Sem intervenções do Governo Federal do PT, Anel Rodoviário será ainda palco de milhares de acidentes

Deputado Lafayette Andrada (PSDB), líder do Bloco Transparência e Resultado

Novos acidentes, mais morte. Se o Anel Rodoviário de Belo Horizonte permanecer abandonado como está, sem sofrer qualquer intervenção das autoridades do Governo Federal do PT, as tragédias no local só tendem a aumentar. Até 2016, se nada for feito, serão mais de 13 mil acidentes e 120 mortes. O cenário é desolador, mas, infelizmente, reflete o descaso do PT com as estradas de Minas Gerais.

Na avaliação do líder do Bloco Transparência e Resultado da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deputado Lafayette Andrada (PSDB), “o Anel Rodoviário é a maior prova da falta de compromisso do Governo Federal com Minas Gerais”. O trecho segue há anos sem obras de melhorias e revitalização e, pior, se transformou em alvo de promessas constantes de líderes petistas, inclusive da presidente Dilma Rousseff.

Levantamento

A projeção dos acidentes nos próximos quatros anos foi feita pelo jornal O Tempo com base nos números já registrados. De janeiro a junho deste ano foram 1597 ocorrências com 15 mortes. Isso representa uma média diária de 8,8 batidas e de 2,5 vítimas fatais por mês. Para os especialistas ouvidos pelo jornal, os problemas ocorridos no Anel Rodoviário só serão resolvidos após o trecho passar por uma grande reforma estrutural.

O grande problema é que as obras previstas para o trecho ficam só promessas e promessas. Até agora, nada de concreto foi efeito para evitar as tragédias recorrentes no local. No mês de junho, a presidente Dilma Roussef esteve em Belo Horizonte anunciado a liberação de recursos para estas obras. Mas, as mesmas obras já tinham sido prometidas pelo ex-presidente Lula no início do seu mandato e, quase dez anos depois, nunca saiu do papel. Ou seja, é a velha máxima de requentar anúncios e não liberar recursos.

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Fonte: Minas Transparente

Você sabe quem paga a conta do PAC?

Não bastasse o baixo desempenho em razão da falta de planejamento e investimentos, atrasos e obras não executadas, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal do PT, também peca pelos números que apresenta como empenhados. O programa tem usado valores de outras fontes de financiamento para engordar seus balanços.

Foi o que aconteceu com contratos de compra de imóveis novos e usados e de empréstimos para reforma residencial financiados pela Caixa Econômica Federal. Os valores referentes às modalidades de crédito contribuíram para inchar os números do PAC.

Contratos da Copasa que totalizam R$ 274,6 milhões, conforme especificado na tabela abaixo, também são exemplos desta situação. O deputado João Leite (PSDB), do Bloco Transparência e Resultado da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), ponderou que todo o dinheiro tomado como empréstimo terá que ser pago ao agente financiador, que neste caso é o governo federal.

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