Aécio Neves: “Governo não entendeu nada do recado das ruas”

Aécio Neves diz que população cobra melhores serviços de saúde, educação, transporte e estradas e critica dificuldade da presidente Dilma para diálogo. Foto George Gianni
Aécio Neves diz que população cobra melhores serviços de saúde, educação, transporte e estradas e critica dificuldade da presidente Dilma para diálogo. Foto George Gianni

O governo federal não entendeu nada do recado dado pelas ruas. A afirmativa é do senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, que criticou hoje (2/07), em Brasília, o envio feito pelo governo ao Congresso Nacional de uma proposta de reforma política, por meio de plebiscito, sem antes fazer o debate necessário com a sociedade e com as oposições.

O senador destacou que o projeto de reforma política estava esquecido há dois anos na gaveta da ampla base do governo e que é apresentado agora, de improviso, na tentativa de desviar a atenção da opinião pública, que reclama por melhores serviços de saúde, educação, transporte e estradas.

“A presidente da República quer dizer aos brasileiros que aquilo que os levou às ruas foram as propostas que interessam ao PT na reforma política, e não a calamidade da saúde pública, a falência da mobilidade urbana, em especial o transporte público, o aumento da criminalidade. Mais uma vez o governo mostra que não entendeu absolutamente nada do que a população brasileira quis dizer”, disse o senador.

Marcus Pestana: “Minas se destaca na educação”

No Plenário da Câmara, nesta terça-feira, 2 de julho, o deputado federal Marcus Pestana, presidente do PSDB-MG, destacou o bom resultado dos estudantes dos primeiros anos do ensino fundamental de Minas Gerais, avaliados pelo Movimento Todos Pela Educação, que aplicou no final de 2012 a Prova ABC (Avaliação Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização). “Minas mais uma vez se destaca. Todo esse investimento estruturante na qualificação da educação básica e fundamental colhe seus frutos,” afirmou Marcus Pestana.

De acordo com os resultados da avaliação, os estudantes da rede pública de Minas Gerais possuem a melhor redação do país. Nessa categoria, o estado ocupa o primeiro lugar, com 37,2% dos alunos no nível adequado, seguido pelos estados de São Paulo e Mato Grosso, ambos com 36,2%.  A Prova ABC também avaliou os estudantes em Matemática e Leitura. O Estado também tem o maior percentual de estudantes do 3º ano (todas as redes) com nível considerado adequado em Matemática, com 49,3%. Em Leitura, o percentual de estudantes no nível considerado recomendável pelo estudo é de 59,1%. Neste caso, Minas ficou no segundo lugar do ranking, atrás de São Paulo, que alcançou 60,1%. Considerando o sistema público, Minas fica na segunda posição geral em Leitura (55,3% no nível recomendável) e na terceira em Matemática (44,1% dos estudantes no nível recomendável). Confira os resultados da pesquisa na íntegra.

“A prova ABC provou que Minas, dentro desse desafio da revolução educacional, está no caminho certo. Parabéns Governador Anastasia e toda equipe,” finalizou.

Assista ao pronunciamento do deputado Marcus Pestana

Plebiscito proposto por Dilma é tentativa de esconder incompetência diante de problemas nacionais

Em clima de divergência até entre aliados, a presidente Dilma Rousseff enviou nesta terça-feira (2) ao Congresso Nacional a mensagem com o pedido de plebiscito para discutir a reforma política. Os parlamentares do PSDB veem a iniciativa como única forma encontrada pela petista para disfarçar sua incapacidade em responder aos apelos da sociedade.

Para os tucanos, apesar de importante, o plebiscito sobre a reforma política não é a maior prioridade no momento, já que os brasileiros foram às ruas protestar contra a corrupção e pedir mais atenção com setores como saúde, educação, segurança e transporte.

O deputado Marcus Pestana (PSDB-MG), um dos parlamentares mais ativos da Comissão Especial de Reforma Política, disse pelo Twitter ser impossível não registrar a hipocrisia e o oportunismo na postura de Dilma. “Durante dois anos de trabalho e discussões profundas o governo não quis saber de reforma alguma. Agora, após a explosão das ruas, descobriram panaceia. Reforma política é fundamental, mas não era demanda central das ruas. Se Dilma deixasse, o Congresso já tinha aprovado. Cruzou os braços e agora de forma demagógica e oportunista quer fazer plebiscito de afogadilho”, postou. Na avaliação do deputado, a atitude representa irresponsabilidade e cortina de fumaça.

Leia matéria completa no Diário Tucano

Em junho, Dilma amarga queda brusca de popularidade no pior mês do seu governo

cronologiaA queda de 27 pontos percentuais na avaliação positiva do governo Dilma em apenas três semanas é um indicador claro do que representou o mês de junho para a petista: um verdadeiro pesadelo. Vaiada na abertura da Copa da Confederações, a presidente da República se viu completamente perdida e atônita à medida que os protestos foram ganhando força.

Diante do grito das ruas, ela chegou a defender a instalação de uma Assembleia Constituinte exclusiva para a reforma política, proposta rechaçada prontamente pelos meios jurídico e político. O fato é que Dilma chegou ao final do 30º mês de governo com sua imagem de “gerente” construída pelo marketing desbotada e sem qualquer marca ou feito significativo para mostrar. Até aqui o seu maior “legado” é econômico, com a perversa combinação de PIBinho e inflação elevada. Confira os principais fatos do mês.

Mais um caso de corrupção envolvendo o PT

Imagem HD maria do carmo.jpg.300x0_q85A ex-prefeita de Betim, Maria do Carmo Lara, do PT, teve os bens bloqueados por decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. A petista é acusada pelo Ministério Público de causar um prejuízo de quase R$ 600 mil nos cofres do município mineiro, ao utilizar material de propaganda produzido com dinheiro público para promoção pessoal.

