Cronologia destaca atuação marcante da bancada do PSDB na Câmara dos Deputados no 1º semestre

Partido com a terceira maior bancada da Câmara, o PSDB teve atuação marcante na Câmara ao longo do semestre. Dias antes de assumir a Liderança, o deputado Bruno Araújo (PE) afirmou: “Mais do que um partido de oposição, o PSDB tem que se firmar como uma legenda de posição clara.” E foi isso que aconteceu na primeira metade do ano.

No período, a agremiação apoiou projetos em benefício do país e também cumpriu seu papel como oposição, ao apontar erros e sugerir soluções nas políticas públicas e decisões do governo federal. Entre as diversas ações, apresentou formalmente ao Planalto um plano de reengenharia administrativa, apoiou a destinação de 10% do PIB para a Educação e convocou ministros para explicar denúncias, como ocorreu com Ideli Salvatti (Relações Institucionais). E no penúltimo dia dos trabalhos legislativos, ajudou a aprovar emenda de Araújo que zera os impostos nos produtos da cesta básica.

Em entrevista à TV 45, o líder destacou propostas importantes aprovadas pela Câmara – como o Código Florestal e a Lei Geral da Copa – e destacou o preparo dos correligionários. “A nossa bancada, que é muito qualificada e extremamente unida, exerceu um papel de resistência necessário em qualquer democracia”, apontou o tucano.

A falta de coragem do governo petista para fazer as reformas essenciais ao país foi um dos alertas feitos reiteradamente pelo PSDB na Câmara. “O forte impacto da crise internacional poderia ter sido amenizado se isso tivesse acontecido”, avaliou Bruno Araújo. Pelo segundo ano seguido o Brasil registrará o que sendo chamado de “PIBinho”, fruto não apenas da crise externa, mas também da inação e de erros na condução da política econômica.

A cronologia vai ao ar em três partes: janeiro e fevereiro nesta quarta-feira, março e abril na quinta-feira; e maio, junho e julho no dia 20. Também recomendamos a leitura de outra cronologia: a da má gestão de Dilma, que desmonta a fama de boa gestora da petista.

Confira abaixo os dois primeiros meses:

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Destaque na imprensa: Verba para partido de Maluf cresceu após aliança com PT

Publicado no jornal Folha de S.Paulo

O apoio do PP à candidatura de Fernando Haddad (PT) à Prefeitura de São Paulo coincidiu com uma disparada na destinação de verbas federais para obras e projetos apadrinhados por parlamentares do partido.

Em um quadro atípico, o PP do ex-prefeito Paulo Maluf foi, desde o dia 1º de junho, o segundo partido mais beneficiado pelo governo no atendimento das emendas parlamentares, mostra levantamento da Folha.

As emendas são o mecanismo pelo qual os congressistas inserem obras e projetos no Orçamento.

O mês de junho marcou a reta final da definição das alianças para as eleições municipais de outubro.

Quinta maior bancada no Congresso, o PP ficou à frente do PT e só atrás do PMDB –donos das maiores bancadas no Congresso.

A eleição de Haddad em São Paulo é vista como principal objetivo eleitoral do PT, maior partido de sustentação do governo federal. Continuar lendo

Destaque na imprensa: Paralisação de servidores já prejudica empresas

Publicado no jornal O Estado de S. Paulo – 18/07/12

Entidade de funcionários públicos federais afirma que cerca de 30 órgãos estão total ou parcialmente parados; categoria quer aumento médio de 30%

Após dois anos de mão fechada, o governo enfrenta crescentes paralisações e operações-padrão na administração federal. “Já é uma greve geral”, diz Sérgio Ronaldo da Silva, diretor da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), que patrocina o acampamento de servidores na Esplanada dos Ministérios.

Levantamento da Condsef aponta que cerca de 30 órgãos estão paralisados total ou parcialmente. A mais nova adesão foi a das agências reguladoras, cujos funcionários pedem aumento médio de 30% e mudanças nas estruturas das carreiras. Após indicar nessa terça-feira, 17, com uma greve no Rio, o Sindicato Nacional dos Servidores das Agências Nacionais de Regulação deve fazer assembleia em São Paulo. O impacto mais visível deve ocorrer nos aeroportos de Guarulhos e Viracopos e no Porto de Santos, pois mercadorias importadas dependem da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser liberadas.

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Aécio Neves comemora aprovação de proposta do PSDB que zera impostos federais para cesta básica

Aécio Neves: Se o governo não gastasse tanto, e tão mal, haveria espaço para redução de tributos. Foto Waldemir Barreto/Agência Senado

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) elogiou, nessa terça-feira (17/07), a aprovação pela Câmara dos Deputados da emenda apresentada pelo PSDB que estabelece imposto zero para os produtos da cesta básica. A medida foi incluída na medida provisória (MP) 536, que trata da desoneração fiscal de produtos e da folha de pagamentos de determinados setores da economia.

