FMI corta, de novo, projeção de avanço do PIB do Brasil em 2014

Estimativas de expansão econômica do País neste ano e em 2015 foram reduzidas para 2,3% e 2,8%, respectivamente

Publicado no Estado de S.Paulo – 21-01-14

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu suas projeções de crescimento para o Brasil em 2014 e 2015. A estimativa de crescimento para o País caiu para 2,3%, neste ano, e 2,8%, no próximo, abaixo dos 2,5% e 3,2% projetados anteriormente. Em outubro, a previsão de expansão econômica já havia sido diminuída.

O Fundo alertou para os riscos de fuga de capitais que o país e outros emergentes podem enfrentar com o processo de redução de estímulos monetários nos Estados Unidos, o chamado “tapering”, que teve início neste mês.

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A previsão de crescimento mundial em 2014 foi elevada em 0,1 ponto percentual, para 3,7%. A estimativa para 2015 se manteve inalterada, em 3,9%. O Fundo acredita que o índice de 2013 tenha sido de 3,0%.

O conjunto dos países emergentes deverá ter expansão média de 5,1% e 5,4% nesse período, com a China na liderança. Segundo o Fundo, o país asiático crescerá 7,5% em 2014 e 7,3% em 2015. O principal risco para os emergentes virá do impacto da redução do estímulo monetário nos Estados Unidos. O Federal Reserve (Fed) começou a reduzir a quantidade de títulos do Tesouro e bônus lastreados em hipotecas que adquire a cada mês com o objetivo de manter os juros de longo prazo próximos de zero, em linha com os de curto prazo. Continuar lendo

Carga tributária brasileira é 2ª maior da América Latina, mostra OCDE

Impostos e tributos pagos no país em 2012 somaram 36,3% do PIB.
Guatemaltecos são os que pagam menos tributos na região.

Publicado no portal G1 – 20-01-14

O Brasil tem a segunda maior carga tributária entre os países da América Latina, segundo estudo divulgado nesta segunda-feira (20) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). No ranking, que compreende 18 países, o país aparece atrás apenas da Argentina.

Segundo o levantamento, os impostos e tributos pagos pelos brasileiros e pelas empresas no país correspondem a 36,3% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Na Argentina, essa proporção é de 37,3%. No Uruguai, terceiro no ranking, a carga tributária é de 26,3%.

Na outra ponta, Guatemala, República Dominicana e Venezuela são os países onde a “mordida” dos impostos é mais leve: 12,3%, 13,5% e 13,7% do PIB, respectivamente. Os dados são referentes a 2012, os mais atuais da entidade. Continuar lendo

Destaque na Imprensa – Desoneração do IPI tirou R$ 23 bi de cidades e Estados

Publicado no Estado de S.Paulo

A desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para sonhos de consumo, como o carro e a máquina de lavar roupa, foi adotada em caráter provisório para combater uma eventual retração da economia a partir da crise financeira de 2008. Boa parte da renúncia fiscal, porém, permanece até hoje, encolhendo o caixa não apenas da União. Segundo levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), a desoneração do IPI desde 2009, já incluindo a estimativa de 2014, provocou uma perda de R$ 23,5 bilhões a Estados e municípios.

O ministro Guido Mantega defende a desoneração como uma alternativa positiva para elevar o consumo, reverter a retração dos setores beneficiados e preservar empregos – o que, por tabela, no médio prazo, aqueceria a economia e levaria ao aumento da arrecadação, anulando a renúncia fiscal.

Não foi o que identificou a CNM. Estados e municípios perderam recursos por meio dos fundos criados para a União compartilhar o IPI. O Fundo de Participação dos Estados, que recebe 21,5% do IPI, perdeu R$ 12,4 bilhões. O Fundo de Participação dos Municípios, que fica com 23,6% da arrecadação, tem uma retração estimada em R$ 11,1 bilhões.

“Foi dinheiro que deixou de ser investido na melhoria da infraestrutura e em serviços básicos: só a saúde perdeu R$ 4 bilhões”, diz Paulo Ziulkoski, presidente da CNM.Objeto desconhecido

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