Pimentel virou as costas para Minas e liberou recursos para Cuba

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O governador Fernando Pimentel, do PT, no período em que foi ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, deu as costas para seu estado Minas Gerais e liberou recursos para financiamento de obras no aeroporto de Havana. Enquanto isso, o principal aeroporto mineiro o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, foi ignorado pelo governo federal do qual Pimentel sempre fez parte.

Obras prometidas para a Copa de 2014 não foram feitas e o aeroporto teve de ser concedido à iniciativa privada. Ainda assim, a ampliação do aeroporto, que recebe mais de 10 milhões de passageiros por ano, não tem prazo para ser concluída. Este é o jeito do PT de governar.

Leia abaixo reportagem do jornal O Estado de S.Paulo que mostra o pacote de bondade de Fernando Pimentel e do governo federal do PT para a Cuba de Fidel Castro:

BNDES financia obra da Odebrecht em Cuba

Trabalho de reforma e ampliação de terminal do Aeroporto de Havana começa este mês e vai receber US$ 150 milhões do banco brasileiro ­

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Em meio ao furacão que atinge a maior parte das empreiteiras brasileiras, a Odebrecht começa este mês a reforma e ampliação do terminal três do Aeroporto de Havana, em Cuba. Para financiar a obra, mais uma vez, os recursos vieram do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Ao contrário de outras modalidades, em que o financiamento é dado à empresa, para que tenha capital de giro para suas obras, este é um crédito oferecido pelo governo brasileiro diretamente ao governo cubano.

Por e­mail, a Odebrecht informou ao Estado: “O financiamento não foi para a empresa e sim para o governo de Cuba na modalidade de crédito à exportação. Com isso, os recursos serão gastos obrigatoriamente no Brasil, com empresas brasileiras que exportarão bens e serviços brasileiros para a construção das obras do Aeroporto em Havana”.

O crédito foi acertado ainda em 2013, durante uma visita do então ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, a Havana. Seriam liberados US$ 173 milhões para a ampliação do aeroporto da capital cubana e a reforma de outros quatro, em outras cidades do país.

O empréstimo confirmado, no entanto, é menor. Serão US$ 150 milhões, em um contrato fechado na metade de 2014. De acordo com o BNDES, ainda não houve desembolso, mas ainda está por começar.

Em entrevista à revista cubana Cuba Contemporánea, o representante de novos negócios da Odebrecht no país, Fabio Goebel, confirmou que as obras começam este mês. No total, o valor é de US$ 207 milhões, sendo US$ 57 milhões de desembolso direto do governo cubano.

Este é apenas mais um dos projetos financiados pelo BNDES na ilha de Fidel Castro. O mais famoso deles é o Porto de Mariel que, a um custo de US$ 802 milhões, usou o mesmo modelo, de financiamento direto ao governo para que pague a Odebrecht pelas obras, que necessariamente usa insumos brasileiros.

Em janeiro de 2014, quando esteve em Havana para a cúpula da Comunidade dos Estados Latino­americanos e Caribenhos, a presidente Dilma Rousseff anunciou outra linha de crédito, de US$ 290 milhões, para a criação de uma zona industrial especial na região do porto.

Na lista de desembolsos do BNDES aparecem ainda projetos para colheita mecanizada de açúcar, colheita de arroz, projetos de turismo, compra de veículos e financiamento para indústria farmacêutica local. Em 2014, até setembro, os desembolsos para operações com Cuba foram de US$ 59,8 milhões. Em 2013, foi o maior valor desde 2000, com US$ 252,52 milhões.

A justificativa do governo brasileiro para os empréstimos ao governo cubano é que são operações “ganha­ganha”, já que o dinheiro volta por meio das empresas brasileiras contratadas para fazer as obras, que precisam comprar seus insumos no Brasil.

Fonte: O Estado de S.Paulo – 10/03/15

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