Dilma é o governo da imobilidade

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A principal marca registrada da candidata Dilma Rousseff nesta campanha eleitoral é dizer que fez mundos e fundos quando na realidade não fez praticamente nada. Na área da mobilidade urbana acontecem os mesmos absurdos. No debate de ontem (1º/9) promovido por SBT, Folha, UOL e Jovem Pan, o despautério da presidente foi tão gigante que levou o candidato Aécio Neves a dizer que daria um prêmio a quem andasse em um palmo de metrô construído em Belo Horizonte pelo PT nos últimos 12 anos.

Como sempre, os fatos continuam sendo o melhor remédio contra as mentiras e os equívocos. Portanto vamos a eles. A começar pelo metrô de Belo Horizonte.

• Em seus três primeiros anos de governo, a presidente Dilma não entregou nem um real do prometido para o projeto de elaboração das linhas 2 e 3 do metrô na capital mineira. Já a modernização do trecho Eldoraldo-Vilarinho do sistema de trens urbanos recebeu R$ 3,3 milhões dos R$ 215 milhões previstos, o equivalente a 1,5%.

• De 229 projetos com apoio financeiro da União, apenas 47 – em 14 municípios – tinham alguma obra em andamento em fevereiro deste ano. Concluídos de fato estavam somente meia-dúzia. Isso mesmo, seis projetos. Ou 2,6% do total.

• O investimento previstoem janeiro de 2010 para 56 obras de mobilidade prometidas pelo governo federal para a Copa do Mundo despencou quase à metade: foi de R$ 15,4 bilhões para R$ 8 bilhões. O número de intervenções também caiu: das 56, sobraram 41. E somente cinco delas estavam prontas em fevereiro de 2014, quatro meses antes do Mundial.

• Poucas obras são tão emblemáticas da inoperância, do desperdício e da incompetência do PT quanto a do trem-bala, outra promessa de Dilma para a Copa do Mundo. O governo prevê gastar R$ 50 bilhões nesse projeto, segundo previsões extraoficiais. A quantia seria suficiente para construir 100 km de metrô nas metrópoles brasileiras. Mesmo que não saia do papel – como aparentemente não sairá – a obra do trem-bala já custará aos cofres públicos pelo menos R$ 1 bilhão.

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“Fazer o Brasil voltar a crescer é essencial”, diz Aécio

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O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, participou nesta segunda-feira (1º/09) do debate dos presidenciáveis promovido pelo SBT, UOL e Jovem Pan, em São Paulo. Aécio destacou a importância do controle da inflação e a manutenção do poder de compra do salário mínimo. “Já demonstramos que temos capacidade para isso. Em primeiro lugar é controlar a inflação, que corrói os salários dos aposentados e de todos os trabalhadores brasileiros. Fazer o Brasil voltar a crescer é essencial para que próprio reajuste do salário mínimo – que o meu partido propõe seja estendido até o ano de 2019 – possa acontecer de forma a apresentar algum ganho ao trabalhador.”

Durante a sua participação, o candidato lembrou que o país passa por uma recessão econômica e que o atual governo não é capaz de iniciar um novo ciclo de crescimento do PIB. “É aqui e agora que podemos traduzir ao telespectador, à telespectadora o que significa o Brasil crescer negativamente, menos 0,6% no segundo trimestre. Significa que os tão alardeados empregos estão indo embora. Essa é a realidade. País que não cresce não gera empregos. O Brasil precisa de um novo ciclo de governo, que faça o Brasil voltar a crescer, controlando a inflação e a partir daí gerando empregos de melhor qualidade.”

Aécio levou para o debate o tema da segurança pública, tratado como prioridade no seu programa de governo. Na gestão de Aécio, será criado o Ministério da Segurança Pública, que coordenará o Plano Nacional de Segurança Pública junto com os Estados. Ele lembrou a Dilma Rousseff, candidata pelo PT, que nos últimos quatro anos a União investiu apenas 13% do conjunto de investimento em segurança. “Hoje nada mais aflige as famílias brasileiras do que o aumento da criminalidade e da insegurança. O seu governo tem investido muito pouco nessa área. Do conjunto de investimentos na área de segurança pública apenas 13% vem da União. O Fundo Nacional de Segurança menos de 40% do que foi aprovado foi investido, e como já disse do Fundo Penitenciário, menos de 11%.”, esclareceu Aécio.

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