSDB. Entretanto, em oito anos de governo petista, nada foi feito nos demais trechos.  “Também é um absurdo que a estrada entre Belo Horizonte e o Rio de Janeiro, a BR-040, não seja totalmente duplicada. Essa é mais uma demonstração da ineficácia que não pode ser agravada por essa onda de denúncias”, concluiu.

Obras para Copa 

Também em pronunciamento no Plenário, Eduardo Azeredo destacou que, em Belo Horizonte, estão avançadas as obras para a Copa do Mundo de 2014. Segundo ele, a reforma do Mineirão está sendo feita por meio de Parceria Público-Privada (PPP) e segue em ritmo satisfatório, assim como as intervenções viárias realizadas pela Prefeitura Municipal.

“Entretanto, temos que ficar alertas, pois a realidade de Minas Gerais não se reproduz em outros Estados”, disse. “Todos queremos que o Brasil realize uma bela Copa do Mundo, mas para isso, é preciso mais ação do poder público. A situação dos aeroportos, por exemplo, ainda é precária e demanda investimentos urgentes”, completou.

Fonte: Assessoria de Imprensa do deputado Eduardo Azeredo

PSDB pedirá convocação de ministro na Câmara após saber que comissão representativa não se reunirá

O líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Duarte Nogueira (SP), manifestou total desapontamento com a não convocação da Comissão Representativa do Congresso para apreciar requerimento de sua autoria convocando o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, para esclarecer a enxurrada de denúncias envolvendo a pasta e os órgãos a ela ligados. Apesar disso, a falta de deliberação não significa que Passos está livre de dar explicações aos parlamentares, como destacou Nogueira.

O deputado foi recebido nesta terça-feira (26) pela secretária-geral da Mesa Diretora do Senado, Cláudia Lyra, para saber do andamento do pedido apresentado há uma semana. O líder foi informado que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), está em São Paulo e só virá a Brasília na próxima quinta-feira. Portanto, a reunião da comissão não deverá ser convocada.

“Manifesto nosso total desapontamento. Essa comissão tem por finalidade funcionar no recesso em momentos relevantes da vida do Congresso e o presidente Sarney abriu mão de fazê-lo. Nós temos hoje um Ministério dos Transportes com 18 afastados. Não é possível que o Legislativo deixe de cumprir o seu papel de fiscalizar”, afirmou Nogueira após o encontro.

Diante da não deliberação por parte da comissão representativa, o líder do PSDB disse que os requerimentos serão apresentados às comissões de Viação e Transportes e de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara na próxima semana, quando os trabalhos legislativos recomeçam. “Vamos apresentar imediatamente, a partir da semana que vem, os requerimentos convocando o ministro Paulo Sérgio Passos e também convidando Frederico Augusto de Oliveira”, afirmou. O PSDB quer explicações sobre a natureza dos serviços prestados por Fred no Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit).

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Operação do Planalto tenta transformar mar de lama que atinge governo em virtude presidencial

O governo Dilma Rousseff pôs em marcha uma operação para tentar transformar o mar de lama que se espalha por vários setores da administração em virtude presidencial. “O que é para ser pura obrigação passou a ser alardeado como qualidade rara”, alerta trecho da Carta de Formulação e Mobilização Política desta segunda-feira, dia 25. De acordo com o documento editado pelo Instituto Teotonio Vilela, os escândalos que a presidente enfrenta não podem ser resolvidos apenas no gogó. “Há tempos, essas máquinas do Estado foram carcomidas pela corrupção, numa simbiose de interesses que o PT incentivou”, aponta trecho da carta, cuja íntegra pode ser lida abaixo.

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Dois pesos, duas medidas: faxina nos Transportes preserva diretor petista

Único petista na chefia do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), Hideraldo Caron sobrevive à série de demissões no Ministério dos Transportes e órgãos vinculados. O tratamento diferenciado para o colega de partido da presidente Dilma Rousseff é preocupante, na avaliação dos deputados Fernando Francischini (PSDB/PR) e Carlos Alberto Leréia (PSDB/GO). Na quarta-feira, dia 20, mais três funcionários do setor foram exonerados. De acordo com o jornal “O Estado de S.Paulo”, das 16 pessoas afastadas, 13 têm vínculo com o Partido da República.

Caron atua como diretor de Infraestrutura Rodoviária e é responsável por autorizar o aumento no valor de contratos em andamento. A duplicação da BR-101 recebeu atenção especial do petista, que aprovou acréscimo de R$ 115,7 milhões (73% do previsto) na construção de um túnel. “O governo federal vem protegendo um dos seus filiados, o Caron, que é o único diretor que permanece no Dnit. Se os outros foram demitidos como se fosse um paredão, queremos saber como ele continua lá e nem foi cobrado pela presidente”, disse Francischini.

Relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) mostra que o superfaturamento pode chegar a R$ 80 milhões em seis obras tocadas pelo ministério. Segundo o portal “G1”, o PR não esconde mais o descontentamento pela onda de demissões que afetou o partido. A legenda alega que o PT também participou de decisões da pasta, por isso deve dividir a responsabilidade. “É mais uma insensatez desse governo, manter no cargo um diretor que é ligado ao PT e exonerar funcionários de um outro partido como se fossem descartáveis. Acho que é um tratamento diferenciado”, completou  o tucano.

Leia matéria completa Tratamento diferenciado

Escândalos de corrupção nos Transportes têm ligação com a campanha petista de 2010, avalia ITV

Em sua carta de formulação política, divulgada nesta segunda-feira, dia 18, o Instituto Teotônio Vilela (ITV) define o segundo semestre do ano passado, período da corrida presidencial, como a “época do ouro” das irregularidades nos bilionários contratos de obras na área de transportes. O documento relacionada a onda de escândalos à campanha presidencial do ano passado. A presidente Dilma promete limpar o Ministério dos Transportes, alvejado por denúncias de corrupção. No entanto, colocou como comandante da pasta uma pessoa que “lá esteve durante todo o período em que as maracutaias se desenrolaram”. O novo ministro Paulo Sérgio Passo ocupou a cadeira no último semestre de 2010, exatamente quando cresceram e muito os aditivos nas construções, recorda o órgão de formulação política do PSDB. Veja íntegra do documento:

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Ministério dos Transportes é o “playground da ineficiência” do governo do PT

O Ministério dos Transportes é melhor exemplo de como, na prática, o discurso do PT é outro. “O partido de Dilma e Lula costuma dizer que nunca se investiu tanto no país como nos últimos anos. Puro marketing: há dinheiro saindo pelo ladrão, mas realização que é bom nada”, diz o Instituto Teotonio Vilela em sua Carta de Mobilização Política desta sexta-feira, dia 8. Como destaca o documento, quase metade dos recursos reservados desde 2007 no Orçamento para investimento da União em estradas, portos, ferrovias e hidrovias ficou guardada no cofre. Leia a íntegra abaixo:

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É muita crise pra pouco governo, avalia ITV sobre sucessivas turbulências da gestão Dilma

Quatro cadeiras na Esplanada dos Ministérios já mudaram de dono em seis meses de gestão e um monte de ministros se viu metido em constrangimentos. Como destaca a Carta de Formulação e Mobilização Política do Instituto Teotonio Vilela desta quinta-feira, dia 7, Dilma Rousseff está se deparando com o fardo pesado que o ex-presidente Lula lhe legou. “Há toda uma herança maldita deixada pela antiga gestão, com uma diferença fundamental: a atual chefe de Estado foi engrenagem importante da estrutura anterior. É muita crise para tão pouco governo”, diz trecho do documento do órgão de estudos políticos do PSDB. Confira abaixo:

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