A ditadura que o PT e a esquerda adoram

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O regime chavista exercitou toda sua truculência contra a comitiva oficial que chegou ao país em defesa da democracia e da liberdade, para suprir a omissão do governo petista. A Venezuela desrespeita as cláusulas democráticas previstas nas regras do Mercosul e merece ser exemplarmente punido, com a suspensão do bloco, antes que se aprofunde a deterioração das condições de vida do povo amigo venezuelano. Menos que isso é compactuar com uma ditadura, o que os petistas adoram fazer. 

 

Não foi preciso pouco mais de algumas horas para que a missão de senadores brasileiros que foi a Caracas ontem conhecesse de perto a face intimidadora da ditadura que comanda a Venezuela. O regime chavista que os petistas adoram exercitou toda a sua truculência contra a comitiva oficial que chegou ao país em defesa da democracia e da liberdade. Isso os bolivarianos, tanto os de lá, quanto os de cá, não toleram.

Foram seis horas praticamente ilhados no aeroporto, depois de pousar na cidade a bordo de um avião oficial do governo brasileiro. A comissão oficial de senadores liderados por Aécio Neves foi impedida de visitar presos que se opõem ao governo de Nicolás Maduro. Um grupo de cupinchas do afilhado de Hugo Chávez hostilizou os brasileiros.

O Itamaraty se omitiu enquanto os incidentes se sucediam. Durante todo o tempo da confusão, o embaixador brasileiro na Venezuela sumiu. Apenas no fim da noite, nossa chancelaria se pronunciou, limitando-se a “lamentar” e, “à luz das tradicionais relações de amizade entre os dois países”, pedir “os devidos esclarecimentos” sobre o ocorrido.

O comportamento dos sequazes de Maduro assemelha-se ao método empregado por petistas e esquerdistas em geral durante a visita da blogueira cubana Yoani Sánchez ao Brasil, no início de 2013. Onde ela foi, esteve sempre hostilizada por uma horda cujo maior objetivo era impedir que relatasse as agruras da vida sob a ditadura castrista.

No mesmo momento em que os senadores brasileiros estavam sendo achincalhados pelos chavistas, uma comitiva de dóceis brasileiros admiradores do regime bolivariano era recepcionada com tapete vermelho pelo governo Maduro, levada a solenidades e a emissoras de TV para tecer loas à ditadura local.

Os senadores foram a Caracas tentar suprir a omissão criminosa do governo brasileiro diante da escalada autoritária patrocinada pelos chavistas. A presidente Dilma não apenas tem lavado as mãos, como rechaça qualquer sanção ou repúdio à truculência do governo Maduro – como fez na semana passada durante a cúpula União Europeia-América Latina.

A Venezuela é hoje um país em processo de desestruturação. As instituições estão fragilizadas e as liberdades democráticas estão sob ataque. Sob “socialismo do século 21”, a economia afunda, com a maior inflação do mundo, uma recessão que deve chegar à queda de 14% em três anos e desabastecimento. A violência é uma das mais altas do planeta.

Desde o início do ano passado, manifestações de opositores ao regime chavista deixaram 43 mortos. Outras 89 pessoas, incluindo políticos da oposição e manifestantes, foram presas. O Judiciário é controlado e a imprensa, cerceada. Isto é ou não uma ditadura?

O governo da Venezuela desrespeita as cláusulas democráticas previstas nas regras do Mercosul e merece ser exemplarmente punido, com a suspensão do bloco, antes que se aprofunde a deterioração das condições de vida do povo amigo venezuelano. Menos que isso é compactuar com uma ditadura, o que os petistas adoram fazer.

Fonte: Carta de Formulação e Mobilização Política nº 1.163 do Instituto Teotônio Vilela (ITV)

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