Economia sem rumo, investimentos baixos e indústria desprotegida marcaram 2011

Na avaliação do PSDB, a economia brasileira esteve “sem rumo” neste primeiro ano de governo da presidente Dilma Rousseff (PT). O partido também acredita que a presidente falhou na condução da política de investimentos e no suporte ao setor industrial.
As opiniões fazem parte do Balanço Crítico do Governo Dilma Rousseff, que o PSDB divulgou na última quarta-feira (21). O documento também inclui análises do partido para áreas como educação, saúde, logística e outras.

Para o PSDB, a presidente manteve a política econômica de seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, caracterizada pelas altas taxas de juros, as maiores do mundo. Também foi uma marca do primeiro ano da presidente a continuação de uma política cambial “errática” e “com menos credibilidade”.

Na área fiscal, as ações foram desordenadas e o governo se viu obrigado a ampliar as receitas para tapar os buracos orçamentários. Como resultado, as despesas da máquina pública, nos dez primeiros meses de 2011, foram 10% maiores do que as do mesmo período do ano anterior.

Investimentos e indústria
Também foi falha a ação do governo em relação à política de investimentos. Em 2011, os investimentos não foram superiores a 18% do PIB, e o resultado é a estagnação da economia.

O PSDB apontou também que estados e municípios “continuam sufocados pelos acordos de rolagem de suas dívidas” e, por isso, enfrentam dificuldades para atender seus cidadãos.
A dificuldade se reflete no setor industrial. A participação das indústrias no conjunto do setor produtivo brasileiro tem se reduzido ano após ano. Com isso, a presença de importados cresce e os empreendedores brasileiros se sentem mais temerosos para investimentos de grande porte.

Agência Tucana

 

The Economist e Veja destacam gestão pública de Minas Gerais

Um levantamento inédito elaborado pela Unidade de Inteligência da revista inglesa The Economist – espécie de “bíblia” do capitalismo mundial – destaca Minas Gerais como um dos estados brasileiros mais preparados para receber o fluxo recorde de investimentos estrangeiros que devem chegar ao Brasil graças à estabilidade econômica interna e em função do país ser a sede da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016. O resultado da pesquisa foi publicado na edição desta semana da VEJA, maior revista brasileira.

O documento, intitulado “Ranking de gestão dos estados brasileiros 2011”, analisa 25 indicadores em oito categorias e, a partir daí, revela quais os melhores locais do país para se investir. Minas Gerais integra o seleto time de sete dos 27 estados brasileiros que, de acordo com a reportagem da VEJA, “apresentam um bom ambiente de negócios para quem quer investir no setor produtivo do país”. Os outros estados nessa condição são Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, além do Distrito Federal.

“Essa pesquisa demonstra que estamos no caminho certo e nos anima a trabalhar ainda mais em busca de novos investimentos para o Estado e, sobretudo, de mais e melhores empregos para os mineiros e as mineiras”, afirma o governador Antonio Anastasia. “Nossa obsessão é transformar Minas no melhor estado para se viver e se investir”.

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Destaque na imprensa: Com baixa execução, obras de saneamento ficam para 2012

Publicado no Valor Econômico – 27-12-11

Os resultados dos investimentos em saneamento no país frustraram as expectativas de crescimento para 2011. Últimos dados do Ministério das Cidades mostram uma estagnação dos desembolsos em relação a 2010, e as liberações da Caixa Econômica Federal indicam queda até novembro. Na outra ponta, fornecedores de materiais reclamam de uma redução de até 10% nas vendas em 2011.

De acordo com levantamento da ONG Contas Abertas, o gasto total do Orçamento da União em saneamento em 2011 até novembro foi de R$ 1,9 bilhão, frente a R$ 2,4 bilhões em 2010, dos quais R$ 1,5 bilhão em restos a pagar. A dotação orçamentária do governo federal para o setor em 2011 é de R$ 3,5 bilhões. Os valores incluem só gastos do Tesouro nacional, excluindo financiamentos e Orçamento de Estados e Municípios.

De acordo com o Ministério das Cidades, foram investidos R$ 2 bilhões no primeiro semestre de 2011 em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) de saneamento, enquanto em 2010 o desembolso foi de R$ 1,8 bilhão no mesmo período.

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Com PT, saúde pública fica estagnada – Artigo do Instituto Teotônio Vilela

 Síntese: Saúde é hoje a principal preocupação da população brasileira. Também é a área mais mal avaliada do governo Dilma: dois terços da população desaprovam a atuação da presidente no setor. Nos últimos anos, os serviços prestados pelo sistema público não apresentaram sinais de melhora. Ações bem-sucedidas, como o Saúde da Família, perderam importância e os investimentos passaram a depender crescentemente de estados e municípios, com participação declinante da União – situação que tende a se agravar com a recém-aprovada regulamentação da Emenda 29. Má gestão dos recursos públicos disponíveis, promessas não cumpridas e corrupção completam o quadro. 

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