Investimentos de alto risco driblaram regras de governança da Petros, constata Marcus Pestana

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O deputado federal Marcus Pestana (PSDB-MG) pediu esclarecimentos ao diretor-presidente do Petros, Henrique Jäger, referente a investimentos de alto risco realizados pelo fundo de pensão dos empregados da Petrobras, apesar das regras de governança e ritos de decisão que foram explicitados pelo convidado, durante seu depoimento na CPI dos Fundos de Pensão, nesta terça-feira (01/09). A Petros apresentou em 2014 um déficit de R$ 6,2 bilhões; o plano já tinha apresentado um déficit de R$ 2,8 bilhões em 2013.

O deputado e sub-relator na CPI citou alguns casos de investimentos questionáveis, como a compra de cédula de crédito bancário da Indústria Metais do Vale, esquema investigado pela Lava Jato, por supostamente envolver pagamento de propinas a ex-diretores. Há ainda investimentos na falida Usina Canabrava, no BVA e no Grupo Educacional Galileo, este último responsável pelo comando das Universidades Gama Filho e UniverCidade, que passavam por sérias dificuldades financeiras.

“Todos os gestores falam de boas regras de governança, de blindagem do processo de decisão, da natureza colegiada, mas quando vamos para as opções concretas, alguma coisa chama atenção. Queria entender como a Petros, responsável por um patrimônio de R$ 70 bilhões, vai se aventurar na Indústria Metais do Vale que era uma empresa falida que o doleiro Youssef e o ex-deputado Pedro Corrêa tentaram alavancar. E no BVA, um banco de segunda linha, que seduziu os fundos de pensão? São investimentos um tanto exóticos, como também a Belo Monte e a Sete Brasil”, disse.

Marcus Pestana questionou ainda a possível ligação da ex-diretoria da Petros com a Operação Lava Jato. A ‘baixa longevidade’ dos diretores na gestão da instituição também chamou atenção do parlamentar por ser um fato ‘atípico’.

“Os presidentes da Petros não têm tido uma grande longevidade. A queda do seu antecessor, Carlos Fernando Costa, teve a ver com problemas de governança, de gestão, com a Lava Jato. O senhor acha que toda essa preocupação com a boa governança, esses ritos, pela percepção que o senhor tem nesses seis meses, eram observados em todos os investimentos?”, indagou a Jäger, que está à frente da Petros desde fevereiro deste ano.

Fonte: Assessoria de Imprensa do deputado Rodrigo de Castro

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