PF encontra objetos pessoais de Pimentel em prédio onde funciona empresa que recebeu pagamentos suspeitos

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O jornal O GLOBO publicou nesta quinta-feira (10/09) mais um capítulo da novela estrelada pelo governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, e a consultoria OPR, suspeita de intermediar o recebimento de recursos de caixa dois nas eleições para o governo do Estado do ano passado.

Reportagens publicadas 2013 e 2015 pelo menos R$ 1,6 milhão de pagamentos suspeitos do Sindicato da Indústria Mineral do Estado de Minas Gerais (Sindiextra) e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Metropolitano (Sintram) feitos à OPR, nova razão social da P-21, antiga empresa de consultoria do governador petista.

Nova matéria, publicada nesta quinta-feira pelo jornal mostra que, em junho deste ano, durante a segunda etapa da Operação Acrônimo, a Polícia Federal encontrou objetos pessoais de Pimentel durante busca no escritório da OPR na capital mineira.

Para os investigadores, a presença de objetos pessoais do governador mineiro no mesmo prédio onde foi registrada a empresa contradiz a versão até agora apresentada em “notas oficiais’ por Pimentel, de que não teria “conhecimento dos contratos firmados ou trabalhos realizados pela OPR”.

Outras transações suspeitas estão na mira da PF

De acordo com a PF, além do Sintram e do Sindiextra, outras entidades patronais mineiras teriam realizado pagamentos suspeitos à OPR e a empresas sob influência do governador Pimentel e seu antigo sócio, Otílio Prado, que atualmente é assessor da Secretaria de Estado da Fazenda. Outra linha de investigação apura a relação entre repasses do BNDES a empresas que também contrataram firmas de comunicação sob influência da primeira-dama Carolina de Oliveira Pimentel. Na época, Pimentel era ministro da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior, ao qual é vinculado o BNDES.

Durante a Operação Acrônimo, pelo menos outros 19 endereços foram visitados pela Polícia Federal em Minas, Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal. Depois da operação, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou a abertura de inquérito para investigar diretamente o governador Pimentel. O inquérito corre sob sigilo e em tribunal superior por causa do foro privilegiado do petista.

Leia abaixo matéria completa do jornal “O Globo”

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Empresa investigada pela PF guardava objetos de Pimentel

Itens estavam em firma que recebeu dinheiro de sindicatos mineiros

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A Polícia Federal encontrou em operação de busca e apreensão realizada em junho deste ano novos indícios do relacionamento do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, com a OPR Consultoria, empresa registrada atualmente em nome do filho de um de seus assessores, Otílio Prado. Documentos obtidos pelo GLOBO mostram que durante a operação, no prédio onde funciona a OPR, no Bairro Serra, em Belo Horizonte, foram localizados objetos pessoais de Pimentel e indícios de que o espaço era usado como escritório do petista.

Conforme mostrou O GLOBO nos últimos dias, a OPR recebeu entre 2013 e 2015 pelo menos R$ 1,6 milhão de duas entidades patronais mineiras, o Sindicato da Indústria Mineral do Estado de Minas Gerais (Sindiextra) e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Metropolitano (Sintram). A PF suspeita que os recursos tinham Pimentel como destinatário final.

Primeiramente, o governador mineiro alegara, em notas oficiais, que “nunca participou da OPR” e também não teria “conhecimento dos contratos firmados ou trabalhos realizados pela mesma”. Para os investigadores, a presença de objetos do governador no mesmo prédio onde foi registrada a empresa contradiz a versão.

Na sala que a PF afirma ser da OPR foram encontradas placas de homenagens de organizações e entidades ao petista e de título de cidadão honorário em seu nome, entregues pelas Câmaras Municipais de cidades mineiras como Raul Soares, Governador Valadares e Teófilo Otoni. Foram encontrados ainda um álbum de fotos do período em que ocupou o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, em Brasília, e também uma guitarra autografada por integrantes de uma banda de rock.

A OPR Consultoria Imobiliária se chamava P-21 Consultoria até 2012 e tinha sociedade composta por Pimentel e seu assessor Otílio Prado. Pimentel deixou a sociedade no mesmo ano em que a empresa mudou de nome e de objeto social. No fim de 2014, depois da eleição do petista, Otílio transferiu a empresa para o seu filho, Alexandre Allan Prado.

Atualmente, Otílio é assessor especial da Secretaria estadual da Fazenda em Minas, com vencimento de R$ 23 mil — que incluem salário e jetons de estatais mineiras. Procurado por meio de sua assessoria, durante uma semana, o secretário da Fazenda, José Afonso Bicalho, recusou-se a detalhar qual a função desempenhada por Otílio como assessor especial.

SEM ACESSO AOS DOCUMENTOS

A operação de busca no escritório onde foram encontrados objetos de Pimentel ocorreu em 25 de junho, durante a segunda etapa da Operação Acrônimo. Pelo menos 19 endereços foram visitados pela PF em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal. Depois da operação, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou a abertura de inquérito para investigar diretamente o governador Pimentel. O inquérito corre sob sigilo e em tribunal superior por causa do foro privilegiado do petista.

Além do Sintram e do Sindiextra, outras entidades patronais de Minas teriam realizado pagamentos suspeitos à OPR e a empresas sob influência de Otílio Prado e do governador mineiro, segundo a PF. Outra linha de investigação apura a relação entre repasses do BNDES a empresas que também contrataram firmas de comunicação sob influência da primeira-dama de Minas, Carolina de Oliveira Pimentel. Na época, Pimentel era ministro da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior, ao qual é vinculado o BNDES.

Nesta quarta-feira, O GLOBO perguntou a Pimentel, por meio da sua assessoria, por que havia objetos pessoais dele no prédio onde funcionava a empresa de consultoria da qual ele afirma não ter qualquer relação desde 2012. Perguntou também se ele frequentava o espaço. Pimentel não respondeu. Divulgou nota afirmando que “a defesa não teve acesso aos documentos” mencionados na matéria, “apesar de inúmeros pedidos” à Justiça. “Diante disso, pedirá abertura de inquérito para apurar a origem das informações, destacando que respeita o trabalho da imprensa, mas considera ilegal que venham a público informações de documentos aos quais a defesa não teve acesso”, afirmou a assessoria.

Fonte: O Globo

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