CPI da Petrobras aprova convocação do tesoureiro do PT e do presidente do BNDES

Foto Gabriela Korossy / Câmara dos Deputados
Foto Gabriela Korossy / Câmara dos Deputados

A CPI da Petrobras aprovou a convocação do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, para prestar esclarecimentos sobre as acusações de participação, como agente do PT, no esquema de corrupção na estatal petroleira. Diversos deputados apresentaram o pedido de convocação do petista, aprovado por unanimidade. O líder do PSDB na Câmara, deputado Carlos Sampaio (SP), é autor de um dos pedidos. Também foi acatada a convocação do presidente do BNDES, Luciano Coutinho.

A Justiça Federal aceitou nessa segunda-feira (23/03) a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra Vaccari. Junto com outras 26 pessoas, o petista se tornou réu sob a acusação de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Segundo relatado por integrantes da facção criminosa que atuava na Petrobras, ele seria, no PT, o receptor dos recursos ilegais desviados da empresa. Em depoimento à CPI, o ex-diretor da estatal Pedro Barusco reafirmou a participação de Vaccari no esquema. Ainda ontem, o líder tucano afirmou que considera um contrassenso que a presidente Dilma apresente um pacote contra a corrupção e, ainda assim, mantenha Vaccari nos quadros do partido.

A reunião deliberativa da CPI está em andamento no plenário 2 da Câmara. Os parlamentares já aprovaram dezenas de convocações, entre elas a do presidente do BNDES, Luciano Coutinho. Ainda a pedido de Carlos Sampaio e da deputada Eliziane Gama (PPS-MA), a CPI aprovou a transferência dos sigilos telefônico, bancário e fiscal de Renato Duque e Pedro Barusco. Ambos seriam, junto com Vaccari, os receptores da propina cobrada das empreiteiras que tinham contratos com a Petrobras.

Já Coutinho terá que esclarecer os investimentos feitos pelo BNDES na empresa Setebrasil, criada em 2011 e contratada pela Petrobras especificamente para construir sondas de perfuração para exploração do petróleo do pré-sal. Pedro Barusco, que é ex-gerente da estatal e já compareceu à CPI, foi novamente convocado. Dessa vez terá que dar explicações sobre a criação da Setebrasil, que teve todos os seus diretores também convocados a depor. Segundo delação de Barusco, os contratos de Setebrasil renderam pagamentos de propina destinada a Vaccari, em nome do PT, e à “Casa” – que incluía ele e os diretores da empresa.

A ex-gerente da diretoria de Abastecimento da Petrobras, Venina Velosa, também será ouvida pela CPI. A comissão aprovou o pedido de Carlos Sampaio para ouvir Mario Góes, apontado pelo Ministério Público Federal (MPF) como um dos 11 operadores do esquema de corrupção.

Fonte: Diário Tucano

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