Governador recebe 150 toneladas de produtos em doações para vítimas das chuvas em Minas

Mobilização da sociedade garante mais de 530 toneladas de alimentos, materiais de limpeza e higiene, fraldas e colchões para os atingidos

nastasia acompanhou a chegada dos caminhões com a entrega das doações - Foto: Gil Leonardi / Secom MG

O governador Antonio Anastasia recebeu, nesta segunda-feira (16/01), representantes dos setores do comércio e indústria dos ramos de supermercados e alimentícios que doaram mais de 150 toneladas de alimentos e materiais para as famílias atingidas pelas chuvas em Minas Gerais. O governador determinou o envio imediato dos produtos para 27 cidades com maior carência de donativos no momento. Os 23 caminhões saíram da Praça da Liberdade na manhã desta segunda-feira.

“Em nome dos mineiros, agradeço essas empresas pelas doações que se fazem expressivas. Estamos diante de um gesto solidário, um gesto generoso de doação àquelas famílias afligidas e que foram afetadas pelas chuvas. As empresas demonstram o aspecto sempre generoso e solidário da alma mineira. É fundamental, porque nós temos em Minas centenas de milhares de famílias atingidas. Muitas cidades de Minas estão em situação difícil ainda, de reconstrução, de volta à normalidade. Essas doações são muito importantes”, afirmou Anastasia.

Os materiais foram destinados para as cidades de Acaiaca, Alpercata, Além Paraíba, Barra Longa, Barroso, Brasília de Minas, Baldim. Belo Horizonte, Brumadinho, Claro dos Poções, Conceição da Barra de Minas, Guaraciaba, Mariana, Matipó, Moeda, Muriaé, Nazareno, Patrocínio de Muriaé, Ponte Nova, Prados, Raposos, Santa Cruz de Minas, São João Del Rei, São Sebastião da Vargem Alegre, Setubinha, Tiradentes e Visconde do Rio Branco. Outras cidades já foram atendidas com o envio de material da Defesa Civil e das doações recebidas por populares.

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Deputado Rômulo Viegas ajuda moradores de São João del Rei e cidades da região atingidas pelas fortes chuvas

Deputado estadual Rômulo Viegas visitou cidades alagadas pelas chuvas - Foto: Assessoria de Imprensa do deputado Rômulo Viegas

O deputado estadual Rômulo Viegas (PSDB-MG), vice-líder do bloco Transparência e Resultado, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, visitou municípios atingidos pelas chuvas nas regiões do Campo das Vertentes, Central e Sul de Minas. O deputado está empenhado para garantir a volta da normalidade nas áreas atingidas pelas chuvas.

Sensível à trágica situação dos moradores dessas regiões o deputado tem buscado ajudá-los, facilitando o contato dos prefeitos com os órgãos do Governo de Minas e entidades civis para agilizar a liberação de recursos, o envio de medicamentos e ajuda humanitária para as famílias desabrigadas.

O deputado também acompanhou as ações da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros em vários municípios. Em São João del Rei, o parlamentar percorreu de barco regiões alagadas e ajudou no socorro aos moradores que ficaram ilhados.

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Destaque na Imprensa: Inflação semanal acelera na segunda semana do ano

FGV anunciou avanço de 0,97% para o indicador de até 15 de janeiro, acima do IPC-S imediatamente anterior, de até 7 de janeiro (0,93%)

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) acelerou na segunda quadrissemana do ano. É o que informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV), ao anunciar avanço de 0,97% para o indicador de até 15 de janeiro, acima do IPC-S imediatamente anterior, de até 7 de janeiro (0,93%). Esta foi a maior taxa para o indicador desde a segunda semana de maio de 2011 (1,09%).

Quatro das sete classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimos em suas taxas de variação de preços, entre a primeira e a segunda quadrissemana de janeiro. Aumentos mais intensos foram apurados nos preços de Educação, Leitura e Recreação (de 1,38% para 2,37%), Transportes (de 0,61% para 0,72%), Despesas Diversas (de 0,14% para 0,20%) e Habitação (de 0,25% para 0,28%).

Em cada uma destas classes de despesa, houve taxas de inflação mais intensas ou fim de deflação nos preços de cursos formais (de 2,07% para 3,80%), tarifa de ônibus urbano (de 0,53% para 1,19%), alimento para animais domésticos (de -0,24% para 0,76%) e tarifa de telefone fixo residencial (de 0,34% para 0,72%), respectivamente.

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Faltam políticas preventivas para evitar a repetição de danos materiais e humanos

Deputado Paulo Abi-Ackel, líder da Minoria na Câmara. Foto Leonardo Prado / Agência Câmara

Ruas alagadas, avenidas esburacadas, cidades inteiras debaixo d’água e população desamparada. Esse é o triste cenário que se repete no Brasil ano a ano no período de chuvas. Somente em Minas Gerais, mais de 13 mil pessoas estão desalojadas. E muita gente se pergunta: o que faz o poder público para resolver esse problema, que castiga grande parte da população brasileira?

