Deputados vão cobrar transparência sobre setor elétrico em debate com ministro

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O titular da pasta de Minas e Energia, Eduardo Braga, encabeça a lista de 39 ministros que serão convidados pela Câmara dos Deputados para participar de comissões gerais e expor aos parlamentares as ações de seus ministérios. A primeira comissão geral está programada para o dia 4 de março, às 9h30, para tratar da crise hídrica e energética. Deputados do PSDB afirmam que não faltam questionamentos, já que a área enfrenta um momento delicado. Rodrigo de Castro, de Minas Gerais (foto), e Vitor Lippi (SP) esperam que haja, ao menos, o reconhecimento dos problemas e apresentação de soluções, como um convite ao consumo racional por parte da sociedade.

A situação é tão grave que uma pesquisa realizada pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) apontou um rombo de R$ 65 bilhões nos cofres públicos por causa de atrasos ou paralisação de 272 obras na área de geração e transmissão de energia. Se estivessem funcionando, esses projetos gerariam energia suficiente para abastecer metade do consumo das indústrias de todo o país.

Lippi, reconhecido como excelente gestor durante dois mandatos como prefeito de Sorocaba (SP), afirma que o governo precisa esclarecer à sociedade qual é a real situação do setor elétrico. “Temos que questionar os representantes do governo para dar a resposta que o Brasil precisa”, afirmou o tucano, ao ressaltar que a crise de energia deverá acarretar em racionamento e agravar a situação econômica. “Estamos diante de um grave problema nacional e que precisa de respostas imediatas por parte do governo”, reforçou.

Os parlamentes enfatizam que a crise moral e ética gerada pelo PT no comando da nação foi o que levou a área energética e toda a economia a entrarem em processo de colapso. Há, segundo Lippi, além de muita corrupção, deficiência de gestão pública. Segundo Castro, falta, acima de qualquer coisa, transparência.

O deputado mineiro lembra que a presidente Dilma anunciou medidas para, supostamente, resolver as questões do setor elétrico. “Mas na verdade ela piorou muito esse quadro. Hoje as empresas estão com dificuldades, o setor enfrenta o risco de racionamento, sendo que já há apagões generalizados em todo o país. Com isso, quem sofre é o brasileiro”, apontou.

Em palestra ministrada à bancada do PSDB no dia 30 de janeiro, o economista Adriano Pires, especialista na área, disse que o Brasil vive a maior crise de energia da sua história. Pires expôs aos tucanos os motivos do caos que tomou conta do setor. Entre eles, a falta de planejamento e a edição de Medida Provisória que obrigou as empresas a renovarem as concessões desde que aceitassem a redução das tarifas de energia – uma ação meramente eleitoreira e equivocada, pois o país já estava com diversos reservatórios no limite e as térmicas começavam a ser acionadas a preços muito mais altos.
Esse e outros erros de Dilma geraram, ao mesmo tempo, grande incremento no consumo e queda na geração, acarretando em mais prejuízos e no endividamento das concessionárias.

Segundo a Firjan, o atraso na execução das obras fez triplicar o preço que se paga hoje pela energia no Brasil. “Nossa primeira exigência é transparência por parte do governo federal e o reconhecimento de seus erros”, avisou Rodrigo de Castro. “Até hoje vimos apenas que a presidente vai na direção oposta e trata com prepotência esse tema, sem ter nenhuma compaixão de penalizar o brasileiro, que vai pagar uma conta de luz bem mais cara”, completou.

Fonte: Diário Tucano

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