Um terço das vagas fechadas no país foi em Minas Gerais

A administração petista de Minas Gerais não para de produzir más notícias econômicas. Em setembro, a taxa de desemprego no país chegou a 7,8%, o que representa 95 mil postos de trabalho fechados. Mas, para os mineiros, o anúncio foi mais dramático: de acordo com reportagem publicada na edição de sábado do jornal O TEMPO, nada menos que um terço das vagas formais foram fechadas no Estado. Ou seja: a cada três pessoas que perderam o emprego no país, uma é de Minas. Ao todo, apenas no mês passado 32,4 mil vagas com carteira assinada deixaram de existir no Estado.

A reportagem do jornal O TEMPO chama atenção para o fato de que filas de pessoas em busca de emprego no Sine/UAI da praça Sete, no centro de Belo Horizonte, voltaram a ser comuns.

No acumulado dos últimos 12 meses, o país fechou 1,24 milhão de vagas. Desde janeiro deste ano, o saldo de postos fechados é de 657,8 mil, pior desempenho para os primeiros nove meses do ano desde 2002. E a expectativa para 2016 não é nada animadora.

Economistas ouvidos pela reportagem afirmaram que haverá uma redução ainda maior dos postos de trabalho no país em janeiro porque podem ocorrer demissões de funcionários contratados temporariamente para o final do ano. São os brasileiros pagando a conta da desastrada política econômica implantada pelo PT.

Confira a matéria completa do jornal O TEMPO

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o mês de setembro, o Brasil fechou 95.602 vagas formais de emprego, segundo informou nesta sexta o Ministério do Trabalho e Emprego e Previdência Social. Trata-se do pior resultado para o mês da série histórica, iniciada em 1992. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) são fruto de 1.326.735 admissões e 1.422.337 demissões. O resultado foi muito inferior ao registrado em setembro do ano passado, quando ficou positivo em 123.785 vagas pela série sem ajuste. No acumulado dos últimos 12 meses, o país fechou 1,24 milhão de vagas. Desde janeiro deste ano, o saldo de postos fechados é de 657,8 mil, pior desempenho para os primeiros nove meses do ano desde 2002.

Minas Gerais respondeu por praticamente um terço das vagas fechadas no país em setembro. Foram 32,4 mil postos de trabalho com carteira assinada fechados. O Estado somente perde para São Paulo, com 45,8 mil cortes.

Os dados são sem ajuste, ou seja, não incluem as informações passadas pelas empresas fora do prazo. Os dados relativos a setembro são os primeiros divulgados sob a gestão de Miguel Rossetto à frente da do ministério, que fundiu Trabalho e Emprego e Previdência Social. O ministro optou por não conceder coletiva de imprensa para comentar os números. O Brasil registrou fechamento de vagas formais pelo 6º mês seguido. O mês de julho, com 157 mil perdas, lidera o ranking negativo. Apenas em março é que o dado é positivo no ano, com a geração de 19 mil empregos formais.

Setores. De acordo com os números do governo, o setor de serviços foi responsável pelo maior corte de vagas no mês passado: foram 33.535 postos perdidos no período. Em segundo lugar, aparece a construção civil, com 28.221 demissões em setembro, seguida pelo comércio, com 17.253 vagas fechadas no período. A indústria de transformação, por sua vez, fechou 10.915 postos formais em setembro e a agricultura fechou 3.246 vagas formais e a indústria extrativa mineral demitiu 573 pessoas.

Na parcial deste ano, porém, a indústria de transformação continua liderando a perda de empregos formais. De janeiro a setembro, este setor demitiu 287.472 trabalhadores, seguida pelo comércio, com 238.482 postos fechados. Já a construção civil demitiu 204.852 pessoas nos nove primeiros meses deste ano, e o setor de serviços dispensou 32.550 trabalhadores. A indústria extrativa mineral demitiu 9.536 mil pessoas. agricultura e a administração pública registraram aumento de, respectivamente, 106.459 e 12.375 trabalhadores.

Se São Paulo e Minas lideraram em demissões, Estados do Nordeste foram destaques. Alagoas abriu 11.207 vagas em setembro e Rio Grande do Norte, 2.172.

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Para analistas, vai ter mais demissões e Natal será fraco

São Paulo. A situação do emprego no Brasil tende a piorar no início de 2016, de acordo com avaliação do economista-chefe da AZ FuturaInvest, Paulo Eduardo Nogueira Gomes. “Deve haver uma redução ainda maior dos postos de trabalho no país em janeiro porque podem ocorrer demissões de funcionários contratados temporariamente para o final do ano”, afirmou. Ao comentar os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta sexta, o economista avalia que os dados do mercado de trabalho estão um pouco desalentadores. “Em um mês que a indústria já estaria produzindo e o mercado se preparando para o final do ano, observamos uma queda no emprego formal”, afirmou.

Gomes nota ainda que os dados sugerem que há uma maior diminuição do emprego formal do que nos empregos em geral. “A Pesquisa Mensal de Empregos mostrou que houve estabilidade na taxa de desemprego, enquanto o Caged aponta para diminuição da formalidade. Esse é um sinal negativo e mostra que os trabalhadores estão ficando mais desamparados”, disse.

Na avaliação do economista Thiago Biscuola, da RC Consultores, a baixa expectativa do comércio para as vendas de fim de ano afetou a geração de empregos formais no segmento em setembro.
“Se o comerciante espera um Natal fraco, ele não vai contratar. E setembro costuma ser mês de contratação para as empresas que se preparam para o movimento maior de fim de ano”, disse.

Fonte: O TEMPO

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