Não cabe ao PSDB escolher qual o melhor desfecho para essa crise, diz Aécio

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“Não cabe ao PSDB escolher qual o melhor desfecho para essa crise, até porque as alternativas que estão colocadas não dependem do PSDB. Seja a continuidade da presidente, seja a discussão na Câmara dos Deputados da questão do impeachment ou na questão do TSE, o papel do PSDB é garantir que as instituições funcionem na sua plenitude. O que hoje ainda temos de concreto, de consistente para nos permitir o nosso reencontro novamente com o crescimento, com o desenvolvimento, são as nossas instituições, que funcionam na sua plenitude. E, enquanto oposição, temos que garantir esse seu funcionamento, seja dos tribunais, seja de Contas, seja do Tribunal Regional Eleitoral, seja o Ministério Público e a Polícia Federal”, afirmou o presidente do PSDB, senador Aécio Neves, que participou nesta segunda-feira (10/8), no Recife (PE), da homenagem prestada ao ex-governador Eduardo Campos.

Em entrevista coletiva, Aécio disse que cabe ao governo, e não à oposição, superar a crise que paralisa o Brasil. O senador acrescentou que quanto mais o governo do PT transferir a responsabilidade pelos erros cometidos, mais se distanciará dos brasileiros.

“Vejo esse governo cada vez criando maiores dificuldades porque não teve até hoje a capacidade de reconhecer que errou e que levou o Brasil para um caminho equivocado. Enquanto isso não houver, mais distante esse governo vai estar de conseguir superar a crise”, afirmou.

Confira trechos da entrevista

Aécio Neves participa de homenagem a Eduardo Campos no Recife

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“Eduardo transbordava alegria. Permitia que a sua responsabilidade convivesse com algo que inspirava e inspira aqueles que de alguma forma tiveram o privilégio de conviver com ele”, diz Aécio sobre o ex-governador que faria hoje 50 anos.

Com a presença de familiares, amigos e políticos de diferentes partidos, o senador Aécio Neves, presidente do PSDB, participou nesta segunda-feira (10/08), no Recife, de homenagem ao ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, que completaria 50 anos hoje. Ao lado de Renata Campos, viúva de Eduardo, e dos filhos Maria Eduarda, João, José, Pedro e Miguel, e da mãe de Eduardo, a ministra Ana Arraes, e do irmão Antônio, Aécio falou sobre sua admiração pelo ex-governador pernambucano e das influências que eles receberam de seus avôs, Tancredo Neves e Miguel Arraes.

“Eduardo e eu tivemos a nossa trajetória iluminada por duas árvores, e talvez de alguma forma também protegida pela sombra dessas mesmas árvores, muito frondosas: Miguel Arraes e Tancredo (Neves). Ao contrário do que se pudesse significar para alguns como alguma cobrança excessiva em relação aos nossos caminhos, e falávamos muito sobre isso, isso foi sempre inspiração, foi sempre energia”, destacou Aécio Neves. Continuar lendo

Aécio Neves: “O PT atrasou o Brasil em 20 anos”

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O presidente do PSDB diz que o Brasil tem instituições para sair da crise política e estrutura para vencer a estagnação econômica, mas nada disso adianta com um governo sem rumo

Leia trechos da entrevista do senador Aécio Neves, presidente do PSDB, à revista Veja desta semana:

Aécio Neves ainda não decidiu se vai se juntar ao povo nos protestos contra o governo da presidente Dilma Rousseff marcados para o próximo domingo, 16. Essa, no entanto, é uma das poucas dúvidas que o senador tem hoje quando o assunto é o governo do PT. Aécio está certo de que será quase impossível a Dilma Rousseff retomar as condições mínimas de governabilidade. O presidente nacional do PSDB diz que não há dúvida de que Dilma e seu antecessor se beneficiaram do maior esquema de corrupção já montado dentro do Estado brasileiro. “Falta apenas a Justiça comprovar que ela recebeu dinheiro ilegal na campanha”, diz Aécio, para quem um eventual processo de impeachment da presidente, se correr dentro dos limites constitucionais, não pode ser chamado de golpe. Diz ele: “Cumprir a legislação é respeitar a democracia”. Derrotado nas eleições de outubro, quando obteve 51 milhões de votos, o senador disse não saber quando virá para o PSDB o “chamado para tirar o Brasil da crise gravíssima que o PT criou”, mas que, no momento em que isso ocorrer, o partido estará pronto para atendê-lo. Continuar lendo

Desafios da Petrobras

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Maus resultados mostram tempo perdido pela empresa depois que o governo petista resolveu intervir fortemente no setor de petróleo e mudar as regras de exploração no país. O balanço geral indica que as obrigações do pré-sal e do modelo de partida só lhe causaram perdas. Em boa hora, o Congresso deve aprovar proposta do senador José Serra que retira a obrigatoriedade de a Petrobras participar de negócios para os quais demonstra, a olhos vistos, não ter fôlego. Continuar lendo