Hora do balanço, por Fernando Henrique Cardoso

Artigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso publicado nos jornais “O Globo” e “O Estado de S. Paulo”

As eleições municipais foram um prato cheio para análises, avaliações, distorções e apostas. Os resultados eleitorais foram muito dispersos. Dão margem para tudo: ganhou o PT, pois levou São Paulo; perderam Lula e o PT, pois no Norte e no Nordeste o PSDB e o DEM ganharam várias capitais e cidades importantes. Ou ainda: o PSDB foi “dizimado” no Sudeste. Ao que replicam os oposicionistas: quem perdeu foi Lula, derrotado em Salvador, Campinas, Manaus, Fortaleza etc.

Se o PSDB era um partido “do Sudeste”, expandiu-se no Norte e Nordeste. O próprio DEM, candidato à extinção, segundo muitos, derrotou o lulo-petismo em Salvador, Aracaju e Mossoró. Juntos PSDB e DEM levaram sete das 15 maiores cidades da região: no bunker petista das eleições presidenciais, a oposição encontra agora fortes bases de apoio. O mesmo se diga sobre o Norte.

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“Herança pesada”, por Fernando Henrique Cardoso

Artigo do ex-presidente da República e presidente de honra do PSDB, Fernando Henrique Cardoso, publicado no jornal O Globo – 02/09/12

A presidenta Dilma Rousseff recebeu uma herança pesada de seu antecessor. Obviamente, ninguém é responsável pela maré negativa da economia internacional, nem ela nem o antecessor. Mas há muito mais do que só o infortúnio dos ciclos do capitalismo.

Comecemos pelo mais óbvio: a crise moral. Nem bem completado um ano de governo, e lá se foram oito ministros, sete dos quais por suspeitas de corrupção. Pode-se alegar que quem nomeia ministros deve saber o que faz. Sem dúvidas, mas há circunstâncias. No entanto, como o antecessor jogou papel eleitoral decisivo, seria difícil recusar de plano seus afilhados. Suspeitas, antes de se materializarem em indícios, são frágeis diante da obsessão por formar maiorias hegemônicas, enfermidade petista incurável.

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Durante cerimônia no Congresso, parlamentares exaltaram trajetória política de FHC

Foto Alexssandro Loyola

Durante o lançamento do documentário sobre Fernando Henrique Cardoso, parlamentares exaltaram a trajetória de vida do ex-presidente e ressaltaram a sua importância na história política brasileira. A cerimônia foi realizada nesta terça-feira (17) no Salão Negro do Congresso. Para os tucanos, o filme retrata a história de um grande homem político que muito fez pelo país e continua fazendo.

“Fernando Henrique não só participou da redemocratização de forma ativa, como também reorganizou o Brasil do ponto de vista da economia e da gestão pública. Sempre manteve os valores democráticos e o equilíbrio como características muito fortes da sua personalidade. É, portanto, uma boa referência. Eu como cidadão e homem público o tenho como exemplo. A obra retratada é uma contribuição para a história viva do nosso país e para gerações futuras.”
Deputado Domingos Sávio (PSDB/MG)

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Fernando Henrique Cardoso defende abertura de CPI do Cachoeira e diz que “país cansou”

Foto Alexssandro Loyola

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu a abertura de CPI para investigação do caso Cachoeira. Durante lançamento de documentário sobre a vida do tucano, ele disse que “o país cansou”. “Infelizmente (o escândalo) atinge quase todos os partidos e eu acho que o país cansou. Então talvez seja o momento de o Congresso crescer fazendo uma CPI que vá à raiz das questões e não seja somente para acusar sem base. Acho que o Congresso, em certos momentos, tem que fazer. Esse é um momento em que tem que fazer”, afirmou.

Em entrevista logo após o encerramento da cerimônia, o líder do PSDB na Câmara, Bruno Araújo (PE), condenou eventual manobra da base aliada para impedir a instalação da CPI do caso Cachoeira. “O momento é de investigar e doa a quem doer”, destacou o tucano, para quem a população exige a investigação. “A expectativa é recolher todas as assinaturas ainda hoje. Espero que não haja nenhuma manobra para enterrar a comissão de inquérito”, completou.

