Chefe da Casa Civil do governo Pimentel é investigado pela Polícia Federal por receber pagamentos suspeitos em ano eleitoral

845298_192927

A Consultoria e Assessoria Empresarial (MOP), investigada pela Operação Acrônimo, está novamente na mira da Polícia Federal. Desta vez, a suspeita é sobre os valores pagos pelo escritório de advocacia Botelho Spagnol ao chefe da Casa Civil do governador Fernando Pimentel, do PT, Marco Antônio de Rezende Teixeira (foto). O escritório de advocacia de Belo Horizonte repassou cerca de R$ 1,7 milhão a Marco Antônio. Mas, segundo reportagem publicada pelo jornal O GLOBO, os pagamentos foram realizados em ano de eleição e a suspeita é de que Marco Antônio não tenha prestado os serviços.

As investigações da PF levantaram indícios de que a MOP pode ser mais uma empresa criada para ser usada por Fernando Pimentel para receber recursos suspeitos. Teixeira abriu a empresa depois de deixar a prefeitura de Belo Horizonte, onde era procurador-geral do município. Em 2014, ele atuou como coordenador da campanha de Pimentel em Minas e da equipe de transição do governo, depois da eleição.

A MOP foi criada para realizar “consultoria em diversos ramos do conhecimento, estruturação, reestruturação e recuperação de ativos, formatação de projetos, inclusive na área de informática, administração de patrimônio”. O sócio de Teixeira na empreitada é Paulo Moura, também aliado de Pimentel desde a época em que ele era prefeito de Belo Horizonte. A empresa foi fechada no fim do ano passado, tendo em vista que os sócios trabalhariam no governo do petista.

Marco Antônio de Rezende Teixeira é advogado e tem um escritório registrado em seu nome – o Rezende Teixeira Sociedade de Advogados – mas preferiu receber pagamentos através da MOP. Segundo ele, por “conveniência”:

Além dos indícios de não ter prestado serviços, Teixeira poderá receber punição da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), já que uma empresa de consultoria empresarial não pode prestar serviços de natureza advocatícia.

Segundo O GLOBO, o chefe da Casa Civil do governo de Fernando Pimentel não quis se manifestar sobre a suspeita de prática irregular da profissão.

Operação Acrônimo

A Operação Acrônimo apura irregularidades no financiamento e na prestação de contas da campanha eleitoral de Pimentel ao governo de Minas. Desencadeada inicialmente em maio, a operação tem também como alvos a primeira-dama do Estado, Carolina Oliveira, e o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira, mais conhecido como Bené.

O governador Fernando Pimentel, do PT, está sendo investigado por supostamente receber vantagens indevidas de empresas que mantinham relações comerciais com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, que ele comandou de 2011 a 2014.

A investigação foi iniciada em outubro do ano passado, quando a Polícia Federal apreendeu, no Aeroporto de Brasília, R$ 113 mil em dinheiro vivo numa aeronave que trazia Bené e outros colaboradores da campanha de Pimentel de Belo Horizonte. O empresário é suspeito de desviar recursos de contratos do governo federal com suas empresas. Ele chegou a ser preso em maio, mas deixou a cadeia após pagamento de fiança.

Leia abaixo reportagem publicada no site do jornal O GLOBO (1º/12/15)

o-globo-logo-principal

PF investiga pagamentos ao chefe da Casa Civil do governo de Minas

Braço-direito de Pimentel, Marco Teixeira recebeu quantia suspeita de R$ 1,7 milhão

Braço direito do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, o atual chefe da Casa Civil, Marco Antônio de Rezende Teixeira, recebeu em 2013 e 2014 cerca de R$ 1,7 milhão do escritório de advocacia mineiro Botelho Spagnol. Há indícios de que ele não tenha prestado serviços. Os pagamentos foram realizados em ano de eleição à sua empresa – a MOP Consultoria e Assessoria Empresarial – investigada no âmbito da Operação Acrônimo, da Polícia Federal, por suspeita de ser mais uma a ser usada pelo governador de Minas, Fernando Pimentel, para receber recursos suspeitos.

Durante busca e apreensão no escritório político de Pimentel, em junho deste ano, a PF apreendeu notas fiscais da MOP, que entrou, com isso, no radar da investigação. Teixeira abriu a empresa depois de deixar a prefeitura de Belo Horizonte, onde era procurador-geral do município. Em 2014, ele atuou como coordenador da campanha de Pimentel em Minas e da equipe de transição do governo, depois da eleição.

O chefe da Casa Civil mineiro, que é advogado, alega ter prestado serviços jurídicos em parceria com o escritório. Ele não quis detalhar a natureza da parceria, para não “expor os clientes”

— Vou me reservar a discutir o assunto com mérito quando for exigido. Na PF, se for o caso — firmou.

Leia matéria completa no site do jornal O GLOBO

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s