Governo do PT mente sobre economia da Cidade Administrativa e não apresenta fonte dos números divulgados

cidade administrativa

A Assessoria Técnica do bloco parlamentar de oposição Verdade e Coerência da Assembleia Legislativa de Minas Gerais já identificou uma série de dados e falsos raciocínios presentes no diagnóstico feito pelo governo PT em várias áreas.

Cidade Administrativa

O PSDB vem a público se manifestar sobre a má fé do diagnóstico divulgado pelo governo do PT que, deliberadamente, esconde dos mineiros a economia gerada pela criação da Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves.

Honrando a tradição de transparência e responsabilidade com que o Estado foi governado nos últimos anos, trazemos a público dados oficiais que comprovam a economia gerada pela criação da Cidade Administrativa em diversas áreas.

A base de cálculo que atesta essa economia foi avaliada por auditoria externa e independente de uma das maiores empresas de auditoria do mundo, a BDO Trevisan.

Histórico

A Cidade Administrativa foi criada para atender a quatro desafios:

Garantir mais eficiência no atendimento às demandas dos municípios e da população;
Gerar economia aos cofres públicos;
Garantir melhores condições de trabalho aos servidores;
Induzir de forma planejada o desenvolvimento de uma das principais áreas da Região Metropolitana, o Vetor Norte.

Para a Cidade Administrativa foram transferidos os órgãos ligados à Administração do Estado, enquanto os órgãos de atendimento ao cidadão como Detran, delegacias de polícia, estruturas de saúde, entre outras, permaneceram em outras regiões.

A má fé do diagnóstico do PT

O diagnóstico do PT foi feito com base em raciocínio que expõe a deliberada má fé. Primeiro, ignoram os outros itens de economia da Cidade Administrativa e se fixam nos aluguéis. Segundo, calculam esse item de forma equivocada.

O cálculo de economia precisa ser feito considerando bases iguais, ou seja comparando o custo das mesmas estruturas e órgãos antes e depois da implantação da Cidade Administrativa. Isso significa comparar os gastos que o governo tinha em 2009, antes da inauguração da Cidade Administrativa e os que passou a ter, com as mesmas estruturas, a partir de 4 de março de 2010 quando foi inaugurada a CA.

Em absoluta má fé, o governo do PT comparou apenas gastos realizados depois da inauguração da Cidade Administrativa, gerando uma comparação que não tem o menor sentido para mostrar a economia gerada pelo complexo administrativo.

A comparação feita entre gastos de aluguéis de 2010, após a inauguração da Cidade Administrativa, e os de hoje, gera flagrante distorção e compara apenas realidades existentes após a inauguração do complexo, o que não demonstra a economia obtida.

Além desse erro básico, o diagnóstico do PT comete outros dois erros, com o claro objetivo de informar, equivocadamente, a opinião pública e enganar os mineiros.

O aumento do valor de aluguéis eventualmente ocorrido depois de 2010 pode ser explicado de duas formas:

Primeiro, por eventuais e naturais reajustes nos valores de contratos. Segundo, pela ampliação ou criação de novos serviços antes não existentes.

Por exemplo, se nos últimos anos foram alugadas novas áreas para instalação de novas delegacias de polícia, em locais onde a população demanda o serviço, trata-se de novas despesas de aluguel que não guardam nenhuma relação com a economia propiciada pela Cidade Administrativa. Trata-se de expansão de serviços que, certamente, vai gerar nova despesa de aluguel.

A partir do raciocínio usado pela atual administração a pergunta correta deve ser: quanto o Estado estaria pagando hoje de aluguel se não estivesse sediado na Cidade Administrativa?

Documentos comprovam a economia:

Como demonstração da economia de R$ 447 milhões já obtida pela Cidade Administrativa, anexamos a planilha que demonstra a redução de gastos propiciada ano a ano. Observe-se que o item aluguel (também pode ser encontrado de forma isolada no SIAFI) inclui aqui outras despesas correlatas como IPTU, por exemplo.

Cálculo de economia com a mudança para a Cidade Administrativa 2011 a 2014

CA1

CA4

Conheça aqui a projeção de economia para 2015

CA5

Ressaltamos que todos os cálculos para valores de 2009 foram elaborados a partir de metodologia complexa, desenvolvida em conjunto com a Accenture Brasil. Trata-se de trabalho, no qual foi calculada uma série de percentuais a serem aplicados para o gasto total observado em 2008 e projeções para 2009, tendo a metodologia sido plenamente aprovada por auditoria externa.

Sobre o cálculo apresentado no diagnóstico PT

Além da má fé do raciocínio, o governo do PT também apresenta dados errados no seu diagnóstico.

A referência de dados oficias do Estado é o SIAFI-MG, Sistema Integrado de Administração Financeira.

São três erros apresentados pelo diagnóstico do governo do PT:

1 – Primeiro erro:

Pelo SIAFI, é possível realizar a busca do valor de aluguel efetivamente empenhado por ano e, ainda, a lista de municípios de destino dos valores de aluguel. Os dados do Siafi revelam os valores efetivamente empenhados ano a ano, não corrigidos pela inflação. Na parte de aluguéis, o Siafi apresenta um recorte para Belo Horizonte e outro para interior. Existe ainda um outro recorte no caso do funcionário da área não ter preenchido o município onde se encontra o imóvel alugado.

Os dados apresentados pela nova administração não correspondem aos dados oficiais do SIAFI. Mesmo que se some todos os aluguéis sem identificação de municípios de origem aos valores de BH, fica demonstrado o erro do valor de R$40,7 milhões aos aluguéis de BH somados os anos de 2012, 2013 e 2014.

Comparação – Valores do SIAFI x Valores Diagnóstico

CA6

2 – Segundo erro

Em absoluta demonstração de que os números divulgados pelo diagnóstico do governo não merecem confiança pode ser a constatação de que no próprio diagnóstico eles apresentam dois dados divergentes para pagamento de aluguéis.

CA7

CA8

Fonte: www.diagnóstico.mg.gov.br

3 – Terceiro erro

A soma total dos valores de aluguéis identificados no Siafi é diferente do diagnóstico divulgado pelo governo, que não informou a fonte dos seus dados

 

Fonte: SIAFI/MG e www.diagnostico.mg.gov.br
Fonte: SIAFI/MG e www.diagnostico.mg.gov.br

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