“Temos trajetória e, além de propor, já realizamos”, diz Sergio Guerra

“Por um bom período, equivocados diziam que o PSDB não discutia conteúdos, que o partido precisava dizer qual era a sua proposta. Era provocação, não era verdade. Ficou claro que nós temos uma trajetória, que já fizemos e, mais do que propor, nós já realizamos”, desafiou Guerra, lembrando o governo Fernando Henrique Cardoso. “O que veio depois com os governos do PT foi rigorosamente uma continuação, com alguns vícios e erros de encaminhamento comprometedores”, acrescentou.

Entusiasmado com os debates, com os comentários e elogios unânimes, Sérgio Guerra lembrou que o evento marcou o início de um processo de reestruturação, que vai continuar com a realização, em conjunto com o ITV, de novos seminários e em outras regiões do país. Os temas e os locais serão anunciados em breve. Durante o evento, o senador Aécio Neves (MG), já propôs que um dos temas seja Meio Ambiente e Sustentabilidade.

Guerra lembrou que o processo continuado de mudanças vividas pelo país nos últimos 20 anos contou com a colaboração do PSDB. “Nunca fomos pelo quanto pior melhor. Como oposição, sempre votamos à favor do Brasil. Hoje, estamos reunimos para olhar o futuro de outra forma, para melhorar. Aqui foi o primeiro capítulo de uma ampla discussão que vai se dar no país inteiro”, informou Guerra.

Proposta

Entusiasmo com as propostas apresentadas também mostrou o presidente de honra, Fernando Henrique Cardoso, particularmente com as sugestões do economista Persio Arida, presidente do Banco Central e do BNDES durante o período de implantação do Plano Real, em 1993, nos governos Itamar Franco e FHC. O ex-presidente do Brasil chamou a ideia de revolucionária.

Fernando Henrique Cardoso, comentando o que aconteceu após o seu governo, foi enfático. “O governo Lula deformou o que foi feito antes. Sem propostas, estavam indo para o abismo, não tinham o que fazer”, lembrou o ex-presidente. FHC recomendou que o Brasil e o PSDB devem enfrentar a necessidade de discutir as suas necessidade de mudanças, defendendo a realização de seminários e encontros como os melhores caminhos.

“A grande diferença entre o PSDB e o PT são as pessoas, o que pensam e suas divergências. Não somos um partido de uma pessoa dizendo o que quer e os outros devem fazer”, lamentou. “Nosso partido tem que voltar a discutir, mesmo que seja apenas entre si, mas também tem que ir para os jornais e para as tribunas do Congresso Nacional”, defendeu FHC.

Persio Arida, durante sua apresentação, defendeu enfaticamente o aumento da capacidade de poupança do país e a democratização do crédito interno nos financiamentos para investimento. Para isso, defendeu mudanças radicais nos três principais fundos que no Brasil financiam o desenvolvimento: a caderneta de poupança, que financia a habitação; o FGTS, usado em diversas áreas e em infraestrutura; e o PIS/PASEP, destinados na maior parte aos financiamentos do BNDES.

Tasso Jereissatti, presidente do ITV, ao agradecer o entusiasmo e o empenho do presidente do PSDB durante a preparação do evento, afirmou também que os seminários vão desenvolver um projeto para os próximos 20 anos. “Há 20 anos atrás os melhores quadros políticos se uniram aos melhores quadros acadêmicos para mudar o nosso país. Por isso começamos a pensar o que será o Brasil nos próximos 20 anos”, adiantou.

Além do presidente de honra do PSDB, foram chamados para falar o senador Aécio Neves, que fez uma breve apresentação do governo FHC, e o ex-governador José Serra.

O ex-governador de São Paulo leu um texto preparado para postar em seu site, com críticas ao governo do PT. Serra defendeu que um dos temas para os próximos seminários seja o aumento da corrupção nos governos do PT.

Os governadores Geraldo Alckmin, de São Paulo, Antonio Anastasia, de Minas Gerais, e Anchieta Junior, de Roraima, acompanharam as apresentações. Assim como os líderes no Senado, Alvaro Dias (PR), na Câmara, Duarte Nogueira (SP), e da Minoria, deputado Paulo Abi-Ackel (MG). A platéia contou ainda, com a participação de outros parlamentares, lideranças nacionais e estaduais

O QUE QUEREM OS TUCANOS

PRIVATIZAÇÕES
O economista Gustavo Franco, ex-presidente do BC, defendeu a retomada das privatizações e a abertura da economia

MINISTÉRIOS
O ex-presidente do BC Armínio Fraga propôs o corte dos ministérios à metade. O mesmo deve ser feito com cargos de confiança

JUROS
O ex-presidente do BC Pérsio Arida propôs acabar com o crédito subsidiado do BNDES e de outros bancos públicos e aproximar a taxa de juros que eles cobram das do mercado

INVESTIMENTOS
Fraga e o economista Armando Castelar sugeriram aumentar a taxa de investimento público. Para Castelar, ela deve passar dos atuais 2,1% do PIB para algo em torno de 5%, cortando gastos correntes

EDUCAÇÃO
O sociólogo Simon Schwartzman propôs investir mais na qualificação de professores e na melhoria da qualidade de ensino no país

APOSENTADORIAS
Os tucanos sugerem a Reforma da Previdência, com revisão das pensões por morte e da aposentadoria integral do setor público, além de rediscutir a idade mínima para aposentadoria, considerada muito baixa

SAÚDE
Sugestão de André Médici, economista com atuação na área de saúde, prevê ressarcimento pelo SUS dos que usam o sistema tendo plano privado de saúde

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