Maria do Carmo, por conta da ação, não pode vender nem dispor de nenhum imóvel, carro ou de objetos de valor e ainda pode ser condenada por crime de improbidade administrativa, o que a deixará inelegível. Leia mais no jornal O Tempo.

Denunciadores frequentes de irregularidades governamentais no passado, os petistas estão hoje mergulhados em casos de corrupção ou desvio de recursos públicos. Ações como a da ex-prefeita Maria do Carmo não são mais novidade entre eles. Por todo o país, petistas em cargos executivos ou não são alvos de ações por improbidade.

O ex-presidente Lula é acusado de ser responsável por um prejuízo de R$ 10 milhões aos cofres públicos, buscar autopromoção e fazer publicidade pessoal com benefício aos aposentados. Leia sobre ação que o acusa no jornal O Globo.

O governador do Distrito Federal também carrega processos por improbidade. É acusado de superfaturar aluguel da Vila do Pan quando era ministro do Esporte e também é acusado de esquema de corrupção com a empreiteira Delta, como mostra a Folha de S.Paulo.

FHC: “Presidente Dilma deveria ter chamado a oposição logo”

Reproducao-TV-Cultura

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (SP), ao participar, nesta segunda-feira (1) do programa Roda Viva, da TV Cultura, afirmou que uma das principais falhas do governo de Dilma Rousseff é o fraco diálogo com a sociedade, incluindo os partidos de oposição.

“Acho que a presidente Dilma deveria ter chamado a oposição logo. Agora é tarde, já está tudo cozinhado”, disse o presidente de Honra do PSDB, em referência à tentativa de debate sobre a ideia de um plebiscito para a reforma política.

O tucano destacou também que há, no Brasil, “um atraso crítico [na política] que se traduz em clientelismo e na vontade de se mamar nas tetas do governo.”

Confira os principais pontos de fala do tucano

Manifestações – Para o ex-presidente, as manifestações foram o resultado de um “caldo de cultura” criado no Brasil por conta da insatisfação dos cidadãos com a classe política. FHC disse que os brasileiros se cansaram das diferenças que há entre “o Brasil da propaganda” e a situação real. Avaliou que embora tenham sido registradas quedas na popularidade de diferentes políticos, o principal prejudicado pela onda de insatisfação é o governo federal. O caráter difuso das manifestações, para o tucano, reflete ainda a “cooptação” dos movimentos sociais que se verificou na era PT.

Diálogo – FHC apontou como uma das maiores deficiências do governo Dilma o pouco diálogo praticado com sociedade. “Quando eu era presidente, me diziam que concordava com todo mundo. O fato é que estava preocupado em ouvir todos.” Acrescentou que, na sua visão, “o PT precisa conversar com o país, e não apenas ler textos escritos por marqueteiros”. Relatou que teve um encontro com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para o debate de temas da política nacional: “O momento atual é ideal para que as pessoas conversem”.

Classe média – Destacou que, sob os governos petistas, houve um “achatamento” da classe média: “A classe média sofre com a questão do hospital, da saúde.”

Reforma política – Ideias como referendo ou plebiscito para a realização de uma reforma política no Brasil devem ter origem no Congresso Nacional – e não em uma proposta da Presidência da República, como o PT sugeriu, disse. Para ele, a mudança do sistema político não é a prioridade dos cidadãos, embora haja uma insatisfação com os gestores públicos. Manifestou-sen favorável ao voto distrital, que deveria ter início em âmbito municipal.

“Dissonância cognitiva” – O ex-presidente usou o termo “dissonância cognitiva” para se referir ao descompasso que há entre o país divulgado pelo governo federal e a realidade encontrada pelos cidadãos. “A vida é dura, e não é como nos anúncios”, afirmou. O tucano destacou que, embora o Brasil tenha registrado ganhos econômicos nos últimos anos, não houve avanços em áreas como segurança pública.

Intervenção e incoerências – Para FHC, em muitos aspectos os 10 anos do PT na Presidência da República são caracterizados por contradições entre o que eles defendiam em campanhas eleitorais e o que efetivamente é feito. Exemplificou que o PT era contra a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), e hoje defende. Apontou ainda que o partido faz forte intervencionismo na economia de mercado e, para as classes baixas, estimula o liberalismo, “mas sem o espírito da competição, do mérito, da produtividade”.

Globalização e intelectualidade – Observou que a globalização afetou, além da economia, a produção intelectual em todo o mundo. Por conta desse cenário já não há mais tanta distância entre o que é discutido no ambiente acadêmico e o que se debate na sociedade.

Racismo – FHC disse que as questões raciais são, ainda, um problema de grande magnitude no Brasil. Destacou que políticas compensatórias, que privilegiem a inclusão de grupos historicamente prejudicados, devem ser implantadas – “mas têm que ser momentâneas”.

Alheia à realidade, presidente Dilma comando um governo “padrão Taiti”

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Dilma Rousseff continua em seu castelo, alheia à realidade. Como aponta a Carta de Formulação e Mobilização Política desta terça-feira (2), a única resposta que consegue formular ao clamor das ruas é um plebiscito que não resolve nada e, ao que tudo indica, não terá como prosperar no Congresso.” A presidente acha que seu governo é ‘padrão Felipão’. Com um time formado por 39 cabeças de bagre, o mais adequado, porém, é classificar sua gestão como de ‘padrão Taiti’”, afirma o documento editado pelo Instituto Teotônio Vilela.

Confira  a íntegra