“O que fez o Governo Federal para se precaver em relação a esses eventos, que são hoje motivo de preocupação não só no Brasil mas em todo o mundo”? A pergunta é do deputado federal Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), feita durante discurso na Câmara dos Deputados, em Brasília, ainda em 2010. Na ocasião, o parlamentar – líder da Oposição na Câmara – repercutiu a auditoria realizada pelo TCU, que revelou desequilíbrio na distribuição de recursos públicos para auxiliar catástrofes no país. Abi-Ackel também debateu a falta de transparência em relação às verbas não repassadas aos estados.

Entre 2004 e 2009, conforme a auditoria, cerca de R$933 milhões foram direcionados a obras e serviços de socorro às vítimas e recuperação das áreas atingidas por desastres climáticos. Mas só R$ 357,8 milhões foram efetivamente aplicados.

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Destaque na Imprensa: Dilma corta à metade verbas da Segurança

A tesourada foi de R$ 1,036 bilhão, impactando as ações Brasil afora

O Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) sofreu, no primeiro ano do governo Dilma Rousseff, o maior corte de recursos desde a sua criação, no fim de 2007. Dos R$ 2,094 bilhões autorizados para 2011 só a metade foi paga nos diversos projetos previstos pelo Ministério da Justiça, contrariando o discurso de campanha de ampliar a colaboração com estados e municípios nessa área. A tesourada foi de R$ 1,036 bilhão, impactando as ações Brasil afora.

Nos últimos quatro anos, a execução orçamentária média do programa foi de 63%. Com os cortes do ano passado, o valor deixado no cofre alcança R$ 2,3 bilhões. Ações alardeadas nos palanques eleitorais em 2010 não mereceram nenhum centavo no ano de estreia de Dilma, a exemplo da construção de postos de polícia comunitária com R$ 350 milhões previstos. Para a modernização de estabelecimentos penais, foram prometidos outros R$ 20 milhões, mas nada foi pago. Os dados são do Sistema Integrado de Administração Financeira do governo federal (Siafi).

Quase 40% do valor desembolsado no ano passado (R$ 1,058 bilhão) foram de restos a pagar, ou seja, compromissos firmados em exercícios anteriores.

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Destaque na Imprensa: Burocracia consome 70% da verba de combate à corrupção

Orçamento previsto para 2012 é de R$ 66 milhões. Dados são do Portal da Transparência

Num ano em que seis ministros deixaram seus cargos por suspeitas de irregularidades em suas pastas e outros 564 servidores federais foram afastados do serviço público acusados de práticas ilícitas, o total investido pelo governo no combate à corrupção não fez nem sombra ao prejuízo calculado pela Advocacia-Geral da União (AGU) de R$ 2,14 bilhões aos cofres públicos. De acordo com dados publicados no Portal da Transparência do governo federal foram gastos pouco mais de R$ 50 milhões com o Programa de Controle Interno, Prevenção e Combate à Corrupção em 2011, sendo que deste total, R$ 35,8 milhões, ou cerca de 70%, foram usados apenas na gestão e na administração do programa executado pela Corregedoria-Geral da União (CGU).

Só com passagens, diárias, treinamentos, congressos e seminários promovidos pelo programa, as despesas foram de R$ 19,6 milhões. Não estão computadas as reformas e os investimentos em infraestrutura física e tecnológica. Para 2012, o orçamento do programa é estimado em R$ 66 milhões.

As Unidades Regionais da CGU nos 26 estados da federação e mais a sede, em Brasília, tiveram como média mensal de despesas um total R$ 910 mil. Foram gastos ainda R$ 522 mil mensais com o Serviço Federal de Processamentos de Dados (Serpro), que recebe pela parceria no desenvolvimento do sistema de informática da CGU.

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Incoerência – Artigo do senador Aécio Neves

Ninguém questiona a importância de o país adotar incentivos à produção nacional frente à grave ameaça de desindustrialização em curso. Alcançar esse objetivo exigirá de nós, no entanto, muito mais do que um esboço de política industrial que ignora a agenda da competitividade.

Chamam a atenção os remendos dos socorros pontuais a alguns poucos privilegiados. A mais recente iniciativa nesse sentido foi o anúncio de que o Ministério da Saúde planeja pagar até 25% a mais por máquinas e equipamentos médicos e hospitalares e produtos farmacêuticos produzidos no Brasil.

Causa perplexidade um ministério tão essencial como o da Saúde dispor-se a desembolsar a mais em suas compras sob o pretexto de corrigir o crescente descompasso entre a importação e a produção brasileira no setor.

Como destacou recentemente em artigo o economista Edmar Bacha, o governo promove, contra si mesmo, neste caso, o encarecimento do custo de uma área central, deslocando formidável volume de recursos de onde há permanente carência de investimentos e problemas intermináveis.

Fonte: Folha de S.Paulo (link para assinantes)