“Um manifesto vivo” – Artigo do vice-governador de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho

Há 70 anos, em outubro de 1943, era divulgado um documento assinado por expressivas lideranças intelectuais, acadêmicas e políticas de Minas que representou, politicamente, o início do fim da ditadura do Estado Novo imposta ao país em 1937, sob o comando férreo de Getúlio Vargas, há 13 anos no poder. De fato, conhecido como “Manifesto dos mineiros”, ele abriu caminho para a mobilização da sociedade brasileira contra o regime autoritário de então.

Na conta curta da história, trata-se de um documento datado. Mas na conta longa da história, que atravessa gerações, aquele manifesto, sob muitos aspectos, pode ser hoje considerado como um manifesto vivo, sobretudo no quadro que caracteriza, atualmente, a chamada federação brasileira.

Se, naquele momento, o manifesto denunciava um estado autoritário já politicamente insustentável, pelo cerceamento das liberdades fundamentais do cidadão, pela extinção do voto popular, o fechamento das instituições democráticas, como o Poder Legislativo, ele também se alinhava numa reivindicação que até hoje, setenta anos passados, a sociedade brasileira não conseguiu alcançar: o maior equilíbrio orçamentário, político e administrativo entre a União e os estados-membros da Federação.O “Manifesto” afirmava, à certa altura: “Desejamos retomar o bom combate em prol dos princípios, das ideias e das aspirações que, embora contidas ou contestadas, haveriam de nos dar a Federação e a República, não como criações artificiais de espíritos românticos e exaltados, mas sim como iniludíveis imposições de forças históricas profundas.”

Mais à frente, insistia: “Preconizamos uma reforma democrática que, sem esquecer a liberdade espiritual, cogite, principalmente da democratização da economia”,para salientar, em seguida, que “pela federação e pela democracia possam todos os brasileiros viver em liberdade uma vida digna”.

Acima dos interesses regionais, Minas Gerais estava naquele momento irmanada em torno dos mais legítimos interesses nacionais. De fato, a grande lição legada pelo Manifesto traduz a união dos mineiros em favor de uma causa maior, que era, então, a democracia e da liberdade.

E sempre tem sido assim nos grandes momentos históricos, como o que estamos vivendo hoje, quando novamente a união de Minas Gerais em torno de um grande projeto nacional poderá dar ao Brasil bases para a retomada do crescimento do país, a partir de reformas estruturais que não podem mais ser adiadas, além de afirmar a educação como prioridade nacional.

A união de Minas em favor do Brasil corresponde, historicamente, à sua condição de estado síntese de nossa Nação, recebendo e irradiando influências do nordeste, do sudeste e do sul do país, do seu centro-oeste e do norte exatamente pela sua inserção geográfica mediterrânea que ditou, por sua vez, sua formação humana impregnada da mais profunda brasilidade.

É obedecendo a esse sentimento, que transcende do regional para o nacional, que novamente a história nos convoca a fim de nos unirmos na promoção de uma nova agenda para o desenvolvimento brasileiro, em novo patamar de conquistas econômicas e sociais, aberto à inovação, à competitividade, à redução gradual da carga tributária e a maior integração comercial, além do indispensável fortalecimento dos entes federados, começando por reconhecer nos municípios o verdadeiro motor do crescimento nacional.

Manifesto vivo que tem como seus primeiros signatários o governador Antônio Anastasia e o senador Aécio Neves, que estão demonstrando, a partir de Minas, como é possível fazer uma gestão pública moderna, inovadora e com participação cidadã, aprovada pelos mineiros e reconhecida pela Nação.

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