Em despedida, Narcio Rodrigues defende reação do Congresso diante das imposições do Planalto

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O deputado federal Narcio Rodrigues (PSDB-MG) – que até o mês passado era o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais – despediu-se nesta terça-feira (16/12) da atividade parlamentar defendendo a reação do Congresso, que, segundo ele, tem se curvado diante das imposições do Poder Executivo e esquecido as vozes e os sentimentos das ruas.

“O país está pedindo um Parlamento com dignidade e honra, que reflita o pensamento do povo, e não a mera vontade dos governantes”, disse o parlamentar, que foi eleito pelo povo mineiro para a Câmara por cinco mandatos consecutivos. “Tudo que for feito fora desta Casa e sem a participação desta Casa será nulo, porque não terá a legitimidade das ruas para ganhar força e se impor. É esta a responsabilidade que cabe ao Congresso na legislatura que começa em 2015”, acrescentou.

De acordo com o congressista, o país não “se reencontrará com o seu rumo, com os seus sonhos nem com o seu destino a não ser através do próprio Parlamento”. “Só aqui será possível construir o ambiente para fazer o Brasil voltar a avançar”, completou.

Da experiência parlamentar, o deputado disse que levará como lição a importância do embate das ideias. “Na democracia, ninguém é dono da verdade e que, no Parlamento, ninguém ganha no grito. Aqui, temos que convencer para vencer, temos que somar para contribuir, temos que ser menos nós para sermos mais parte do todo.”

Na ocasião, o tucano saudou a eleição do filho, Caio Narcio (PSDB-MG), para o mandato de deputado federal. “Ele representa a geração que deseja mudanças e que quer mostrar que a política pode ser o caminho para o Brasil tornar-se a nação com a qual tanto sonhamos.”

Quadro adverso

O parlamentar destacou, ainda, a situação controversa do país, que ostenta, ao mesmo tempo, a sétima economia do mundo e os piores índices de violência, educação e desenvolvimento humano. Além disso, apontou as fragilidades da gestão petista. “O governo reeleito nasce velho e sob a desconfiança até mesmo dos que o reelegeram pela falta de coerência entre os compromissos de campanha e a prática administrativa”, criticou.

Fonte: Diário Tucano

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