Minas não quer retrocesso na cultura

centro cultural

Não é de hoje que os mineiros andam preocupados com o descaso do governo Fernando Pimentel do PT com a cultura de Minas Gerais. A começar pelas declarações do secretário de Cultura, Ângelo Oswaldo, ao assumir o cargo, quando fez críticas aos projetos bem sucedidos da gestão de Aécio Neves e Antonio Anastasia e prometeu rever o projeto do Circuito Cultural Praça da Liberdade, um dos maiores complexos culturais do país formado por 12 espaços abertos ao público.

Criado para promover a diversidade cultural do Estado, levando mais arte e conhecimento para a população mineira, o Circuito Cultural Praça da Liberdade já recebeu mais de 3 milhões visitantes e foi um dos principais atrativos aos turistas que estiveram em Belo Horizonte durante a Copa do Mundo de 2014.

Desde 2012, o Circuito vem sendo administrado em parceria com o Governo do Estado e o Instituto Sérgio Magnani, associação sem fins lucrativos qualificada como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) pelo próprio governo federal. O instituto também é responsável pela gestão do Plug Minas, centro de formação tecnológica e digital para jovens, do prêmio Cenas Minas, e pela gestão de projetos que viabilizam a programação artística da Fundação Clóvis Salgado.

Em menos de três meses de governo, Pimentel decidiu encerrar a parceria com o Instituto Sergio Magnani e passou a gestão para a Secretaria de Cultura. O motivo alegado: economia de recursos para os cofres do Estado. O governo tem dinheiro para criar quatro secretarias e distribuir dezenas de cargos e vagas em conselhos para amigos e companheiros do partido, mas quer economizar com a cultura dos mineiros. Este é o jeito PT de governar.

Nesta quinta-feira (05/03), os mineiros abriram os jornais estarrecidos com a notícia de que a Secretaria de Cultura decidiu por fim ao Ballet Jovem do Palácio das Artes, criado em 2007 para valorizar o protagonismo juvenil no cenário cultural mineiro e brasileiro. O motivo alegado: falta de recursos para manter o projeto.

Não demorará muito e os mineiros assistirão ao sucateamento do Circuito Cultural e o maior retrocesso na história da cultura de Minas.

Se depender das críticas infundadas do atual secretário, ele também extinguirá a Orquestra Filarmônica e fechará muito em breve a Sala Minas Gerais, a segunda mais importante sala de concerto do país. Quem sabe ele não propõe vender a Praça da Liberdade e o Circuito Cultural, como fez o seu companheiro de partido, o secretário de Meio Ambiente, Sávio Souza Cruz, propondo a venda da Cidade Administrativa?

Para quem presidiu o Instituto Brasileiro de Museus, e pouco contribuiu para ampliar os museus no país – basta ver a crise pela qual passa o Museu de História Nacional do Rio, entre outros -, é no mínimo estranho o atual secretário criticar uma iniciativa exitosa como esta de Minas, que oferece hoje aos mineiros 12 espaços culturais entre museus, biblioteca e centros de arte e cultura. Na verdade, mais parece picuinha partidária. Vale lembrar ao governador e ao secretário de Cultura que obras e realizações dos governos não pertencem aos partidos, mas sim à população.

Mas os mineiros estão de olho no governo do PT e esperam que o Circuito Cultural Praça da Liberdade seja ampliado e continue transformando a vida das pessoas com muita arte, música, literatura, teatro, ciência e história.

 Ballet Jovem do Palácio das Artes
Ballet Jovem do Palácio das Artes

 

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