Aliados a Dilma barram convocação de Lula e de sindicalista para dar explicações

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Em uma sessão tensa, aliados ao governo Dilma atuaram nesta quinta-feira (01/10) para barrar a inclusão na pauta de dois requerimentos apresentados por tucanos na CPI do BNDES. O primeiro pedia a convocação do ex-presidente Lula para depor sobre as suspeitas de que o petista tenha feito tráfico de influência no exterior para beneficiar empreiteiras brasileiras. O segundo requisitava a ida de Vagner Freitas, presidente da CUT e integrante do Conselho de Administração do BNDES, para prestar depoimento. Ele ameaçou “pegar em armas” em defesa de Dilma.

Em agosto, por exemplo, reportagem da revista “Época” revelou documentos classificados como secretos mostrando como Lula intermediou negócios da Odebrecht em Cuba. A reportagem obteve arquivos sigilosos nos quais burocratas descrevem as condições camaradas dos empréstimos do BNDES à empreiteira.

Segundo Caio Narcio (PSDB-MG), Lula tem sim que explicar sua atuação em prol da Odebrecht no exterior. “Para provar sua inocência, tem que vir aqui e esclarecer os fatos. A tentativa de não trazê-lo mostra medo”, completou. Da mesma forma, João Gualberto (BA) ressaltou que a ida do ex-presidente seria uma oportunidade para o petista se explicar. O tucano voltou a dizer que a maioria da população entende que o ex-presidente, junto com José Dirceu, montou os maiores esquemas de corrupção do Brasil: o petrolão e o mensalão.

“Pegar em armas”

O deputado Caio Narcio encabeça o requerimento de convocação do sindicalista Vagner Morais. O tucano lembra que o Brasil ficou atônito no dia 13 de agosto, data em que, de dentro do Palácio do Planalto e na presença de Dilma, ele afirmou: “Somos defensores da unidade nacional. Isso implica ir para as ruas entrincheirados, de armas na mão, se deitar [na rua] e lutar, se tentarem tirar a presidente”.

Além de grave ameça, Caio lembrou que Vagner não é apenas um pelego aliado ao PT, mas também integra o conselho do BNDES. “Ou seja, recebia dinheiro deste governo para ameaçar as pessoas com armas. Esta comissão deve fazer sua parte e convocá-lo para saber que estimulo ele teve para fazer essa ameaça”, completou. Da mesma forma como ocorreu com o pedido de convocação de Lula, a base aliada a Dilma barrou a inclusão da proposição em pauta.

Leia matéria completa no Diário Tucano

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