Secretário de Pimentel confirma que governo não vai pagar Prêmio por Produtividade a servidores estaduais

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Em entrevista à Rádio Itatiaia nesta quinta-feira (10/09), o Secretário de Estado da Casa Civil de Minas Gerais, Marco Antônio de Rezende Teixeira (foto), afirmou com todas as letras que o governo não pagará o Prêmio por Produtividade devido aos servidores estaduais. E ainda desdenhou daqueles que ameaçam entrar na Justiça para receber o benefício a que têm direito. “Se eles entrarem na Justiça, que a Justiça que diga porque não há essa possibilidade. É impossível. Não tem como atender”, afirmou o secretário petista.

Marco Antônio Teixeira foi além e, como já está se tornando uma tônica da administração petista, fez ameaças. “Acho que esses servidores devem olhar em volta, a situação do Rio Grande do Sul como é que está”, afirmou, fazendo uma alusão ao fato de o governo gaúcho estar dividindo em parcelas os salários de seus servidores. O que o secretário convenientemente esqueceu de dizer é que a situação de penúria do governo gaúcho foi herdada da gestão anterior, comandada pelo petista Tarso Genro.

Na verdade, o secretário da Casa Civil confirmou o que seu colega do Planejamento, Helvécio Magalhães, já tinha sinalizado na semana passada: a administração petista está mesmo decidida a acabar com o Prêmio por Produtividade, bônus pago aos servidores públicos mineiros pelo cumprimento de metas e resultados na prestação dos serviços públicos.

O anúncio feito pelo secretário de Planejamento por meio da imprensa na semana passada deixou apreensivos cerca de 365 mil servidores da ativa que ficarão sem receber os bônus relativos aos anos de 2013 e 2014.

Marco Antônio Teixeira alegou que o PT não vai pagar o Prêmio por Produtividade em razão da situação crítica das finanças do Estado e da crise financeira que o país atravessa, de responsabilidade do governo PT. Ele só se esqueceu de dizer que o governo do PT em Minas  teve dinheiro para inchar a máquina pública e para aumentar salários dos nomeados para o primeiro escalão.

Prêmio é referência mundial

Desde que foi criado, na gestão do governador Aécio Neves, o Prêmio por Produtividade já pagou mais de R$ 2,4 bilhões e já foi reconhecido pelo Banco Mundial como uma das melhores práticas de gestão do mundo.

“Isso que o PT está fazendo é um calote com os servidores estaduais, que se comprometeram com metas ousadas e agora poderão ficar sem receber um dinheiro que é deles. O modelo implantado em Minas e que vigorou nos últimos 12 anos direcionava o empenho dos servidores para a melhoria dos resultados entregues aos cidadãos. O não pagamento e a extinção do Prêmio vai desestimular os servidores a produzirem mais”, afirmou o deputado estadual Bonifácio Mourão (PSDB), do Bloco Verdade e Coerência, em entrevista concedida à imprensa logo após o Secretário do Planejamento anunciar mais uma maldade contra os servidores estaduais.

Leia também: PT quer acabar com Prêmio por Produtividade

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