O réquiem do PT

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O PT não busca a conciliação, mas o enfrentamento direto com os que lhe fazem oposição. Na realidade, contrapõe-se mesmo é à larga maioria da população brasileira, que o rejeita. De forma acintosa, o PT ainda ironiza os que legitimamente manifestam insatisfação e indignação com o estado das coisas que aí está. Atitudes assim só podem ser interpretadas como o réquiem do partido. O PT não merece respeito nem consideração dos brasileiros que lutam por um país melhor, como ficará claro, mais uma vez, nas manifestações marcadas para o próximo dia 16. O panelaço de ontem foi só um ensaio. Leia analise do Instituto Teotônio Vilela (ITV). 

O programa que o PT veiculou ontem em rede nacional de rádio e televisão deixa claro, de uma vez por todas, que o partido que levou o país à mais grave crise social, econômica, ética e política das últimas décadas não tem mais nada de sério a dizer aos brasileiros. O partido de Lula, Dilma e José Dirceu é incapaz de dar as respostas que os cidadãos cobram de um governo em processo de desintegração. Prepara seu testamento.

Novamente faltaram-lhe, no programa, humildade, autocrítica, sinceridade, coragem e espírito cívico. De novo, sobraram arrogância, covardia, mentira e manipulações ao partido que protagoniza o maior escândalo de corrupção da nossa história, produz a mais grave recessão em décadas e desfere na população o mais severo arrocho de que se tem notícia.

Para quem esperava uma prestação de contas, o programa partidário petistas assumiu ares de campanha eleitoral. Deixou claro, definitivamente, que o maior objetivo dos petistas neste momento é tão-somente continuar a enganar os brasileiros, como fez no pleito de 2014. Pelo jeito, o PT já está se preparando para disputar novas eleições presidenciais…

O programa do PT tenta iludir os brasileiros sobre a profundidade e a extensão da crise. O partido do mensalão e do petrolão chama de “crise política” o que tem outro nome: os desdobramentos das revelações do maior esquema de corrupção que o país já viu e que financiou a chegada e a manutenção do PT e seus aliados no poder nos últimos 13 anos.

O PT fala em crise política, minimiza a crise econômica, mas omite-se em relação ao que de mais grave ocorre hoje no Brasil: a crise social, fruto do aumento do desemprego, da queda recorde da renda, da alta da inflação, da falta de perspectivas de recuperação e melhoria das condições de vida.

Mesmo acuado, o PT não busca conciliação, mas o enfrentamento direto com os que lhe fazem oposição. Na realidade, contrapõe-se mesmo é à larga maioria da população brasileira, que tornou a presidente Dilma e seu governo o mais execrado da história, como atestou, mais uma vez, a pesquisa do Datafolha divulgada ontem.

Depois de ensaiar afagos, a mão petista volta a apedrejar. No programa partidário, chega a sugerir ameaças golpistas e fomentar espectros da ditadura militar para produzir medo no povo e incitar mais instabilidade. O lobo que se faz de cordeiro demonstra que só se interessa mesmo em tentar salvar a própria pele.

Para completar, de forma acintosa, o PT ainda ironiza os que legitimamente manifestam insatisfação e indignação com o estado das coisas que aí está. Atitudes assim só podem ser interpretadas como o réquiem do partido. O PT não merece respeito nem consideração dos brasileiros que lutam por um país melhor, como ficará claro, mais uma vez, nas manifestações marcadas para o próximo dia 16. O panelaço de ontem foi só um ensaio.

Fonte: Carta de Formulação e Mobilização Política nº 1.193 do Instituto Teotônio Vilela (ITV)

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