Chefe da Casa Civil do governo Pimentel é investigado pela Polícia Federal por receber pagamentos suspeitos em ano eleitoral

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A Consultoria e Assessoria Empresarial (MOP), investigada pela Operação Acrônimo, está novamente na mira da Polícia Federal. Desta vez, a suspeita é sobre os valores pagos pelo escritório de advocacia Botelho Spagnol ao chefe da Casa Civil do governador Fernando Pimentel, do PT, Marco Antônio de Rezende Teixeira (foto). O escritório de advocacia de Belo Horizonte repassou cerca de R$ 1,7 milhão a Marco Antônio. Mas, segundo reportagem publicada pelo jornal O GLOBO, os pagamentos foram realizados em ano de eleição e a suspeita é de que Marco Antônio não tenha prestado os serviços.

As investigações da PF levantaram indícios de que a MOP pode ser mais uma empresa criada para ser usada por Fernando Pimentel para receber recursos suspeitos. Teixeira abriu a empresa depois de deixar a prefeitura de Belo Horizonte, onde era procurador-geral do município. Em 2014, ele atuou como coordenador da campanha de Pimentel em Minas e da equipe de transição do governo, depois da eleição. Continuar lendo

PSDB-MG pede que TRE aprofunde investigação da relação da Operação Acrônimo com campanha do PT de 2014

Bimotor apreendido pela Polícia Federal Operação Acrônimo
Bimotor apreendido pela Polícia Federal na Operação Acrônimo

O PSDB de Minas Gerais encaminhou nesta quarta-feira (03/06) notícia crime ao Procurador Regional Eleitoral pedindo o aprofundamento das investigações da Operação Acrônimo, deflagrada pela Polícia Federal na semana passada, que possam fazer relação com outras irregularidades já denunciadas pelo partido referentes à campanha de Fernando Pimentel ao governo de Minas.

Em dezembro do ano passado, o PSDB já havia protocolado junto à Procuradoria Regional Eleitoral representação pedindo apuração sobre uso irregular de aeronaves e helicópteros na campanha do PT ao governo de Minas. Os candidatos teriam usado aeronaves e não registraram nas respectivas prestações de contas.

Por meio da notícia crime, o PSDB solicita também que seja investigado se a aeronave apreendida na Operação Acrônimo – bimotor turboélice de prefixo PR-PEG – foi utilizada em favor da campanha do PT, uma vez que não há registro na prestação de contas, assim como se houve uso de outras aeronaves que podem ter sido utilizadas de forma irregular no período.

Leia AQUI íntegra da notícia crime protocolada pelo PSDB-MG

João Leite diz que Pimentel deve explicação aos mineiros sobre novo escândalo envolvendo PT em Minas

PFPolícia Federal prende Benedito Rodrigues, empresário amigo do governador petista, e faz busca em casa da mulher de Pimentel e de deputado do PT

O presidente do PSDB de Belo Horizonte, deputado estadual João Leite, disse, nesta sexta-feira (29/05), que o governador Fenando Pimentel deve explicações claras aos mineiros sobre o novo escândalo envolvendo o PT. Desta vez, na operação da Polícia Federal, batizada como Acrônimo e que levou à prisão de quatro pessoas acusadas de desvio e lavagem de dinheiro. Entre elas, o empresário Benedito Rodrigues, amigo de Fernando Pimentel, e dono de empresas que prestaram serviço à campanha do PT em Minas Gerais. A Polícia Federal chegou a fazer ações de busca e apreensão nas casas da mulher de Pimentel, Carolina Oliveira, e do ex-deputado federal Virgílio Guimarães, pai do deputado federal petista Gabriel Guimarães.

“Minas Gerais aguarda uma explicação do governador. Por que busca e apreensão na casa da mulher dele? Porque o PT de Minas Gerais está todo envolvido nesta operação da Polícia Federal? O PT se desdobra para atacar os governos anteriores, do PSDB, mas o que eles têm que explicar é essa roubalheira toda. É isso que a população quer saber”, afirmou João Leite.

A ação deflagrada pela PF teve origem em outubro passado, quando o avião do empresário foi apreendido fazendo o transporte de R$ 114 mil, em espécie, entre Belo Horizonte e Brasília, logo após finalizado o primeiro turno das eleições. À época, a informação foi de que Benedito era apenas um colaborador da campanha do partido em Minas Gerais.

Na operação desta sexta-feira, outro colaborador da campanha também foi preso pela Polícia Federal, Marcier Trombieri. Outros dois presos foram Pedro Augusto de Medeiros e Victor Nicolato, laranja e sócio de Bené, respectivamente.

A relação entre Bené e o governador de Minas começou, em 2010, no comitê de campanha de Dilma Rousseff em Brasília, onde foi descoberto um bunker para a produção de dossiês contra tucanos.

“O que vemos nesta operação é a marca do PT: a mentira. Eles mentiram o tempo todo nas campanhas para a Presidência e para o governo do Estado e continuam mentindo agora. Eles têm de dar explicação do que está acontecendo neste momento: como um amigo do governador foi preso e não ouvimos uma só palavra dele?”, disse o deputado João Leite.

Viagem ao Uruguai

Documento divulgado pela imprensa, nesta sexta-feira, comprova proximidade entre o empresário, o governador Pimentel, sua mulher Carolina, e o deputado federal Gabriel Guimarães. Em março do ano passado, Pimentel fez um voo de Punta del Leste, no Uruguai, a Belo Horizonte, acompanhado de sua esposa Carolina, Bené, o deputado Gabriel Guimarães e uma segunda mulher, Bruna Cristina da Silva Oliveira Fonseca de Andrade. Veja AQUI o documento

Doações

Uma das empresas de Bené, a Gráfica e Editora Brasil Ltda., aparece como doadora de recursos para campanha de parlamentares do PT e PMDB. O deputado estadual da lista que mais recebeu verba do empresário (cerca de R$ 20 mil) foi Durval Ângelo, o líder do governo Pimentel na Assembleia Legislativa. Nesta sexta-feira, na ALMG, Durval negou ter qualquer relação com Bené.

“Eu não conheço o senhor Bené, estive com ele uma vez na campanha. Não o conheço. Se fosse alguém do meu relacionamento e que eu precisasse defender, eu defenderia. Se fosse alguém que eu precisasse acusar, eu acusaria com toda certeza”.