“Governabilidade do país precisa ser urgentemente resgatada”, afirma presidente do PSDB de Minas, deputado Domingos Sávio

domingos

Afirmação foi feita em entrevista ao programa “Cena Política, da BHNEWS TV, que tratou também das eleições deste ano na capital

O presidente do diretório do PSDB de Minas Gerais, deputado federal Domingos Sávio, foi o entrevistado do programa “Cena Política” veiculado na noite da última segunda-feira (15/04) na BHNEWS TV (canal 9 da NET). Ele foi sabatinado pelos jornalistas Carlos Barroso (apresentador do programa) e Eujácio Silva (editor do semanário Edição do Brasil). Durante cerca de uma hora de debate, ele apresentou suas opiniões e posicionamentos do partido sobre vários temas da atualidade, como o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff e as eleições municipais deste ano.

Com relação ao discurso dos petistas, de que o processo de impeachment seria um golpe, Domingos Sávio lembrou que o STF decidiu reiteradas vezes (a última por 8 votos a 2), pela legitimidade do processo, tendo ditado, inclusive, o rito a ser seguido. “Foi por isso que, durante a histórica votação do último dia 17 de abril na Câmara dos Deputados, conclui assim o meu voto: ‘Não vai ter golpe. Vai ter impeachment’”, afirmou.

“Não vai ter golpe. Vai ter impeachment!”

Para o presidente do PSDB-MG, uma prova cabal da normalidade democrática vivida pelo país está no fato de que, logo depois da votação da Câmara que autorizou a abertura do processo de impeachment, a ainda presidente Dilma viajou aos Estados Unidos para participar de uma reunião da ONU e, quando retornou, reassumiu o cargo normalmente. “Este episódio demonstrou ao mundo inteiro que o processo de impeachment não se trata de um golpe, mas de simplesmente fazer cumprir a Constituição Federal”, acrescentou.

Questionado sobre um eventual governo de Michel Temer, Domingos Sávio afirmou que há um consenso no partido de contribuir em um grande pacto nacional, para resgatar urgentemente a governabilidade do país, para que o país possa sair da crise, voltar a crescer, gerar desenvolvimento, combater firmemente a corrupção. “Se um eventual governo Temer for neste caminho, sem dúvidas terá o nosso apoio, sobretudo com votos no Congresso Nacional”, concluiu.

“Pré-candidatura de João Leite é unanimidade”

Com relação às eleições municipais deste ano, o presidente do PSDB-MG foi taxativo ao afirmar que, hoje, há unanimidade dentro do partido em torno da pré-candidatura do deputado estadual João Leite à prefeitura de Belo Horizonte.

Segundo ele, há um grande esforço para que a chapa seja composta com o PSB do prefeito Marcio Lacerda. “A renovação da aliança vitoriosa do PSDB com o PSB sinaliza para um futuro melhor para BH”, concluiu.

Confira a seguir os principais trechos da entrevista:

Motivações para o impedimento de Dilma Rousseff

“As consequências das pedaladas fiscais cometidas pela presidente Dilma Rousseff, que configuram crimes de responsabilidade, estão batendo na porta de todo mundo, como o aumento do desemprego e a volta da inflação alta. Estamos hoje diante de um desgoverno total e de um país sem perspectiva de desenvolvimento e de futuro. E isso tudo é decorrência da crise que ela criou. Portanto, além das pedaladas fiscais, que motivaram o processo de impeachment, está claro que um governo que só tem 137 votos entre 0s 513 deputados federais, não tem a mínima possibilidade de liderar a recuperação do Brasil”.

A democracia e a punição dos corruptos

“O PT, que protagonizou o maior escândalo de corrupção já visto no país, não tem nenhuma moral para criticar outros partidos no campo da ética. Como não têm argumentos para justificar as roubalheiras que patrocinaram, tentam colocar todo mundo no mesmo balaio. Eles estão há 13 anos no poder no Brasil e a quase dois em Minas e até agora não conseguiram provar nada contra o PSDB. Pelo contrário, o governador de Minas, Fernando Pimentel, é que está aí acusado de cometer vários crimes, podendo ser preso a qualquer momento”.

“O PSDB é unanimemente a favor da cassação do presidente da Câmara, Eduardo cunha, e de todos aqueles que tiverem envolvidos em corrupção. Se tiver alguém do PSDB envolvido, terá que ser punido também. Não concordo com a tese de que, se existem alguns deputados envolvidos, não podemos julgar a presidente. Se negarmos o papel do Congresso Nacional neste processo e passarmos para os nossos jovens que todos os parlamentares são todos iguais, de que todos são ruins, estaremos atentando contra a democracia.

