Líderes tucanos na Câmara apontam prioridades e perspectivas para o semestre legislativo

psdbCom o retorno dos trabalhos legislativos, Câmara e Senado retomam uma pauta com projetos que abrangem desde novas medidas do ajuste fiscal até a conclusão de votações sobre matérias com grande repercussão, como a redução da maioridade penal. Mergulhado na falta de credibilidade e com apoio político frágil nas duas casas, o governo Dilma continuará enfrentando dias turbulentos no Congresso ao longo dos próximos meses, avaliam lideranças do PSDB na Câmara.

O líder do PSDB, deputado Carlos Sampaio (SP), acredita que, ao se dizer preocupada com projetos aprovados pelo Congresso e que criam despesas, a presidente Dilma admite não ter controle sobre sua base e menospreza a articulação política do seu vice, Michel Temer.
“A oposição, sozinha, não consegue aprovar projetos sem votos da base governista. O que vemos hoje é uma presidente que não consegue dialogar com a sua própria base e que tenta terceirizar essa responsabilidade, como fez na semana passada ao apelar aos governadores”, disse, ao lembrar a reunião da petista com os chefes dos executivos estaduais na tentativa de impedir que o Congresso aprove medidas que lhe desagradam.

O líder tucano afirma que, neste segundo semestre legislativo, estão entre os assuntos considerados prioritários para o PSDB aqueles de interesse da sociedade, como a votação em segundo turno da PEC que reduz a maioridade penal para crimes graves, a ampliação do tempo de internação de jovens infratores, a conclusão da votação da reforma política, a reformulação do pacto federativo, incluindo a unificação do ICMS, e os de interesse dos trabalhadores.

“Outro ponto considerado definitivo para nós é que o PSDB votará contra projetos que aumentem a carga tributária para o cidadão e para as empresas. É importante frisar isso porque as contas públicas estão desequilibradas e a economia em recessão e a única reação do governo é tentar mandar a conta para os trabalhadores”, explica Sampaio.

O tucano alerta ainda que, frequentemente, parlamentares governistas falam em recriar a CPMF, o imposto do cheque. A ideia é amplamente rechaçada pelo partido por entender que os cidadãos não têm que pagar pelos devaneios do governo.

Planalto sem credibilidade

Em entrevista ao “Jornal da CBN”, o líder da Oposição, deputado Bruno Araújo (PE), também falou sobre a relação do Parlamento com o governo nos próximos meses. Segundo ele, a oposição não tem confiança no diálogo por falta de credibilidade do governo. Segundo Araújo, a atual administração se caracteriza, de forma resumida, pela soma do roubo, da gestão temerária e da mentira.

“O diálogo no Congresso é constante. O problema é que a Oposição tem, em grande parte, a mesma percepção da sociedade: não tem confiança no diálogo por causa da falta de credibilidade do governo, que se caracteriza, resumidamente, pela soma do roubo, da gestão temerária, da mentira e que levou o país a essa recessão. O governo não tem feito sua parte, mesmo que haja diálogo”, avalia Araújo.

O parlamentar ressalta que tanto a pauta do Legislativo quanto a pauta política incomodam a presidente Dilma. No caso do Parlamento, ele lembra que a presidente precisará lidar com a abertura de novas CPIs, que vão investigar irregularidades em seu governo, além de uma provável rejeição dos projetos que pretendem criar ou aumentar impostos como ela pretende. Já na área política, depois da prisão do “companheiro” José Dirceu, a petista ainda enfrentará um grande protesto contra ela marcado para o dia 16 deste mês.

Fonte: Diário Tucano

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s