Com orçamento aprovado, acaba desculpa para Pimentel não governar

894771

Agora não tem mais desculpas. O governador Fernando Pimentel do PT já pode começar a governar Minas, realizando os investimentos necessários e cumprindo as promessas feitas em campanha. Nesta quinta-feira (26/03), a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou o Orçamento do Estado, projeto que chegou à Casa em setembro de 2014 e, desde então, teve sua votação protelada pela base aliada de Pimentel.

Para o líder da Minoria na ALMG, deputado Gustavo Valadares (PSDB), o governo criou uma série de obstáculos em torno do orçamento para justificar as ações que não serão realizadas nesta gestão.

“O governo, sabendo que não iria cumprir os compromissos de campanha, passou a questionar a peça orçamentária, enviada ano passado, para criar um nuvem de fumaça e enganar a população”, explicou.

O orçamento foi aprovado no Plenário por 63 votos a favor e nenhum contra, salvo as emendas contestadas pela oposição que foram votadas em destaque.

Valadares afirmou ainda que Pimentel não poderá responsabilizar a oposição por sua falta de planejamento e gestão. “Acabou o ‘mimimi’. O senhor governador já pode começar a trabalhar a partir de amanhã. Como uma oposição construtiva e responsável, não somos daqueles que torcem pelo ‘quanto pior melhor’. Não sabemos fazer esse jogo. Até porque o que está em jogo não é a luta política, o que está em jogo quando se vota o orçamento é o futuro do estado pelo próximo ano”.

Gustavo Valadares lembrou que há muito tempo não se via em Minas um governo que gastasse três meses, ou um quarto do ano, enrolando a população sem promover investimentos.

Minas Gerais era o único estado da Federação que seguia sem Orçamento. O projeto enviado à Assembleia pelo então governador Alberto Pinto Coelho (PP) levava em consideração a mesa base de cálculo e projeções econômicas utilizadas pelo governo federal para o orçamento da União. Na época, conforme explicou o deputado Lafayette Andrada (PSDB), era estimado um PIB de 3% e a inflação de até 5%.

“Após a eleição da presidente Dilma, a economia despencou e, o PIB retraiu para 0,83% negativo e a inflação subiu para 8%”, diz Lafayette.

Aumento de gastos

No novo orçamento proposto por Fernando Pimentel há cortes em áreas essenciais para a população, inchando a máquina pública. No início deste mês, o governo aprovou sua reforma administrativa que criou mais quatro novas secretarias, aumentando o número de cargos na estrutura do Executivo e elevando o salário do secretariado. Essa medida gerará impacto de cerca de R$ 20 milhões por ano nas contas do governo.

“O governo diz que não tem dinheiro, que os gastos foram superestimados, mas aumenta a verba para a publicidade. Se era preciso fazer cortes, porque não fez na publicidade, ao invés de cortar mais de R$ 50 milhões do Hemominas e R$ 88 milhões do Ipsemg?”, questionou o deputado Sargento Rodrigues (PDT).

A Fundação Ezequiel Dias (Funed) foi outra instituição estadual que sofreu cortes. O órgão de pesquisa em saúde, responsável pela produção de vacinas e medicamentos para todo o país, teve redução de mais de R$ 100 milhões no Orçamento em um momento em que o país sofre com a carência de vacinas, especialmente da BCG.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s