“A democracia é algo difícil, mas ela é alternativa mais iluminada, onde podemos debater, divergir e construir, com base na opinião da maioria, as melhores soluções para os problemas da sociedade.

“Não vai ter golpe. Vai ter impeachment!”

“É uma bobagem, uma falácia do PT querer passar a ideia para os brasileiros de que o processo é um golpe. É uma técnica de comunicação dos petistas de sempre insistir em uma mentira para que ela seja tida como verdade. O STF decidiu reiteradas vezes (a última por 8 a 2), pela legitimidade do processo, e ditou, inclusive, o rito a ser seguido. Foi por isso que, durante a histórica votação do último dia 17 de abril na Câmara dos Deputados, conclui assim o meu voto: ‘Não vai ter golpe. Vai ter impeachment’”.

“Uma prova dada ao mundo de que o processo de impeachment não é um golpe e de que o Brasil vive em plena normalidade democrática, está no fato de que, em meio à grave crise vivida pelo país, logo após a votação da Câmara dos Deputados que autorizou seu processo de impeachment, a presidente Dilma Rousseff viajou aos Estados Unidos para participar de uma reunião da ONU (no que fez muito bem). O vice-presidente Michel Temer, que é acusado por ela de golpista, assumiu a Presidência da República e, de forma respeitosa, não tomou uma única decisão e sequer deu declarações. Ficou passivamente guardando o lugar dela, que ainda é a presidente de direito. Dilma voltou e reassumiu o cargo normalmente. Este episódio demonstrou ao mundo inteiro que não se trata de um golpe, mas de simplesmente fazer cumprir a Constituição Federal”.

Impressões sobre um eventual governo de Michel Temer

“Caso a presidente Dilma seja afastada e o Michel Temer venha a assumir, ele vai ter que chamar o país para um grande entendimento, inclusive o PT, para que este partido não queira fazer o que sempre fez no passado, de ficar o tempo todo querendo, literalmente, botar fogo no circo. Temer que, diga-se, chegou a vice-presidente com votos do PT, terá que a responsabilidade de dar um caminho para o Brasil.

“Não é PSDB que irá assumir o poder, mas o partido terá a obrigação, a meu ver, de ajudar. Não podemos ter o egoísmo de tratar o país como se fosse palco apenas de interesses partidários e particulares. Se o Michel Temer abraçar as propostas que o PSDB irá fazer, que permitam ao o Brasil superar essa crise sem precedentes que enfrenta atualmente, aumentando a geração de empregos, dando um tratamento mais duro contra a corrupção, enxugando a máquina pública (conforme o próprio Aécio pregou durante a campanha de 2014), se ele adotar uma política de reformas para tornar o Brasil mais eficiente, certamente terá o nosso apoio.”

“O PSDB como o maior partido de oposição do país, que governa hoje seis importantes estados, tem responsabilidade com o país. Há um consenso no partido de contribuir em um grande pacto nacional, para resgatar a governabilidade, para que o país possa sair da crise, voltar a crescer, gerar desenvolvimento, combater firmemente a corrupção. Se o eventual governo Temer for neste caminho, sem dúvidas terá o nosso apoio, sobretudo com votos no Congresso Nacional.

“Ainda nesta semana, o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, vai reunir bancada na câmara e a executiva do partido para alinhar uma decisão sobre a postura oficial do partido com relação ao apoio a medidas que ajudem a tirar o Brasil da crise. Uma coisa já é certa: não vamos apoiar qualquer tipo de aumento de imposto”.

Sobre as eleições municipais em BH

“O PSDB tem diversos bons nomes, mas hoje há um consenso, uma unanimidade de todo o partido em torno da pré-candidatura do deputado estadual João Leite à prefeitura de Belo Horizonte. Ele tem uma história limpa e respeitada. Teve toda a sua trajetória política em BH e sempre teve grande votações.

“Temos hoje um diálogo muito franco e respeitoso com o prefeito Marcio Lacerda, que foi eleito e reeleito com o apoio do PSDB. Estamos fazendo um grande esforço para manter essa aliança, que homenageia um passado respeitoso e vitorioso. A renovação dessa aliança sinaliza para um futuro melhor para BH”.

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