Proposta de Pimentel pode deixar ainda mais longe a promessa do governo federal de expandir metrô

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Governador quer lançar consulta popular e, com isso, projetos já elaborados para a obra deverão ser revistos ou descartados

Desde que o PT assumiu o governo federal, o metrô de Belo Horizonte não recebe investimentos, somente promessas. Foi assim nos últimos 12 anos e deve continuar em 2015, para desconforto dos mais de 230 mil passageiros que são transportados por dia na capital mineira.

Quatro anos depois de mais um anúncio de liberação de verbas para a construção de duas novas linhas e com mais de R$ 60 milhões gastos com projetos e sondagens no solo da capital, a obra pode voltar à estaca zero. O governador Fernando Pimentel (PT), de acordo com reportagem do jornal “Estado de Minas”, pretende agora lançar uma consulta popular para ouvir moradores da Região Metropolitana de Belo Horizonte sobre quais regiões devem receber os novos trechos do metrô. Dessa forma, será necessário revisar, ou até mesmo descartar, os projetos já elaborados para a ampliação da linha existente Eldorado/Vilarinho e para as novas linhas Savassi/Lagoinha e Barreiro/Nova Suíça. O resultado todo mundo já sabe: mais atrasos e promessas não cumpridas.

O metrô de Belo Horizonte possui uma única linha de 28 Km, do total de três linhas previstas, e opera no limite de passageiros. A última expansão realizada no sistema foi no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, em 2002, com a inauguração das últimas estações da linha 1 (Primeiro de Maio, Waldomiro Lobo, Floramar e Vilarinho), que funcionavam parcialmente.

Enquanto Minas Gerais foi deixada de lado pelo PT, nos últimos anos o governo federal empenhou recursos para construção e ampliação do metrô em cinco estados: Rio Grande do Sul, Ceará, Pernambuco e Bahia. O estado que mais recebeu repasses foi o Rio Grande do Sul, então comandado pelo petista Tarso Genro, candidato derrotado à reeleição.

Vários movimentos foram criados para exigir do governo federal atenção para o problema de mobilidade urbana em Belo Horizonte. Mas, infelizmente, ele só é lembrado em época de eleições. O Bloco Transparência e Resultado da Assembleia Legislativa, que reúne oito partidos, chegou a criar em 2011 o quadro “Pega na Mentira” (veja ilustração abaixo) para enumerar as promessas não cumpridas para o metrô de BH durante os dois mandatos do ex-presidente Lula e o primeiro da presidente Dilma Rousseff.

Infelizmente para a população de Belo Horizonte o “Pega na Mentira” não para de crescer. E o governador Fernando Pimentel acaba de dar mais uma contribuição.

Leia reportagem Pimentel quer lançar consulta popular sobre novas linhas do metrô; obras devem atrasar

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