Contrário à criação de impostos, Anastasia apresenta PEC para obrigar União a dividir novas receitas com municípios

antonio-anastasia-foto-pedro-franca-agencia-senadoO senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) quer desestimular a criação de novos impostos por parte do governo federal no Brasil. Nova Proposta de Emenda à Constituição (PEC 109/2015) estabelece que, se conseguir instituir nova cobrança, a União terá que dividir os recursos com os municípios, percentual de ao menos 20%. Nesta quarta-feira (03/09) a presidente Dilma Rousseff afirmou em entrevista não descartar a criação de ‘novas fontes de receita’.

“Qualquer proposta nesse sentido terá o combate vigoroso da oposição. O brasileiro não aguenta mais tanto imposto. A proposta que apresentei prevê que, se o governo conseguir passar no Congresso qualquer novo imposto, ele terá que ser dividido com os municípios. A aprovação dessa PEC, por si só, deve desestimular a tentativa de cobrar do cidadão o preço da crise”, afirmou o senador. Continuar lendo

Oposição rechaça aumento de impostos em Minas e propõe que PT reduza gastos com máquina administrativa

Para Gustavo Valadares, rombo nas contas públicas, confisco do dinheiro da população e propor o aumento de impostos foram as ações do PT em Minas. Foto Raíla Melo/ALMG
Para Gustavo Valadares, rombo nas contas públicas, confisco do dinheiro da população e propor o aumento de impostos foram as ações do PT em Minas. Foto Raíla Melo/ALMG

Deputados sugerem redução de secretarias, corte nos cargos comissionados e interrupção de gastos com publicidade para divulgar mentiras

Os deputados do bloco de oposição Verdade e Coerência, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, receberam com indignação a proposta do governo de Minas de onerar alguns setores econômicos para ampliar a arrecadação e manter o inchaço administrativo criado pelo PT no Executivo em 2015. Os deputados propõem que, ao invés de sacrificar ainda mais a população mineira, o governo faça o correto dever de casa esperado de um governante e reduza as despesas com a máquina administrativa.

Como medidas eficazes, os deputados propõem ao governo de Minas cortar na própria carne, reduzir o número de secretarias, a partir de fusões entre as pastas, mantendo-se as atividades; cumprir a promessa de reduzir 20% nos cargos comissionados; reduzir os gastos com publicidade, também ampliados pelo PT, e interromper imediatamente as campanhas publicitárias para divulgar informações sabidamente falsas. Em publicidade, os investimentos passaram de R$ 40,7 milhões, em 2009, para R$ 96,3 milhões em 2015.

Para o deputado Gustavo Valadares (PSDB), líder da Minoria, as únicas ações do PT em Minas foram promover um rombo nas contas públicas, confiscar o dinheiro da população e propor o aumento de impostos para sacrificar os mineiros, já penalizados pela irresponsabilidade do PT no governo federal e no governo de Minas. Continuar lendo

Polícia Federal investiga nova suspeita de caixa dois envolvendo campanha de Fernando Pimentel

Reportagem veiculada nacionalmente no Jornal da Band na noite de terça-feira (1º/9) abordou o mais novo escândalo envolvendo o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel: um esquema de caixa dois envolvendo o repasse irregular de recursos do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Metropolitano (Sintram) para a OPR Consultoria Imobiliária, antiga P-21 Consultoria, que até 2012 tinha como sócios Pimentel e seu assessor Otílio Prado. De acordo com a reportagem, a Polícia Federal suspeita que cerca de R$ 1,1 milhão tenham sido destinados ao caixa dois da campanha do petista ao governo de Minas em 2014.

Assista à matéria do Jornal da Band

Reportagem publicada no jornal “O Globo” de domingo (30/8) já havia noticiado a investigação da Polícia Federal sobre ligação do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Metropolitano (Sintram), que reúne concessionárias do transporte público na Grande BH, com suposto caixa 2 de Fernando Pimentel. Oficialmente, foram feitos pagamentos de R$ 1,1 milhão a uma antiga empresa de consultoria de Pimentel, a título de “avaliação mercadológica” do patrimônio do sindicato e das empresas.

No entanto, várias empresas negam terem tido os bens avaliados. O patrimônio do Sintram também não justifica o pagamento de R$ 1,1 milhão: é de apenas R$ 2,5 milhões, segundo balanço patrimonial oficial.

A empresa que recebeu os pagamentos, a OPR Consultoria Imobiliária, se chamava P-21 Consultoria até 2012 e tinha sociedade composta por Pimentel e seu assessor Otílio Prado. Pimentel deixou a sociedade no mesmo ano em que a empresa mudou de nome e de objeto social. No fim de 2014, depois da eleição do petista, Otílio transferiu a empresa para o seu filho, Alexandre Allan Prado. Atualmente, Otílio é assessor especial da Secretaria de Estado da Fazenda, com vencimento de R$ 23 mil.

A assessoria de Imprensa do Sintram afirma que “os serviços foram efetivamente prestados e consistiram na avaliação patrimonial de empresas associadas ao sindicato.” De acordo com a assessoria, “essas avaliações foram realizadas para atender exigências dos bancos para aprovação de operações financeiras e validar as remunerações de investimentos das empresas em seus contratos de concessão.”

Leia abaixo matéria completa do jornal “O Globo Continuar lendo

Investimentos de alto risco driblaram regras de governança da Petros, constata Marcus Pestana

marcus

O deputado federal Marcus Pestana (PSDB-MG) pediu esclarecimentos ao diretor-presidente do Petros, Henrique Jäger, referente a investimentos de alto risco realizados pelo fundo de pensão dos empregados da Petrobras, apesar das regras de governança e ritos de decisão que foram explicitados pelo convidado, durante seu depoimento na CPI dos Fundos de Pensão, nesta terça-feira (01/09). A Petros apresentou em 2014 um déficit de R$ 6,2 bilhões; o plano já tinha apresentado um déficit de R$ 2,8 bilhões em 2013.

O deputado e sub-relator na CPI citou alguns casos de investimentos questionáveis, como a compra de cédula de crédito bancário da Indústria Metais do Vale, esquema investigado pela Lava Jato, por supostamente envolver pagamento de propinas a ex-diretores. Há ainda investimentos na falida Usina Canabrava, no BVA e no Grupo Educacional Galileo, este último responsável pelo comando das Universidades Gama Filho e UniverCidade, que passavam por sérias dificuldades financeiras. Continuar lendo