Aécio desenvolveu todas as regiões de Minas com novos investimentos

Ao assumir o governo de Minas em 2003, Aécio definiu pilares como a eficiência da máquina pública
Ao assumir o governo de Minas Gerais em 2003, Aécio definiu pilares como a eficiência da máquina pública

A atração de novos investimentos para promover o desenvolvimento econômico sustentado de todas as regiões de Minas Gerais foi uma das principais estratégias de Aécio Neves quando governou o Estado. Hoje, candidato à Presidência da República, Aécio defende a recuperação da credibilidade do governo federal como ponto fundamental para que Brasil volte a atrair investimentos, que gerem mais empregos de qualidade e mais renda para toda a população.

Ao assumir o governo de Minas em 2003, Aécio definiu pilares como a eficiência da máquina pública, com base no modelo “Choque de Gestão”, os planejamentos de médio e longo prazo e a retomada da confiança no governo para reanimar a economia. O ex-secretário de Desenvolvimento Econômico, Wilson Brumer, lembra que o momento vivido pelo Estado há doze anos era muito semelhante ao que o Brasil enfrenta atualmente.

“Havia um sentimento de baixa autoestima, em que o cidadão e o empresário achavam que as coisas não aconteciam da forma como deveriam. O primeiro desafio foi recuperar essa autoestima”, disse.

De acordo com Brumer, todo o planejamento voltado para o reaquecimento da economia envolveu a atração do setor privado em uma ampla articulação voltada para o desenvolvimento de todo o Estado. Para ele, esta foi a grande vitória. “Conseguimos trazer o setor privado para este projeto de desenvolvimento”, lembra o ex-secretário.

Em dez anos, Minas conseguiu atingir um novo patamar de desenvolvimento econômico. Em 2002, a participação do Estado no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro – soma de todas as riquezas produzidas – passou de 8,6% para 9,3%. Em valores, o PIB de Minas Gerais, que era de R$ 127,8 bilhões em 2002, atingiu R$ 386,2 bilhões, em 2011, um aumento de 107,5%.

Eficiência

Brumer: Em dez anos, Minas conseguiu atingir um novo patamar de desenvolvimento econômico
Brumer: Em dez anos, Minas conseguiu atingir um novo patamar de desenvolvimento econômico

Wilson Brumer lembrou que, durante o governo de Aécio Neves, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico passou a ter sob a sua coordenação as áreas de Minas e Energia; de Indústria, Comércio e Serviços; a Agência de Promoção de Investimentos, a cargo do Instituto de Desenvolvimento Integrado (INDI); a área de Relacionamento Internacional; a Agência de Promoção de Exportações (Exportaminas) e a Coordenação do Programa de Parcerias Público Privadas (PPP).

“Não há segredo, mas conseguimos superar desafios ao reunir sob uma mesma coordenação todas as instituições de fomento e consolidar uma forte interação com as demais áreas de governo, como a Secretaria da Fazenda, Planejamento, Agricultura, Meio Ambiente. Hoje, no Brasil a atuação destas áreas está muito dispersa”, avalia.

Os resultados desta estratégia podem ser observados nos números. Entre 2003 e 2013, o Estado atraiu um volume de R$ 182 bilhões de investimentos, conforme dados do Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (Indi), o que possibilitou a geração de 248,9 mil empregos diretos e 330,6 mil indiretos. Entre os setores que mais atraíram investimentos em Minas Gerais estão mineração, siderurgia, metalurgia, energias renováveis e indústria química.

Além desses setores já tradicionais da economia mineira, o governo vem trabalhando, nos últimos anos, para atrair empresas da chamada Nova Economia, cujos produtos têm maior valor agregado e geram mais empregos de qualidade. São empresas dos setores de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), aeroespacial, ciências da vida (farmacêutico) e eletrônica.

No caso das PPP’s, Minas tem hoje o programa mais avançado do país, com seis contratos em execução e foi reconhecido em 2012, pela revista britânica World Finance, como o melhor programa de PPP do mundo. Os contratos de PPP elaborados em Minas foram classificados entre os melhores exemplos de boas-práticas de financiamentos de PPP na América Latina pelo Banco Mundial, listados no guia “Como envolver o setor privado nas PPPs em mercados emergentes”.

Política de atração de investimentos

A política de atração de investimentos, de acordo com Wilson Brumer, também envolveu o planejamento para atrair projetos capazes de diversificar a economia de Minas, em todas as regiões. Um dos exemplos foi o da Marluvas, especializada na fabricação de calçados de segurança. A empresa, sediada em Dores de Campos, na região do Campo das Vertentes.

Em 2011, uma parceria extremamente bem sucedida entre o Governo de Minas e a empresa possibilitou a abertura da primeira filial em Capitão Enéas, no Norte de Minas. A iniciativa fomentou comércio e serviços na região, com o surgimento de hotéis, padarias e restaurantes para atender aos novos trabalhadores da indústria.

Dois anos mais tarde, a Marluvas decidiu descentralizar a produção e viabilizou a implantação de mais seis unidades industriais, na região do Campo das Vertentes, criando oportunidades de trabalho e de renda em outras cidades mineiras, o que gerou forte impacto socioeconômico positivo nas regiões Centro e Sul do Estado.

“Conseguimos avançar como nunca, porque houve uma descentralização dos investimentos e projetos foram instalados em todas as regiões do Estado”, afirmou o ex-secretário.

Aço no lugar de doce

Wilson Brumer revela um caso curioso durante a implantação da planta da Vallourec & Sumitomo do Brasil (VSB), em Jeceaba (Região Central), que produz tubos de aço para a indústria de óleo e gás.

Brumer lembra que Estado disputava o projeto com diversos outros países como a China e a Índia. Durante a negociação, o Governo de Minas realizou uma série de levantamentos topográficos para determinar a região mais adequada a receber o projeto e o município de Jeceaba foi identificado.

A economia do município era fortemente ligada à produção de leite e o prefeito à época agendou uma reunião com o então secretário de Desenvolvimento Econômico, para reivindicar a implantação de uma fábrica de doce de leite na região.

Durante a reunião, o prefeito foi surpreendido com o comunicado do Estado que pretendia levar para sua cidade não uma fábrica de doces, mas uma siderúrgica, gerando mais de 10 mil empregos durante a implantação da fábrica e 2,5 mil empregos quando entrasse em funcionamento, com impacto direto na economia do município.

“O prefeito quase caiu da cadeira e esta fábrica gerou uma transformação que ele não imaginava para a economia do município”, lembra.

deconomico4

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