PT tentou impedir implantação da PPP Rio Manso

copasa

É lamentável que, 30 dias após a sua posse, o atual governo de Minas ainda se mantenha no palanque e, como informa a imprensa local, só tenha a apresentar à população, na contramão do que ocorre em todo o país, medidas como o inchaço da máquina pública, com o aumento de 25% do número de secretarias, e, após suspender reajustes salariais do funcionalismo, o aumento de 40% nos salários do governador e secretários.
No caso da crise hídrica e de energia que atinge todo o país, o atual governo do Estado faz o mesmo, mantendo a disputa política.

Em 2012, o PT tentou impedir a implantação da PPP Rio Manso, obra iniciada nas gestões anteriores no Governo de Minas, para ampliar os reservatórios da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Hoje reconhecida e priorizada pelo atual governo do PT, a obra já foi alvo de críticas de deputados do PT e do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgotos de Minas Gerais (Sindágua), ligado à CUT e ao PT.

Parlamentares chegaram a afirmar, de forma irresponsável e eleitoreira, que a PPP do Rio Manso estaria servindo para “privatizar” o abastecimento de água na RMBH. Convidado pelo PT a participar de Audiência Pública na Assembleia Legislativa, o Sindágua chegou a dizer que “segundo estudos da Copasa, sobre produção e demanda da água na RMBH, a obra seria necessária somente em 2025”.

O Sindágua, a CUT/MG, e outras entidades sindicais, chegaram a promover, em março de 2013, ato público na capital mineira para coleta de assinaturas de abaixo-assinado contra a construção da PPP Rio Manso.

Agora, o governador Fernando Pimentel, não só reconhece a PPP como solução para acabar com a crise de água na RMBH, como propõe aditivo ao projeto e acelerar a conclusão dos serviços e consolidar a capacidade do sistema de abastecimento da região.

O que o governo do PT também não assume para a população é que, em 2010, a então candidata a Presidência, Dilma Rousseff, aliada do atual governador de Minas Gerais, prometeu publicamente a isenção do PIS/Cofins para as empresas de saneamento. Promessa que não foi cumprida.

Para se ter ideia, em publicação recente, a Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento (Aesbe), informou que a estimativa de arrecadação do setor com o pagamento do PIS/Cofins, em 2014, é de R$ 3 bilhões, o que corresponde a 25% do total de investimentos no setor, segundo a associação.

Registre-se ainda que a gestão anterior da Copasa assegura que não recebeu qualquer alerta da ANA no ano passado sobre a crise hídrica.

Deputado estadual João Leite
Presidente do PSDB de Belo Horizonte

Leia também Nota do ex-presidente da Copasa

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s