De volta ao passado

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Na saúde, o país se depara com problemas que já deveriam ter sido superados. A política social petista não conseguiu lograr avanços reais e duradouros na vida da população. Excesso de marketing também mata.

Os limites da política social adotada no país nos últimos anos ficam muito evidentes quando se constatam os problemas com os quais o país continua a se deparar em áreas como a da saúde. Casos e epidemias decorrentes de más condições e falhas em estratégias antes vitoriosas comprometem avanços de décadas e põem em risco a vida das pessoas.

Neste momento, o país vive um surto de casos de microcefalia. Ontem, o governo admitiu oficialmente que é “altamente provável” que as ocorrências estejam relacionadas a um vírus, o zika, transmitido pelo mesmo mosquito que transmite a dengue.

Já há 399 crianças com suspeita de má-formação congênita. É quatro vezes a média de casos identificados anualmente até agora. A maior parte está em Pernambuco e demais estados do Nordeste. Há risco de as ocorrências se alastrarem pelo resto do país. No primeiro semestre já houve um surto do vírus, cuja presença foi constatada em 14 estados.

Crianças que apresentam o problema correm risco de ter deficiência mental, problemas de visão e audição, convulsões e dificuldade de locomoção. Em casos extremos, podem morrer em decorrência da doença. Ou seja, terão suas vidas severamente afetadas e seu futuro seriamente comprometido.

Até agora, o máximo que o governo federal conseguiu balbuciar como reação foi sugerir que mulheres que pretendam ser mães evitem engravidar agora, para que seus bebês não corram risco de contaminação pelo vírus. Bela política pública de saúde…

Doenças transmitidas por vetores como o mosquito Aedes aegypti são típicas de lugares em que predominam condições insalubres. Denotam descuido com saneamento, leniência na prevenção e, ao cabo, descaso com a saúde da população.

Nesta altura do campeonato, já deveriam ter sido seriamente enfrentadas, mas ocorre o contrário: no caso da dengue, este ano já registra recorde de ocorrências e mortes. O país vê-se obrigado a se defrontar com problemas que já deveriam ter ficado no passado.

Outro flagrante do fracasso das políticas públicas de saúde é o que está acontecendo com a vacinação infantil. Simplesmente não há doses – por exemplo, da pneumocócica e da tetraviral, entre outras – para cumprir o calendário básico. O governo culpa problemas na produção e sugere como solução aos pais “trocar as vacinas”.

A área de saúde é uma das maiores vítimas do arrocho fiscal patrocinado pela gestão petista. Quando não há boa gestão dos recursos recolhidos dos contribuintes na forma de impostos, as primeiras vítimas são justamente os cidadãos que mais precisam do suporte do Estado. Resta claro que as ações sociais desenvolvidas nos últimos anos não conseguiram lograr melhorias reais e duradouras na qualidade de vida da população. Excesso de marketing mata.

Fonte: Carta de Formulação e Mobilização Política nº 1.263 do Instituto Teotônio Vilela (ITV) 

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