Congresso homenageia José Bonifácio de Andrada e Silva, Patriarca da Independência

O Senado Federal comemorou nesta quinta-feira (13), em sessão especial, os 250 anos de nascimento de José Bonifácio de Andrada e Silva, o Patriarca da Independência do Brasil. Ele é trisavô do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), que foi representado pelo filho José Bonifácio Borges de Andrada, Subprocurador-Geral da República, na solenidade. Também são filhos de Bonifácio de Andrada o deputado estadual e líder do Bloco Transparência e Resultado da Assembleia Legislativa, Lafayette de Andrada, e o prefeito de Barbacena, Toninho de Andrada, ambos do PSDB.

Na solenidade, José Bonifácio destacou a importância do seu ancestral de tornar o Brasil independente de Portugal e na preservação da unidade nacional, evitando o movimento separatista no país como ocorreu na América do Sul.

Borges de Andrada disse que José Bonifácio  enxergou muito além do seu tempo. “Era ambientalista. Muitos dos seus escritos em matéria de proteção das matas, dos rios e sobre a pesca podem ser utilizados até hoje. Era mineralogista. Estadista importante. Teve o trabalho reconhecido ao longo dos séculos. Ainda em vida, foi chamado de pai da pátria e patriarca da independência. De modo que o Senado, quando reverencia a memória de um dos fundadores da pátria, na verdade reafirma a identidade nacional, da qual José Bonifácio é realmente a figura mais representativa”, afirmou.

Objeto desconhecido

Segundo Borges de Andrada, a memória de José Bonifácio está ligada à fundação do Estado brasileiro. Ele teve um papel importante na luta pela abolição da escravatura e no processo de respeito ao povo indígena.

De acordo com informações da Agência Senado, José Bonifácio nasceu em Santos (SP) no ano de 1763 e aos 20 anos foi estudar em Portugal formando-se em Direito, Filosofia e Matemática. Retornou ao Brasil somente no ano de 1819, com 56 anos, e atuou como ministro do Reino e dos Negócios Estrangeiros em 1822 e 1823.  De início, apoiou a regência de D. Pedro de Alcântara, mas depois da Proclamação da Independência, organizou a ação militar contra os focos de resistência à separação de Portugal.

Em 1823, foi demitido por Dom Pedro I e passou a atuar politicamente na oposição. Após o fechamento da Assembleia Constituinte, em 11 de novembro de 1823, José Bonifácio foi banido e se exilou na França por seis anos. De volta ao Brasil, e reconciliado com o imperador, assumiu a tutoria de seu filho quando Pedro I abdicou, em 1831, e partiu para Portugal. Permaneceu como tutor do futuro imperador até 1833, quando foi demitido pelo governo da Regência. Em 1838, José Bonifácio morreu em sua casa, no Rio de Janeiro.

Fonte: Com informações do Diário Tucano

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