Dados desmentem ataques petistas a Anastasia, relator do impeachment

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Sem argumentos para defender a fraude fiscal cometida por Dilma Rousseff, militantes petistas começaram a divulgar nas redes sociais que o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), relator do processo de impeachment no Senado Federal, fez as mesmas “pedaladas fiscais” que a presidente em sua gestão em Minas Gerais. Relatórios do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, que aprovou todas as contas da gestão Anastasia, no entanto, desmontam as acusações petistas e mostram que não aconteceram as chamadas pedaladas na gestão tucana em Minas.

Nenhuma das acusações atribuídas a Anastasia assemelha ao que está no pedido de impeachment de Dilma: a presidente é acusada de ter feito operação de crédito com instituição financeira controlada pela União, e é impossível que Anastasia ou qualquer outro governador mineiro faça o mesmo, já que Minas Gerais não controla nenhum banco comercial desde que o Bemge foi privatizado, na década de 90.

De 2010 a 2014, quando Antonio Anastasia foi governador de Minas Gerais, todas as leis orçamentárias anuais do Estado permitiam que o governador abrisse parte do orçamento em créditos suplementares. Em 2010, a legislação permitiu até 10% de créditos suplementares e o governador usou apenas 5,53%. Em 2011, a lei permitia 18,5% e o foram usados apenas 13,83%. Já em 2012, 2013 e 2014, a legislação autorizava 10% em créditos suplementares e foram utilizados, respectivamente. 7,63%, 4,36% e 6,50%. Em todos os anos da gestão Anastasia, as suplementações orçamentárias abertas foram inferiores aos limites legais.

Outras críticas de petista feitas à gestão de Anastasia dizem respeito aos mínimos constitucionais de saúde e educação. Enquanto a legislação sobre o caso não era regulamentada, várias questões foram levantadas em muitos Estados do país, mas o governo de Anastasia respeitou todas as exigências legais, tanto que suas contas foram aprovadas pelo Tribunal de Contas. A própria justiça, em janeiro deste ano, considerou válidos os investimentos em saúde do governo mineiro nos governos do PSDB.

Ou seja, enquanto Dilma teve suas contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas da União, todas as contas de Anastasia foram aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado e pela Assembleia Legislativa.

Pelas redes sociais, o senador Antonio Anastasia comentou a estratégia petista de desqualificá-lo e se mostrou tranquilo, lembrando que todas as contas dos seus governos foram aprovadas tanto pelo Tribunal de Contas quanto pela Assembleia Legislativa. Anastasia lamentou a estratégia petista de desqualificação: “Sinto que, com a falta de argumentos, partam, tão cedo, para ataques injuriosos e mentirosos. É dessa postura que o Brasil está farto”, afirmou. Mesmo atacado pelos petistas, o relator manteve seu compromisso de ouvir tanto a defesa quanto a acusação para produzir um relatório justo.

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