Declaração do presidente do PSDB-MG, deputado federal Marcus Pestana, sobre visita da presidente Dilma Rousseff a Minas Gerais

A presidente da República criou o péssimo hábito de anunciar a mesma obra várias vezes. Primeiro diz que vai fazer. Depois que não fez,  anuncia que vai dar o dinheiro para que o Estado faça. Ao invés de dar o dinheiro, manda apenas uma parte e o resto joga para o Estado cobrir com seus recursos ou através de financiamentos.

Ainda assim, o governo federal não obedece a presidente porque, mesmo o Estado de Minas se dispondo a assumir as obras, o governo federal não faz a sua parte.

Nesta quarta-feira, em Varginha, a presidente certamente mal informada, fez várias afirmativas que estão dissociadas da realidade.

Em relação às obras do metrô de Belo Horizonte, o Governo de Minas vem fazendo um esforço enorme para viabilizar o projeto básico de engenharia do metrô.

O primeiro anúncio feito pela presidente foi em fevereiro de 2011 no lançamento do PAC Mobilidade. Depois ela veio a BH, em setembro de 2011, e anunciou de novo. Nada aconteceu em 2011 e 2012.  O  convênio somente foi assinado em abril de 2013 com a liberação pelo Ministério das Cidades, através da Caixa, de recursos para o projeto.

O Governo de Minas já tinha licitado o projeto em maio e outubro de 2012.  Portanto, Minas  faz a sua parte. O governo da presidente Dilma é que atrasa a vida do belo-horizontino. Para dar sequência, falta o principal: que é o governo federal assinar o convênio de descentralização do metrô para o Estado e para os municípios de Belo Horizonte e Contagem.

Já com o Anel Rodoviário que a presidente anunciou de novo, Minas está apreensiva com os atrasos do governo federal: as etapas em andamento foram formalizadas com um atraso de pelo menos  6 meses. Até agora, as obras que serão tocadas pelo Governo de Minas não foram delegados ao Estado pelo governo federal.

Na estrada da morte, a BR-381, a situação é de total irresponsabilidade. Primeiro porque a obra já foi anunciada várias vezes e, até agora, não tem sequer projeto executivo. Depois de não conseguir concluir o projeto executivo, o governo federal resolveu licitar por RDC. A licitação foi marcada e desmarcada várias vezes. A própria presidente confirmou que dos 11 lotes da licitação para elaborar os projetos e executar a obra, somente 6 estão em condições de serem contratados.

O mais grave é que o anteprojeto da BR-381 que consta das últimas licitações não prevê a duplicação de toda a estrada, mas apenas de parte da rodovia. Parte significativa da obra se limita a restauração do pavimento, correção de algumas curvas e terceiras faixas. A tão anunciada e esperada duplicação só é realidade no discurso: a duplicação reiterada do anúncio das obras.

Por fim, a presidente, que hoje inaugurou um campus universitário que já funciona há um ano, disse que tem muito respeito pelo “ET de Varginha”. Melhor seria se tivesse respeito pelos mineiros.

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