Aécio Neves defende desburocratização do sistema tributário

Foto George Gianni
Foto George Gianni

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, ao participar, em São Paulo, nesta segunda-feira (30), do Exame Fórum 2013, defendeu a desburocratização e a simplificação do sistema tributário nacional.

Abordando como tema a Produtividade Brasileira, o tucano manifestou preocupação com a baixa qualidade do investimento em educação. “Não é nem uma questão apenas de recursos, é a qualidade, a forma como esses recursos são investidos”, reiterou.

Aécio Neves também lamentou a descontinuidade das reformas implementadas na gestão de Fernando Henrique Cardoso. Segundo ele, em razão das reformas conduzidas no governo do ex-presidente Fernando Henrique e à expansão da economia internacional, o país, à época, teve outro ciclo de crescimento da produtividade.

E disse, em coletiva à imprensa: “Exatamente porque o atual governo não deu continuidade às reformas, ao contrário, o intervencionismo abusivo e a mudança permanente das normas regulatórias geraram grande incerteza na economia brasileira.

Confira entrevista do senador Aécio Neves

 

Imbassahy defende que TSE apure denúncia de “voluntários remunerados” na campanha de Dilma

Deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA)
Deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA)

O deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA) elogiou a atitude do presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG). Em nota, neste domingo (29), o senador tucano afirmou que o partido acionará a Justiça Eleitoral para apurar a denúncia de que voluntários da campanha de Dilma em 2010 eram remunerados.

“Ao procurar a Justiça, o senador Aécio mostra que deseja esclarecimentos. Nós queremos que o TSE apure o caso e puna quem cometeu irregularidades”, reiterou Imbassahy.

O deputado declarou ainda que o PSDB espera o esclarecimento das denúncias sobre irregularidades na campanha eleitoral de Dilma Rousseff (PT) em 2010, veiculadas pelo jornal “Folha de S.Paulo”.

Segundo o texto da Folha, militantes que atuaram na campanha petista em 2010 e foram citados pelo PT como voluntários eram, na verdade, remunerados pelo partido da presidente. “Não sou otário para trabalhar de graça”, disse à Folha o motoboy Mariano Vieira Filho, do Piauí, que foi indicado pelo PT como voluntário da campanha.

Na avaliação do deputado, a denúncia apresentada pela Folha mostra a fragilidade da militância do PT. “A militância espontânea, que era uma das principais características do partido, desapareceu substancialmente”, ressaltou.

Fonte: Diário Tucano

Anastasia apresenta desafios e soluções para infraestrutura no Brasil

Foto Wellington Pedro/Imprensa MG
Foto Wellington Pedro/Imprensa MG

O governador Antonio Anastasia se reuniu, nesta segunda-feira (30/09), no Rio de Janeiro, com autoridades, executivos e acadêmicos de 23 países para discutir a questão da infraestrutura no Brasil. No evento, que ocorreu durante o Encontro dos Consultores Internacionais da Fundação Dom Cabral (FDC), o governador discorreu sobre o tema Brasil, o caminho a seguir: desafios e oportunidades de infraestrutura.

Segundo Anastasia, a questão da infraestrutura é um desafio essencial que o Brasil precisa resolver para entrar em um ciclo de crescimento e desenvolvimento maior. Para isso, um primeiro passo importante é rever a estrutura concentradora da União, distribuir recursos e apostar mais em ações desenvolvidas por estados e municípios. Para o governador, a estrutura atual distorce a Federação e torna a ação governamental ineficiente. Continuar lendo

Aécio Neves defende campanha limpa para 2014

Senador Aécio Neves (PSDB-MG). Foto George Gianni
Senador Aécio Neves (PSDB-MG). Foto George Gianni

O Senado Federal concluiu, no dia 16 de setembro, a votação da proposta de minirreforma eleitoral, de autoria do senador Romero Jucá (PMDB-RR). Durante o processo de discussão do tema, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) defendeu a importância da livre manifestação na internet, apresentando uma sugestão que permitiria menos manipulações e valorizaria a liberdade de informação e expressão nas redes sociais.

Aécio Neves
defendeu uma campanha limpa. Para ele, há a necessidade clara de maior transparência nas ações das redes, de forma que, em épocas eleitorais, evite-se a prática deliberada e reiterada de crimes de calúnia e difamação sem que ninguém seja responsabilizado. Em pronunciamento, ele manifestou especial preocupação com os candidatos com menos poder aquisitivo, que não têm condições de reagir a ações organizadas por grupos contratados e pagos para criar mentiras e desmoralizar adversários na internet, muitas vezes, inclusive, através do uso de técnicas ilegais.