De acordo com o parlamentar, a CPI é uma oportunidade para investigar toda a ramificação das atividades criminosas do grupo do contraventor. Para o deputado, o Planalto inicialmente achou que poderia atingir as oposições com a divulgação de gravações de pessoas ligadas a Cachoeira, mas só agora parece temer a apuração das ligações do bicheiro com partidos da base aliada e integrantes do governo federal. É em virtude deste temor que o Planalto ameaça agir para barrar a comissão de inquérito. No que depender da oposição, reforça Bruno Araújo, a CPI começa o mais rápido possível.

Agora à tarde, as bancadas do PSDB na Câmara e no Senado estão promovendo um ato na Sala Artur da Távola em prol da comissão de inquérito. Vários tucanos aproveitarão a oportunidade para apoiar o requerimento. São necessárias 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores para que a investigação saia do papel.

Fonte: Diário Tucano

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Documentário sobre Fernando Henrique Cardoso será lançado nesta terça-feira no Congresso

Com lançamento marcado para esta terça-feira (17) pela TV Câmara, o documentário sobre a história de Fernando Henrique Cardoso é um registro importante da vida do político, que fez parte dos principais momentos da história recente do país. A avaliação, feita por deputados do PSDB, demonstra o que representa o filme “A Construção de Fernando Henrique”. Dirigido pelo jornalista Roberto Stefanelli, ele será lançado com a presença do próprio ex-presidente e de outras autoridades no Salão Negro do Congresso. Integrantes da Mesa e líderes partidários irão prestigiar o tucano.

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Leia íntegra da entrevista do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na revista The Economist

The Economist: Podemos começar pela maneira como a posição do Brasil no mundo está mudando? O Brasil parece estar tentando criar um novo tipo de poder mundial – um “soft power”.

Cardoso: No século passado a economia do Brasil cresceu muito consistentemente até 1980. Só o Japão cresceu mais depressa em termos per-capita. Daí em diante o Brasil tem sempre procurado novos papéis. Na cabeça do povo brasileiro, somos um gigante. Mas nosso tamanho, por muito tempo ele foi uma ilusão. Nós ainda não temos capacidade de desempenhar um papel importante. Ficamos o tempo todo imaginando o que poderíamos vir a ser.

O Brasil aspirava ser parte do grupo central da Liga das Nações; depois da Segunda Guerra Mundial o Brasil levantou essa possibilidade de novo [durante a criação das Nações Unidas]. Churchill vetou, dizendo que as Américas não poderiam falar com duas vozes. Churchill errou. Assim, nós sempre aspiramos um papel importante.

No século XIX, por causa do confronto entre Espanha e Portugal, nós nos envolvemos em guerras no Sul, e o império brasileiro foi percebido por nossos vizinhos como uma ameaça. Depois o eixo deslocou-se para os Estdos Unidos e o Brasil virou uma República e muito mais acomodado – e novamente hesitou. Até que ponto deveríamos desempenhar um papel hegemônico na região? Nunca assumimos esse papel. Preferimos ser amados a ser temidos.

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FHC será entrevistado hoje pelo Roda Viva

O presidente de honra e ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, será o entrevistado do programa Roda Viva, da TV Cultura, nesta segunda-feira, dia 5. A entrevista vai ao ar a partir das 22 horas. O Roda Viva também pode ser assistido ao vivo, no portal www.cmais.com.br/aovivo.

Ontem, durante entrevista ao Canal Livre, da Band, o presidente do PSDB, deputado federal Sérgio Guerra (PE), ressaltou o legado da gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para o Brasil.

Sérgio Guerra lembrou que os governos do PSDB sempre são bem avaliados e que o partido está, sim, resgatando todas as experiências bem-sucedidas utilizada por FHC, que é presidente de honra do PSDB.

“Nossas eleições presidenciais não valorizaram nosso passado e nosso legado. E o PT desgastou muito a noção de ética do país. O programa do Lula de transferência de renda está esgotado e precisa ser aperfeiçoado, há crise na Segurança, na Saúde, na Educação, e nunca o trafico de influência foi tão grande. Por isso, temos de valorizar a importância de tudo o que Fernando Henrique fez pelo país na Presidência da República”, concluiu.

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Fonte: Agência Tucana