Aécio Neves: Ano novo, agenda velha

Artigo do senador Aécio Neves, presidente do PSDB, publicado no Brasil Post – 31/01/14aecio-neves

2014 começou replicando as agruras do ano passado: desconfiança, expectativa de baixo crescimento e indisposição para investir; balança comercial no vermelho, juros mais altos para conter a ameaça inflacionária que continua rondando o país; atrasos crônicos nas obras, movidas muito mais a foguetório e palanque, do que planejamento e gestão.

Isso sem contar as estranhezas de sempre, que se repetem em novas edições da contabilidade criativa. Desta vez, nem mesmo áreas convulsionadas como saúde e segurança escaparam dos cortes improvisados para compor o indefectível superávit primário gerado a fórceps.

Bastam alguns instantes acompanhando a política econômica do governo federal para concluir que não devemos esperar muito mais do que os remendos dos últimos anos. A agenda principal é paralisante, voltada para corrigir erros criados pela própria administração federal, refletindo um tempo perdido em que discurso e realidade se distanciaram “como nunca antes na história desse país”. Continuar lendo

Em 2013, PSDB defendeu interesses da sociedade na Câmara e fez oposição aguerrida ao governo do PT

A polêmica PEC 37 foi enterrada com apoio da bancada tucana. Foto Alexssandro Loyola
A polêmica PEC 37 foi enterrada com apoio da bancada tucana. Foto Alexssandro Loyola

Principal força de oposição na Câmara dos Deputados, o PSDB teve atuação marcante em 2013 sob a liderança de Carlos Sampaio (SP). Em defesa dos interesses dos brasileiros, a legenda defendeu bandeiras como o fim do 14º e 15º salários para deputados e do voto secreto nas votações no Parlamento, além de ter sido a favor do arquivamento da PEC 37, que limitava o poder do Ministério Público.

As manifestações de junho, que entraram para a história do Brasil, foram destacadas por Sampaio. “Representaram um marco para o país, à medida em que a população foi às ruas reivindicar. Isso provocou uma reação nos governos e poderes. O Congresso, por sua vez, deu importantes passos em direção aos anseios da sociedade”, avaliou o tucano.

Em plenário e nas comissões, o PSDB fez oposição aguerrida à gestão petista, denunciando desmandos e convocando autoridades para dar explicações na Câmara. Para o líder tucano, a gestão petista deixa muito a desejar. “A população pediu melhorias urgentes na saúde, na educação, no transporte público e no combate à corrupção. Mas o governo federal não se empenhou como deveria – quis impor a sua pauta e a do PT, sobre a reforma política, coisa que nem Dilma nem Lula fizeram em 11 anos”. O mau desempenho da economia brasileira também foi ressaltado. “O ano de 2013 termina com inflação alta, baixo crescimento, com contas deterioradas e falta de credibilidade do governo. O ministro Mantega se vê obrigado a dar entrevistas para negar que o governo recorrerá novamente à contabilidade criativa para fechar o ano”, aponta Sampaio, que considera fundamental resgatar o controle e a qualidade dos gastos públicos.

O alto nível da bancada foi ratificada por instituições como Diap e Congresso em Foco, que apontaram vários deputados do PSDB entre os mais influentes e preparados da Casa.

Confira no Diário Tucano um resumo, mês a mês, com os principais fatos do ano legislativo

Governo gastador

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Em 2013, o governo Dilma gastou como nunca, investiu uma ninharia e produziu o menor superávit em quatro anos. A gestão das finanças é um dos melhores indicadores da boa governança de um país. Tratar com zelo o dinheiro pago pelos contribuintes e dar-lhe a melhor aplicação é obrigação do administrador comprometido com o bem-estar da população. Quando isso não acontece, é sinal de que o governo de turno desdenha dos cidadãos. Leia, abaixo, análise completa do Instituto Teotônio Vilela (ITV). Continuar lendo

Tucano condena queda em investimentos do MEC e diz que governo ignora realidades regionais

Dep. Bonifácio de Andrada (PSDB-MG)
Dep. Bonifácio de Andrada (PSDB-MG)

Semana de más notícias para a educação brasileira: um dia após a divulgação de dados preocupantes por parte da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o jornal “Valor Econômico” destacou nesta quinta-feira (30) que os investimentos federais em educação caíram 12% na comparação com 2012. De janeiro a novembro do ano passado, o montante foi de R$ 7,75 bilhões, ante R$ 8,90 bilhões aplicados no mesmo período de 2012, sem descontar a inflação do período. Integrante da Comissão de Educação na Câmara, o deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) reprovou o corte e disse que a política federal em educação contém aspectos “altamente negativos” que contribuem para resultados ruins como os divulgados pela Unesco. Continuar lendo