O senador Romero Jucá concordou com o senador e acrescentou que a mesma preocupação já havia sido manifestada pela presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Cármen Lúcia. A minirreforma foi aprovada por acordo de senadores de todos os partidos, incluindo PSDB, PT e PMDB, entre outros, e teve apenas 3 votos contrários.

Leia a transcrição da fala do senador: Continuar lendo

Chagas da Pnad: realidade engole a propaganda

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A Pnad trouxe resultados desanimadores para um país com os enormes desafios que o Brasil ainda tem a superar. Os retrocessos no analfabetismo e na distribuição de renda sugerem que a atual política social está se exaurindo. Acabar com a miséria tornou-se até slogan de governo, mas a realidade engole a propaganda. Superar os atrasos vai nos exigir muito mais do que apenas marketing. Pobreza não é para ser administrada, como vem fazendo o PT, adverte o Instituto Teotônio Vilela (ITV), em sua Carta de Formulação e Mobilização Política desta segunda-feira (30/09).  Continuar lendo

A “montanha-russa” da reforma política, por Marcus Pestana

Artigo publicado pelo deputado federal Marcus Pestana, presidente do PSDB-MG, publicado no jornal O Tempo – 30/09/13

Volto ao assunto pelas recorrentes perguntas sobre o tema com que esbarro em minhas andanças. Confesso que mesmo estudando a questão há mais de 15 anos, tendo sido membro ativo da Comissão Especial da Câmara e representando o PSDB no Grupo de Trabalho que atualmente tenta construir uma proposta, ando meio cansado das discussões, já que sua dinâmica mais parece “montanha-russa”, cheia de altos e baixos.

As jornadas de rua em junho recolocaram indiretamente o tema. Chegou-se a falar em Constituinte exclusiva e plebiscito. A OAB e diversas entidades da sociedade civil empreendem campanha levantando diversas propostas sobre o tema. Continuar lendo

Leia “Andando para trás”, artigo de Aécio Neves

Artigo do senador Aécio Neves, presidente do PSDB, publicado no jornal Folha de S.Paulo

Os dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2012 divulgados pelo IBGE mostram os limites do modelo de políticas sociais adotado no país a partir de 2003, com a chegada do PT ao poder. O governo federal prefere fechar os olhos à realidade a refletir sobre os alertas que vêm sendo feitos por especialistas de várias áreas.

Vale destacar alguns dos números da Pnad 2012. Nada menos do que 13,2 milhões de brasileiros de 15 anos ou mais são analfabetos. De 2011 para 2012, mais 300 mil pessoas entraram nessa sombria estatística. No Nordeste, a taxa de analfabetos na mesma faixa etária ultrapassa 17% da população, o que demonstra a permanência de imensas diferenças regionais.

O crescimento da desigualdade é evidente: 1% dos brasileiros com rendimentos mais elevados ganham 87 vezes mais do que os 10% dos brasileiros com os rendimentos mais baixos. Em 2011, esta diferença era de 84 vezes.

Também é preocupante a questão da renda e do trabalho. O apagão de mão de obra qualificada se aprofunda pela baixa escolaridade do trabalhador e pela sua frágil formação para o mundo cada vez mais exigente do trabalho.

Os novos dados do analfabetismo que surpreenderam o país, somados a informações já reveladas por outras pesquisas e constatadas diariamente em todo o Brasil, mostram um governo que vem menosprezando a mais poderosa alavanca de transformação social: a educação.

Quando o governo do PSDB implantou os programas de transferência de renda –que continuam sendo fundamentais– na década de 1990, o objetivo era que fossem ponto de partida para conquistas sociais importantes e definitivas para as famílias cadastradas. O PT fez com que esses programas se transformassem em ponto de chegada. E contenta-se hoje com a administração da pobreza, ao invés de investir em formas efetivas para a sua superação.

O partido submeteu a lógica de ações estratégicas para o país à conveniência do discurso político da legenda. Por isso, insiste em tratar a pobreza pela ótica exclusiva da privação de renda, quando o mundo caminha na direção de percebê-la como uma privação mais ampla, também de direitos e serviços. Essa visão, mais realista e mais justa com milhões de famílias, esbarra nos maus resultados da gestão federal em diversas áreas, na propaganda e no discurso salvacionista do governo.

Por mais que a atual administração federal tenha criado o mantra de que acabou com a miséria no país, os brasileiros sabem que isso não é verdade. Precisamos ter coragem de fazer avançar as políticas sociais no país, para que elas sejam de fato instrumento de travessia na vida de milhões de brasileiros.