PT – um partido de costas para Minas: Obra na rodovia da morte fica ameaçada

o tempoContinua o descaso do PT com Minas Gerais. As obras de duplicação da BR 381, nove meses após a assinatura das primeiras ordens de serviço, ainda estão em fase inicial na maior parte dos trechos. E, desde outubro, há atrasos nos pagamentos da União para cobrir gastos com as etapas já realizadas.

Questionado sobre a falta de pagamento, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que não “há suspensão” dos repasses, mas sim “redução no ritmo”. Talvez esperando as próximas eleições, já que a obra foi prometida desde a primeira campanha do então candidato Lula, ainda em 2002.

A promessa de duplicação da Rodovia da Morte foi repetida na campanha pela reeleição do petista em 2006 e “herdada” por Dilma Rousseff, que seguiu à risca a estratégica de marketing de seu antecessor, em 2010 e 2014, de prometer a duplicação nas visitas ao estado durante a campanha eleitoral. Além da duplicação da 381, fazem parte do “kit de promessas não cumpridas” do PT para Minas Gerais a expansão do metrô de Belo Horizonte e obras no Anel Rodoviário, entre outras.

No ano passado, quando os mineiros pensavam que finalmente a duplicação da Rodovia da Morte se tornaria realidade, constatou-se que a presidente Dilma Rousseff só iria realizar cerca de 25% do prometido. Uma parte dos trechos ganhará apenas melhorias, que de maneira alguma podem ser consideradas duplicação. Mesmo assim, as obras estão ameaçadas por falta de repasses do governo federal, como mostra a reportagem do jornal O Tempo desta sexta-feira (20/02). Confira abaixo:

BR–381
Com o envio de 12% da verba prevista, obra fica ameaçada
Segundo Dnit, governo federal repassou até agora R$ 318 milhões dos R$ 2,5 bilhões previstos

Nove meses após a assinatura das primeiras ordens de serviço, a duplicação da BR–381 (entre Belo Horizonte e Governador Valadares, no Rio Doce) ainda está em fase inicial na maior parte dos trechos. Representantes da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) e de construtoras dizem que, desde outubro, há atrasos nos pagamentos da União para cobrir gastos com as etapas já realizadas. Dos R$ 2,5 bilhões prometidos, R$ 318 milhões (12,7%) foram empenhados até a semana passada, segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

O dinheiro é repassado às construtoras mensalmente ou a cada 45 dias, e o valor, calculado com base em quanto cada obra evoluiu. Para isso, a equipe de fiscalização faz medições periódicas. Sem os pagamentos, várias intervenções estão suspensas ou com velocidade reduzida.

Na prática. Um exemplo é o Consórcio Brasil/Mota/Engesur, responsável pelo lote 7 – 37,5 km de Rio Una até Caeté, na região metropolitana. Dos 700 operários programados, 250 (35%) estão trabalhando. A empresa também opera com 40% de sua capacidade de maquinário. “Desde outubro não recebemos. Temos condições de arcar com os trabalhos por um tempo, mas não muito”, afirmou o representante do consórcio, Manuel Teixeira.

Assim como nesse trecho, os lotes 1 e 2, entre Governador Valadares e Jaguaraçu, no Rio Doce, estavam entre os primeiros a receber ordem de serviço, em maio passado. Mas os trabalhos por lá não são vistos há tempos. “A obra parou antes do fim do ano, quando havia pouquíssimas máquinas e trabalhadores”, declarou a representante em Governador Valadares do Movimento Nova 381 (iniciativa da Fiemg), Maria Paradela.

A Isolux Corsán, responsável pelos dois lotes, informou que os repasses do Dnit deixaram de ser feitos em novembro e que houve diminuição das atividades. Segundo o consórcio, o Dnit retomou os pagamentos neste mês, e, “embora ainda falte parcela importante”, o ritmo será regularizado.

O coordenador do Movimento Nova 381 e presidente da Fiemg Vale do Aço, Luciano Araújo, disse que quase todas as empresas tiveram recesso no fim do ano, mas as obras não foram todas retomadas. “A inadimplência forçou a desmobilização”. Segundo ele, os pagamentos do ano passado já estavam previstos no orçamento de 2014 e devem ser regularizados. Os pagamentos deste ano dependem do orçamento federal. “Esperamos que tudo seja retomado até o fim do mês”.

Negado
Resposta. O Dnit informou que os pagamentos estão sendo regularizados à medida que o Tesouro Nacional faz os repasses. O órgão afirmou que não “há suspensão”, mas sim “redução no ritmo”.

Fonte: O Tempo

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s