“O PSDB agiu na defesa dos reais interesses da população, sobretudo da população de mais baixa renda. Zerar os impostos dos alimentos que compõem a cesta básica significa comida mais farta e barata. Ao mesmo tempo, é um incentivo para a produção desses bens, que com certeza terão um demanda maior. Se o governo não gastasse tanto, e tão mal, haveria espaço para redução de tributos para o conjunto da economia brasileira, e não apenas para alguns setores, como vem ocorrendo” afirmou o senador Aécio.

De acordo com a emenda proposta pelo líder do PSDB na Câmara, deputado Bruno Araújo (PE), os produtos alimentícios da cesta básica ficam totalmente isentos de IPI e PIS/Cofins. São eles: carne, leite, arroz, feijão, batata, farinha, pão, café, óleo, açúcar, manteiga, tomate e  banana.

“Espero que o governo federal, que vem atendendo tantas reivindicações, justas até, de setores fortes da economia brasileira, com grande poder de pressão, não vete essa emenda. Não seria justo com a população, com aqueles que, praticamente, somente consomem alimentos da cesta básica”, declarou o senador.

A MP 536 será votada pelo Senado no início de agosto e, aprovada, vai à apreciação da Presidência da República. A presidente Dilma pode sancionar ou vetar a emenda do PSDB.

O deputado Bruno Araújo baseou sua proposta em projeto apresentado por um grupo de deputados do PT no passado, mas que estava com sua tramitação parada, sem previsão para votação.

Para PSDB, reconvocação de Perillo em CPI visa desviar o foco do julgamento do mensalão

Os líderes do PSDB na Câmara dos Deputados, Bruno Araújo (PE), e no Senado, Alvaro Dias (PR), e o presidente nacional do partido, Sérgio Guerra (PE), consideram a reconvocação do governador de Goiás, Marconi Perillo, à CPI Mista do Cachoeira uma tentativa de desviar o foco do julgamento do mensalão. O caso será analisado pelo STF em agosto, quando os trabalhos da comissão serão retomados. Para os tucanos, a CPI tem sido usada politicamente para atacar a legenda.

Araújo criticou o uso político do colegiado. “Uma reconvocação é politizar. O partido defendeu a vinda do governador, ele tomou a iniciativa de vir e veio à comissão. A partir de agora fica nítida a exposição, a exploração política do PSDB pra encobrir o episódio mensalão e os desfalques nas obras do PAC”, declarou.

O líder tucano afirmou que o PT também tenta desviar o foco das denúncias de desvios de dinheiro público pelo governo federal para a Delta, maior empreiteira do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “O objetivo é poupar o governo federal, que é o grande contratador da Delta, onde está o grande volume de recursos”, disse. “Os contratos da empresa com quatro ministérios somam quase R$ 4 bilhões de serviços prestados ao governo federal”, explicou. Araújo refere-se a levantamento da Assessoria de Orçamento do PSDB com base na execução orçamentária dos ministérios dos Transportes, da Saúde, da Integração Nacional e da Defesa. De 2005 a 2012 foram pagos R$ 3,7 bilhões à Delta.

Já nos contratos da empresa com os governos estaduais, dos R$ 7 bilhões pagos, apenas 6% correspondem a pagamentos feitos por governadores do PSDB. O partido comanda oito estados, que correspondem a mais da metade da população e do Produto Interno Bruto (PIB).

Segundo Sérgio Guerra, a CPI do Cachoeira se tornou a CPI do Perillo. “Essa CPI é uma operação política que tem o objetivo de criar uma cortina de fumaça para evitar o óbvio. Daqui a 30 dias 40 petistas que estão sendo investigados por formação de quadrilha depois de sete anos do mensalão”, afirmou.

Na avaliação dos tucanos, há setores da Polícia Federal que estão sofrendo influência política. Integrante da comissão parlamentar de inquérito, Carlos Sampaio (SP), afirmou que há um erro de interpretação no relatório da PF sobre a venda da casa de Perillo para o contraventor Carlinhos Cachoeira.  “A interpretação que se faz é direcionada como se só tivesse havido os três pagamentos para a Delta exatamente após os pagamentos do cheque da casa. Não procede. Foram pagos ao longo do ano para a Delta assim como para todas as outras empresas porque foi uma ordem do governador para que não houvesse atraso para evitar que o atraso fosse um caminho para a corrupção”, explicou.

Ouça a íntegra da coletiva

Leia também Nota à imprensa:  direcionamento no comando da CPI do Cachoeira

Fonte: Diário Tucano