O legado de uma gestão vai muito além de questões orçamentárias, afirma líder da oposição na ALMG

nota (1)

Causa estranheza que parlamentares da base petista – diante da ausência de argumentos técnicos válidos para contrapor o documento apresentado pelo Bloco Verdade e Coerência na última quinta-feira (16/04) – estejam afirmando que os deputados da oposição não podem contestar o fantasioso “diagnóstico” apresentado pelo governador Fernando Pimentel, uma vez que todos aprovaram o Orçamento de 2015. Com uma estimativa de déficit, a aprovação desse orçamento seria, para a base governista, um reconhecimento de que o governo atual herdou o estado em situação ruim.

Em primeiro lugar, os parlamentares da base petista sabem muito bem que o Orçamento foi votado e aprovado pelo compromisso da Assembleia com a governabilidade de Minas, pois não poderíamos criar um impasse sobre a votação em prejuízo do povo mineiro. Ao contrário do que sempre fez o PT, inclusive quando articulou a não votação do mesmo orçamento no segundo semestre de 2014, o Bloco Verdade e Coerência não coloca as suas posições acima dos interesses dos mineiros.

Contestamos as estimativas de déficit, não conseguimos aprovar nossas posições, pois somos minoria na Casa, mas não poderíamos prolongar a discussão de divergências, deixando o Estado por mais tempo sem Orçamento. No entanto, o documento apresentado pelo nosso Bloco, assim como o “diagnóstico” do governo, trata da gestão do Executivo mineiro em quase todas as suas áreas nos últimos 12 anos, indo muito além das atuais questões orçamentárias.

Em segundo lugar, é muito claro que a estimativa de déficit do Orçamento de 2015 tem razões conjunturais, causadas principalmente pela redução da atividade econômica no Brasil e que tem efeito direto sobre a receita dos estados. O próprio governo federal está fazendo um contingenciamento de mais de R$ 55 bilhões e, tomando como exemplo, observamos também o Rio de Janeiro, um governo de continuidade que terá um deficit de R$ 13,5 bilhões.

Minas, é claro, também foi impactada por este cenário de desaquecimento econômico nacional, cujo PIB é de -1,5% e a inflação supera a casa dos 8%. Mas, ainda assim, é importante ressaltarmos que a agência de classificação de risco Standard & Poor’s manteve o grau de investimento de Minas Gerais, com nota de crédito acima do grau especulativo. Este resultado, divulgado há poucos dias, é mais uma prova de que o quadro orçamentário, financeiro e administrativo caótico pintado pelo governo do PT é uma invenção criada com o objetivo político-partidário de prejudicar a imagem dos governos anteriores.

Portanto, está demonstrado que o governo do PT em Minas herdou um Estado que tem condições de governabilidade orçamentária, financeira e administrativa, um Estado que construiu inúmeros avanços nos últimos 12 anos, mesmo sem contar com o apoio que era devido do Governo Federal. O que falta agora ao governo do PT é parar de fazer política partidária e começar a trabalhar por Minas e pelos mineiros.

Gustavo Corrêa

Líder do Bloco Verdade e Coerência da ALMG

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