Minas com alto risco de calote

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Rebaixamento do grau de investimento do estado gera incerteza para a economia mineira, com impacto na geração de emprego e renda

Os deputados do bloco de oposição Verdade e Coerência, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, receberam com preocupação o anúncio da agência internacional de classificação de risco Moody´s rebaixando o grau de investimento de Minas Gerais. A classificação caiu do rating (nota) “Baa3”, a mesma do Brasil atualmente, e passou para Ba1, a primeira do chamado grau especulativo, com alto risco de calote.

“O rebaixamento da nota de Minas traz mais incertezas para a economia mineira. O impacto negativo atinge diretamente a população, já que a redução das oportunidades de negócios e da atração de investimentos compromete a geração de emprego e renda no estado”, afirma o deputado Gustavo Corrêa, líder do bloco.

Com o rebaixamento da nota de Minas, também foi rebaixada a nota do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG). Em nota, a Moody’s afirmou que a expectativa é de que os custos do crédito do BDMG se elevem nos próximos trimestres, o que poderá ter efeito ainda mais negativo sobre a economia mineira e a atração de investimentos para o estado.

O “investment grade” das agências internacionais de risco Moody´s Investors Service e também da Standard & Poor´s obtidos por Minas foi um dos legados deixados até 2014, resultado da boa saúde financeira que o estado possuía. No final de julho a agência de classificação de risco Standard & Poor´s (S&P) já havia revisado de estável para negativa a perspectiva de nota de crédito global de Minas.

O grau de investimento é um selo de qualidade que assegura aos investidores um menor risco de calotes e o rebaixamento dificulta que o estado receba recursos de investidores. O rebaixamento da nota do Brasil foi anunciado na véspera.

Ladeira abaixo

Em abril, quando a agência de classificação Standard & Poor´s rebaixou a nota de Minas, mas manteve o grau de investimento em “BBB-“, uma acima do grau especulativo, o governador Fernando Pimentel chegou a dizer que a manutenção demonstrava a confiança do mercado no novo governo, sem reconhecer que o resultado naquele mês ainda refletia a boa saúde financeira e orçamentária na qual se encontrava o estado até 2014. Menos de quatro meses depois e o estado tem sua nota rebaixada, desta vez pela Moody´s.

“A saúde orçamentária e financeira do estado está ameaçada, descendo ladeira abaixo pela incompetência do PT, no governo federal e em Minas”, afirmou o deputado.

No final de julho a agência de classificação de risco Standard & Poor´s (S&P) já havia revisado de estável para negativa a perspectiva de nota de crédito global de Minas.

Fonte: Bloco Parlamentar Verdade e Coerência

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