
Formatura de turma do Poupança Jovem em Ribeirão das Neves, em março de 2010. Foto Omar Freire/Imprensa MG
Dois importantes programas educacionais de Minas, inéditos no país, serão modelo para outros estados brasileiros: o Programa de Ensino Profissional (PEP) e o Poupança Jovem. Atendendo à solicitação do ministro da Educação, Fernando Haddad, o Governo de Minas, administrado pelo PSDB, já disponibilizou ao ministério a metodologia do PEP, que oferece educação profissionalizante gratuita de qualidade a 172 mil jovens criando oportunidades no mercado de trabalho.
O Poupança Jovem, que concede benefício financeiro aos estudantes que concluírem, sem reprovação, o Ensino Médio, está sendo avaliado pelos governos do Rio e de São Paulo. Nesta semana, representantes das secretarias de Estado de Desenvolvimento Social e de Educação do governo paulista estiveram em Belo Horizonte para conhecer detalhes do Poupança Jovem que atende mais de 50 mil em oito municípios mineiros.
Eles conheceram a metodologia do programa e visitaram escola em Ribeirão das Neves, primeiro município a ser beneficiado. A diretora técnica da Secretaria de Desenvolvimento Social de São Paulo, Rosemare Gonçalves, afirmou que o governo paulista quer desenvolver programa semelhante ao Poupança Jovem.
“Temos interesse em desenvolver um projeto similar ao Poupança Jovem que tem uma metodologia muito interessante, pois oferece oportunidades a todos os alunos das escolas estaduais das cidades atendidas. É um estimulo a mais para os jovens”, disse Rosemare.
O objetivo do Poupança Jovem é incentivar o jovem a concluir o Ensino Médio e permitir que ele faça o planejamento do seu próprio futuro, contribuindo para melhorar a qualidade de vida nas comunidades onde vivem. Cada aluno que participa do programa recebe uma bolsa no valor de R$ 3 mil, ao final dos três anos do Ensino Médio, depositados pelo Governo de Minas.
Tem direito à poupança o aluno que concluir regularmente o curso no município atendido e cumprir as metas e obrigações estipuladas pelo programa, como a participação em atividades comunitárias e o não envolvimento em ações criminosas.
Criado em 2007, no segundo governo de Aécio Neves, o programa atende estudantes da rede pública estadual que residem em locais com alto índice de evasão escolar, violência ou baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
Atualmente, o Poupança Jovem está presente em Esmeraldas, Ibirité, Sabará e Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte; Juiz de Fora, na Zona da Mata; Governador Valadares, no Vale do Rio Doce; Montes Claros, no Norte de Minas, e Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri.
PEP garante formação profissional
Também inovador no país, o Programa de Ensino Profissional foi apresentado em março ao ministro da Educação pela secretária de Educação Ana Lúcia Gazolla, em Brasília. O PEP atende 172 mil alunos do Ensino Médio da rede pública estadual, em 128 municípios de Minas.
Implantado em 2007, o PEP oferece 83 diferentes cursos em 11 áreas do conhecimento, todos gratuitos e ministrados em 400 escolas estaduais e em 150 instituições parceiras municipais, privadas ou ligadas ao Sistema S(Sesi/Senai/IEL/Sesc/Senac e outras).
Em quatro anos já foram destinados R$ 440 milhões ao programa.A ousada concepção do PEP permitiu rápida expansão da formação profissional em nível médio em todas as regiões do Estado. Em março deste ano, o Governo Antonio Anastasia firmou parceria com a mineradora Vale para criar mais 30,9 mil vagas, aumentando o número de atendidos para 203.772 alunos.
Para a criação das novas vagas e manutenção das já existentes, em 2011, serão investidos R$ 143 milhões, sendo R$ 100 milhões da Vale e R$ 43 milhões do Estado. A Vale é a primeira empresa privada a se tornar parceira da iniciativa.
Relator do PNE conhece ações de Minas
O PEP e o Poupança Jovem foram apresentados, no dia 10 de junho, pelo governador Antonio Anastasia (PSDB-MG) ao deputado federal Angelo Vanhoni (PR), relator da Comissão Especial do Plano Nacional de Educação da Câmara dos Deputados. O parlamentar veio a Minas conhecer as experiências exitosas do Governo do Estado e recolher sugestões ao Projeto de Lei Federal 8.035/10, do governo federal, que institui o plano para o decênio 2011-2020.
O Plano Nacional da Educação define regras e metas que União, Estados e municípios devem seguir pelos próximos 10 anos. São 20 metas estabelecidas pela proposta, entre elas, a que amplia progressivamente o investimento público em educação, até atingir, no mínimo, o patamar de 7% do produto interno bruto do país.
De acordo com Eduardo Barbosa (PSDB/MG), integrante da comissão, os programas mineiros foram classificados como ações inovadoras na área de educação e serão referência no relatório dos parlamentares. Também participaram do encontro, o deputado federal Gilmar Machado; o presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, deputado estadual Bosco; e a secretária de Educação, Ana Lúcia Gazolla.
Avanço na qualidade do ensino
Os investimentos do Governo Aécio/Anastasia, destinados à área de educação – mais de R$ 31 bilhões entre 2003 e 2010 -, permitiram a Minas obter importantes avanços na qualidade de ensino. Minas foi o primeiro Estado do país a trazer crianças aos seis anos para a escola, a partir de 2004. Nesse período, 100% das escolas mineiras receberam melhorias físicas e foram informatizadas.
Este ano, o Governo Antonio Anastasia lançou, também de forma pioneira no país, o programa Professores da Família com o objetivo de reduzir a evasão escolar e aumentar a participação dos pais na educação dos filhos. A partir de visitas às famílias, de casa em casa, os professores desenvolverão plano de ação estudantil com metodologia de estudos, acompanhamento escolar e interlocução freqüente com a escola sobre as dificuldades e possibilidades dos alunos. O programa também estimulará que os pais dos alunos com escolaridade inferior a cinco anos retomem ou iniciem os estudos.
Em 2011, o Governo Anastasia investirá R$ 1,9 milhão no projeto para atender estudantes de 22 escolas estaduais do ensino médio de nove municípios, beneficiando 4,2 mil alunos. Este ano, serão atendidos municípios com até 30 mil habitantes e com Índice de Educação Básica (IDEB) abaixo da média nacional. A meta é implantar o projeto em mais 36 cidades que fazem parte do programa Travessia, no próximo semestre, chegando a 100 municípios em 2012.